Um filme interessante (em alguns momentos brutal) que mostra parte dos horrores da ditadura. Eu o recomendaria para os interessados na história brasileira, pois se trata de um período infeliz dessa história e de uma pessoa que foi personagem ativo nesse período. Porém, minhas ressalvas: é uma obra militante a qual argumenta que os fins justificam os meios.
A própria sinopse já diz tudo, ao romantizar assassinos, ladrões e terroristas. Poderia ser um excelente filme, caso se mantivesse imparcial e retratando toda a verdade dos fatos. Não houve inocentes, em nenhum dos lados. O velho papinho que tenta tornar os bandidos em vítimas esquece de lembrar que tentavam, por meio da violência e do terrorismo implementar uma ditadura comunista no Brasil. Basta ler o "Manual do guerrilheiro urbano", que podemos ter uma leve noção sobre pensamentos e ações de Mariguela. Filme fraco e enfadonho.
O filme é potente desde o primeiro minuto. Com uma narrativa pulsante e uma direção visceral, o que transforma o drama histórico em uma obra cinematográfica que não apenas informa, mas emociona, provoca e incomoda. Seu olhar é claramente político — e isso não é um defeito, mas sim a força do filme: Marighella não se esconde atrás de neutralidade. Ele toma partido, e o faz com convicção. Um excelente filme.
Excelente filme, com atuação impecável de seu Jorge. O filme retrata os horrores da tortura que os fascistas da ditadura, pessoas completamente abjetas, faziam inclusive com crianças.
O filme Marighella, dirigido por Wagner Moura, é uma obra corajosa e essencial, que nos convida a revisitar um período crucial da história do Brasil, durante a ditadura militar, e a refletir sobre os limites da resistência frente à opressão. Baseado na biografia de Carlos Marighella, escrita por Mário Magalhães, o longa-metragem apresenta um retrato humano e multifacetado do guerrilheiro, interpretado com intensidade por Seu Jorge.
Uma das grandes virtudes do filme é sua abordagem ousada e comprometida com a memória histórica. Wagner Moura não apenas narra os acontecimentos da luta armada contra o regime ditatorial, mas também resgata a humanidade dos personagens, indo além da polarização política. O Marighella retratado é um homem de carne e osso, dividido entre sua luta por justiça social e o peso das escolhas que afastaram-no de sua família. Essa perspectiva íntima e emocional confere profundidade ao protagonista e nos aproxima de sua história.
Tecnicamente, Marighella é um filme impecável. A direção de Moura imprime um ritmo pulsante, quase claustrofóbico, que mantém o espectador em constante tensão. A cinematografia é crua e visceral, acompanhada por uma trilha sonora impactante que reforça a urgência da narrativa. Além disso, o roteiro consegue equilibrar cenas de ação intensas com momentos de reflexão e diálogos marcantes, que permanecem ecoando na mente do público.
Seu Jorge brilha ao dar vida a Marighella, entregando uma atuação poderosa e carismática. O elenco de apoio também é um dos pontos altos da produção, com atuações marcantes de Bruno Gagliasso, Adriana Esteves e outros nomes de peso, que contribuem para dar verossimilhança e densidade aos personagens.
Por fim, Marighella se destaca como uma obra cultural que transcende o cinema. É um filme necessário em um momento em que a história brasileira precisa ser revisitada e debatida, especialmente diante de discursos que tentam relativizar ou apagar as consequências do autoritarismo. Wagner Moura entrega, em sua estreia como diretor, uma obra potente, que emociona, provoca e nos faz pensar sobre o significado de lutar por liberdade e justiça.
Marighella é mais do que um filme; é um ato de resistência cultural e uma homenagem àqueles que, em um dos períodos mais sombrios da nossa história, ousaram lutar contra a opressão.
Filme feito para um nicho específico de público: esquerdistas alienados e ideologizados dispostos a negar e tergiversar ao extremo a História tudo para endossar suas narrativas e manterem-se, cômodos, em suas bolhas ideológicas desconectadas da verdade e da realidade. Quem são os verdadeiros negacionistas? 樂
Marighella" tenta contar a história do guerrilheiro Carlos Marighella, mas peca por ser mais panfletário do que cinematográfico. O filme abusa de uma abordagem maniqueísta, oferecendo uma visão simplista dos eventos e personagens, com diálogos que soam forçados e pouco naturais. Além disso, a direção de Wagner Moura parece perdida em alguns momentos, prejudicando o ritmo da narrativa. A tentativa de emocionar o público com cenas dramáticas frequentemente escorrega para o melodrama.
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