Média
2,8
276 notas
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4
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3
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Particularmente gostei muito do filmes, roteiro é muito bom, a fotografia é linda de morrer, os figurinos, a trilha sonora, a quimica dos atores. Para uma pessoa que não leu o livro creio que irá gostar também, acho que o que destoou foi a atuação do Jacob Elordi que não convenceu em alguns momentos, mas no geral foi bom.É um romance gótico visceral e eu senti tudo isso assistindo.
"O Morro dos Ventos Uivantes", dirigido por Emerald Fennell, traz uma abordagem que busca capturar a intensidade emocional da adolescência ao reimaginar a obra clássica. A intenção da diretora de transmitir a experiência de uma jovem imersa na leitura do livro pela primeira vez é clara, refletindo-se em uma estética pop e moderna. Com uma trilha sonora contemporânea assinada por Charli XCX, a experiência sensorial ganha ainda mais força, embora esse foco em um visual sensual e estilizado acabe deixando alguns elementos narrativos mais sutis em segundo plano.
A estética audiovisual é, sem dúvida, um dos pontos altos do filme. A fotografia escura, combinada com cenários góticos e figurinos impressionantes, cria uma atmosfera hipnótica que prende a atenção. Essa combinação dá ao filme uma identidade visual muito forte, mas também levanta a questão de até que ponto a força das imagens pode acabar ofuscando o conteúdo temático. É fácil se deixar levar pela beleza das imagens e pela energia da direção, enquanto os meandros e as complexidades da narrativa original acabam sendo deixados de lado.
As atuações de Margot Robbie e Jacob Elordi também são um destaque significativo. A química entre os protagonistas consegue transmitir a intensidade e a paixão fundamentais para a relação obsessiva entre Heathcliff e Catherine. Existe um magnetismo entre os dois que fortalece não apenas a relação entre os personagens, mas também o impacto emocional do filme. No entanto, essa intensidade também pode fazer com que a superfície do relacionamento se torne mais importante do que os temas complexos presentes na obra original, especialmente quando o romance e o erotismo ocupam tanto espaço dentro da narrativa.
O foco excessivo no erotismo e no romance pode acabar diluindo subtextos importantes, como a luta de classes, o preconceito e as nuances do sadismo abordadas por Brontë. Nesse sentido, a adaptação parece abrir mão de parte do comentário social presente na obra, priorizando o impacto imediato e a estilização em detrimento de uma exploração mais profunda e provocativa dos conflitos humanos. Embora esses elementos ainda estejam presentes de alguma forma, eles não recebem a mesma atenção que a intensidade da relação entre Heathcliff e Catherine, fazendo com que parte da complexidade do material original se perca.
O ritmo do filme também apresenta alguns desafios. A escolha de concentrar a narrativa apenas na primeira metade do romance acaba resultando em uma estrutura irregular. O desfecho reforça essa sensação de desequilíbrio, principalmente pela maneira como a história conduz seus acontecimentos finais. A crueza apresentada nesse momento também pode causar desconforto, especialmente pela ausência de uma resolução mais redentora que poderia funcionar melhor dentro dos temas universais presentes na obra. Essa decisão torna o encerramento marcante, mas também contribui para a sensação de que a adaptação não encontra um equilíbrio completo entre suas diferentes propostas.
"O Morro dos Ventos Uivantes" por Emerald Fennell oferece uma experiência rica em termos audiovisuais, mas levanta questionamentos importantes sobre sua profundidade temática e seu equilíbrio narrativo. A abordagem pop, sensual e estilizada dá ao filme uma identidade própria e torna sua experiência visual bastante marcante, mas também deixa uma sensação de vazio ao não explorar plenamente as complexidades que fazem do romance original uma história tão poderosa. É um filme visualmente impressionante e cheio de personalidade, mas a força estética acaba sendo maior do que a profundidade de sua própria releitura.
A estética audiovisual é, sem dúvida, um dos pontos altos do filme. A fotografia escura, combinada com cenários góticos e figurinos impressionantes, cria uma atmosfera hipnótica que prende a atenção. Essa combinação dá ao filme uma identidade visual muito forte, mas também levanta a questão de até que ponto a força das imagens pode acabar ofuscando o conteúdo temático. É fácil se deixar levar pela beleza das imagens e pela energia da direção, enquanto os meandros e as complexidades da narrativa original acabam sendo deixados de lado.
As atuações de Margot Robbie e Jacob Elordi também são um destaque significativo. A química entre os protagonistas consegue transmitir a intensidade e a paixão fundamentais para a relação obsessiva entre Heathcliff e Catherine. Existe um magnetismo entre os dois que fortalece não apenas a relação entre os personagens, mas também o impacto emocional do filme. No entanto, essa intensidade também pode fazer com que a superfície do relacionamento se torne mais importante do que os temas complexos presentes na obra original, especialmente quando o romance e o erotismo ocupam tanto espaço dentro da narrativa.
O foco excessivo no erotismo e no romance pode acabar diluindo subtextos importantes, como a luta de classes, o preconceito e as nuances do sadismo abordadas por Brontë. Nesse sentido, a adaptação parece abrir mão de parte do comentário social presente na obra, priorizando o impacto imediato e a estilização em detrimento de uma exploração mais profunda e provocativa dos conflitos humanos. Embora esses elementos ainda estejam presentes de alguma forma, eles não recebem a mesma atenção que a intensidade da relação entre Heathcliff e Catherine, fazendo com que parte da complexidade do material original se perca.
O ritmo do filme também apresenta alguns desafios. A escolha de concentrar a narrativa apenas na primeira metade do romance acaba resultando em uma estrutura irregular. O desfecho reforça essa sensação de desequilíbrio, principalmente pela maneira como a história conduz seus acontecimentos finais. A crueza apresentada nesse momento também pode causar desconforto, especialmente pela ausência de uma resolução mais redentora que poderia funcionar melhor dentro dos temas universais presentes na obra. Essa decisão torna o encerramento marcante, mas também contribui para a sensação de que a adaptação não encontra um equilíbrio completo entre suas diferentes propostas.
"O Morro dos Ventos Uivantes" por Emerald Fennell oferece uma experiência rica em termos audiovisuais, mas levanta questionamentos importantes sobre sua profundidade temática e seu equilíbrio narrativo. A abordagem pop, sensual e estilizada dá ao filme uma identidade própria e torna sua experiência visual bastante marcante, mas também deixa uma sensação de vazio ao não explorar plenamente as complexidades que fazem do romance original uma história tão poderosa. É um filme visualmente impressionante e cheio de personalidade, mas a força estética acaba sendo maior do que a profundidade de sua própria releitura.
spoiler:
Achei meio sem sentido a morte dela no final, a história mata ela a troco de nada, e o filme não é muito fiel à história de época (que eu nem sei qual era) em relação à algumas roupas arquitetura.
Acredito que não tenha sido uma boa adaptação, pois no livro é mais profundo. O filme acabou focando somente em uma parte e por isso não teve profundidade, mas é bom.
Eu achei que este filme me daria vontade de ler o livro, mas eu peguei desgosto pelos dois personagens. Dá vontade de ler o livro só pra ver se é ruim assim mesmo.
O Morro dos Ventos Uivantes (2026) – ⭐⭐⭐☆☆
O Morro dos Ventos Uivantes é um filme que divide opiniões. Para mim, ele tem uma história interessante e uma produção muito bonita, mas em alguns momentos parece dar mais foco ao lado sensual do que ao desenvolvimento da história.
Mesmo assim, o filme tem boas atuações, uma fotografia bonita e consegue entregar momentos marcantes.
Não foi perfeito para mim, mas ainda achei uma experiência boa.
Por isso, minha nota é 3 estrelas.
O Morro dos Ventos Uivantes é um filme que divide opiniões. Para mim, ele tem uma história interessante e uma produção muito bonita, mas em alguns momentos parece dar mais foco ao lado sensual do que ao desenvolvimento da história.
Mesmo assim, o filme tem boas atuações, uma fotografia bonita e consegue entregar momentos marcantes.
Não foi perfeito para mim, mas ainda achei uma experiência boa.
Por isso, minha nota é 3 estrelas.
O filme O Morro dos Ventos Uivantes apresenta adaptações do romance original que, ao meu ver, tornam a obra mais acessível para um público mais jovem, sem perder a essência da tragédia criada por Emily Brontë. O aspecto que mais me chamou a atenção foi a maneira como o filme estabelece uma ligação constante entre sexo e morte, desejo e destruição, fazendo com que esses temas se confundam ao longo da narrativa.
A trilha sonora é impecável e se integra perfeitamente à fotografia, que transforma cada cena em algo contemplativo. Mesmo passados mais de 20 anos, o filme continua visualmente belo e muito bem realizado.
Margot encarna com precisão uma protagonista fascinante: bela, intensa e, por vezes, profundamente cruel, sem jamais perder sua humanidade. Sua atuação transmite a dualidade da personagem com naturalidade.
Acredito que esta versão agrade mais a espectadores jovens, justamente por adotar uma ótica feminina contemporânea na medida certa, sem descaracterizar a força do romance original. É um filme melancólico, elegante e emocionalmente intenso, que recompensa quem aprecia histórias de amor obsessivo e personagens moralmente complexos. Gostei o suficiente para assisti-lo duas vezes, e certamente o veria novamente.
A trilha sonora é impecável e se integra perfeitamente à fotografia, que transforma cada cena em algo contemplativo. Mesmo passados mais de 20 anos, o filme continua visualmente belo e muito bem realizado.
Margot encarna com precisão uma protagonista fascinante: bela, intensa e, por vezes, profundamente cruel, sem jamais perder sua humanidade. Sua atuação transmite a dualidade da personagem com naturalidade.
Acredito que esta versão agrade mais a espectadores jovens, justamente por adotar uma ótica feminina contemporânea na medida certa, sem descaracterizar a força do romance original. É um filme melancólico, elegante e emocionalmente intenso, que recompensa quem aprecia histórias de amor obsessivo e personagens moralmente complexos. Gostei o suficiente para assisti-lo duas vezes, e certamente o veria novamente.
Nossa um filme muito emocionante o final é ainda mais forte mas relata um amor profundo mas um destino um pouco que cruel
achei clichê demais tipo Romeu e Julieta entrega entre família achei que seria diferente poderia ter sido melhor mais tá bom
Um filme lindo de se emocionar. Super indico pra quem gosta de romance intenso. É uma pena que não aconteceu como eu imaginei
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