Esse Morros dos Ventos Uivantes me ganhou. Desde a versão com Tom Hardy não gostava tanto. A adaptação foi muito bem construída, a fotografia é linda e ajuda a criar aquela atmosfera intensa e melancólica que a história pede. As atuações são fortes, convincentes e sustentam bem o peso emocional da trama. Dou 4 estrelas porque, na minha percepção, o Jacob poderia ter entregue ainda mais na fase em que o personagem retorna rico, senti que ali havia espaço para mais intensidade, mais impacto, mais transformação visível. Ainda assim, é um filme marcante, esteticamente bonito e com uma adaptação muito bem feita.
Eu deveria ter desconfiado do tema pois, atualmente, certos temas tem sido ovacionados eu deveria considerar este um sinalizador contundente e evitar me contrariar, já que muitos gostaram dele: achei um romance barato (rs) apesar de ter outros personagens. Pobre na ambientação. Talvez o propósito fosse esse mesmo de trazer o tédiAchei "pobre", ninguém tem vida própria. Um bando de urubu "secando" dois apaixonados. O filme inteiro é muita tragédia: pai alcóolatra, a dama de companhia desleal e vingativa, o rapaz sendo açoitado pelo nobre e pela moça que ama, uma mulher lidando com algo novo em sua vida (inclusive aprendeu nuances de forma chocante) e que sofreu anos por não conseguir ser feliz e ao mesmo tempo não conseguir honrar o casamento e o marido, um príncipe generoso e corno com sua protegida quase "desc9nsideada" por todos e se sujeitando a tudo por migalhas de afeto de quem lhe despreza a torturando para vingar-se de quem realmente ama, num jogo infeliz e, ainda, o casal apaixonado dos empregados que se separa pelos mesmos motivos: o rapaz a levaria em desgraça então, a empregada também casou com "alguém melhor" e teve até filhos. Todos eles não tem vida social, nem interesses próprios mais relevantes para aguentar as mazelas e, o pior, ninguém ficou feliz, ainda por cima destruíram a vida do único nobre íntegro, sensato, equilibrado e honrado com sua protegida e tudo o que ele representava: vida ordeira, família com amor, dedicação, respeito a todos, ou seja um ambiente saudável pra formar uma família relevante, sem miséria e muita fartura. Imagino no Brasil daquela época, década de 60? Certamente este filme deu muito o quê falar! Deve ter sido um horror a sociedade se deparar com ousadia, paixão, vingança, negligência, tortura, sadomasoquismo, morte e infelicidade tudo junto num mesmo filme. Muitas senhoras de bem devem ter surtado!! Tiraram a inocência delas num único filme!!
Ótimo filme. Boa construção na infância dos personagens, porém enrola muito. A história tem tudo pra ser excelente, mas cagaram no momento de ficarem juntos.
Esta nova adaptação fez com que a paixão se perdesse na obsessão. O que deveria ser um amor épico revela-se apenas um ciclo de toxidade, onde o desejo carnal e a sede de vingança soterram qualquer sinal de afeto. Entre silêncios vazios e personagens de uma arrogância amarga, o filme entrega apenas a destruição mútua de duas pessoas que nunca aprenderam a se amar de verdade.
Primeiro problema para assistir esse filme foi encontrar uma sala com linguagem original e legenda. Tive que me contentar com cópia dublada. Parecia que estava assistindo Sessão da Tarde com os mesmos surrados dubladores e as vozes de criança dos protagonistas sendo dubladas por adultos imitando vozes de crianças. Para mim a dublagem, com raras exceções, mata um filme. É um filme dos novos tempos em que as pessoas e as novas gerações principalmente esqueceram ou tem preguiça da leitura. Vamos ao filme. Me causou estranheza os personagens de Linton e Nelly serem interpretados por um árabe e uma chinesa. Talvez alguma exigência mercadológica. A personagem de Isabela claramente foi inspirada em "Bete a feia". O livro que inspirou essa produção não é uma história linear pois começa num etapa posterior ao desfecho do final do filme e sem dúvida, se o filme tivesse respeitado essa narrativa, haveria uma dramaticidade mais intensa e uma dimensão maior dessa trágica história de amor e ódio e do intenso sofrimento dos personagens. Convido a todos a ouvirem a belíssima música que a Kate Bush fez com esse mesmo título. Convido também a assistirem outras versões desse filme que retrataram mais fielmente a história do livro. Sou da opinião que clássico é clássico e não se mexe, mas a diretora optou por uma versão mais antenada com o senso comum das atuais produções artísticas de Hollywood. Concordo com o crítico que diz que saiu do cinema com a impressão de ter assistido uma inspiração de 50 tons de cinza. Sinal dos tempos.
filme completamente satanista, desde o começo o filme retrata traição, mortes, luxuria, blasfêmia, aborto e tudo mais de ruim que possa haver nesse mundo, não sabia que esse filme era tão sinistro assim, Deus abençoe sua vida e se não tiver visto esse filme ainda, pela sua sanidade mental, não veja.
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