O Morro dos Ventos Uivantes
Média
2,8
231 notas

88 Críticas do usuário

5
9 críticas
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15 críticas
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12 críticas
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Rodrigo Santos Brandão
Rodrigo Santos Brandão

13 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 15 de fevereiro de 2026
Se você quer assistir ao livro totalmente roterizado igualzinho, não assista essa adaptação. Assista outros filmes que já existem. O filme tem como base a história do Morro dos Ventos Uivantes, tem a atmosfera certa, os personagens certos, o tom do filme também é o certo, mas é uma outra história.
[spoiler]Heathcliff e Catherine se tornam amantes, eles tem sua paixão consumada coisa que não acontece no livro, e isso é legal, entra no mundo das possibilidades: Mas e se fosse asssim? [/spoiler. ]Mesmo assim o filme é trágico como o livro e você vai mudando entre ter empatia e raiva de cada personagem ao longo do filme.
A fotografia é deslumbrante, o vento sibilando constantemente, a névoa e tudo o mais faz a atmosfera ideal para a história.
É um bom filme afinal. Os atores entregam o que é preciso, o roteiro é bom, a fotografia e ótima e o figurino é muito bom.
Vikas Bhardwaj
Vikas Bhardwaj

1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 15 de fevereiro de 2026
spoiler:
Giselle Leigh
Giselle Leigh

13 seguidores 87 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 15 de fevereiro de 2026
ESSA VERSÃO CONSEGUIU A PROEZA DE ESTRAGAR UM DOS MELHORES E MAIORES ROMANCES JÁ ESCRITOS NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE. a TAREFA ERA SIMPLES. BASTAVA SEGUIR O ROTEIRO DO LIVRO E TERÍAMOS UM FILME EXCELÇENTE. MAS PREFERIRAM DESCONSTRUIR E DESCARACTERIZAR TODA A HISTÓRIA, TRANSFORMANDO O FILME EM UMA HISTORINHA DE SEXO GRATUITO E SUPERFICIA E UMA INFINIDADE DE COISAS INÚTEIS E VULGARES QUE NÃO EXISTEM: NO LIVRO. O FILME NÃO TEM PRATICAMENTE NADA DO VERDADEIRO ROMANCE MORRO DOS VENTOS UIVANTES. É UM FILME TOSCO E RUIM. ESSA FOI A PIOR RELEITURA DE UM GRANDE CLÁSSICO. UM FILME MEDÍOCRE, SIMPLESMENTE UM LIXO.
Ester Silvaz
Ester Silvaz

1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 15 de fevereiro de 2026
Erótico. Sensível. Problemático e lindo.

Foi chocante ver o morro dos ventos uivantes e perceber a lindeza que fizeram cada cena desse filme parece simplesmente um QUADRO. um pouco vazio em questão do roteiro...
Sarah De Faria
Sarah De Faria

9 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 15 de fevereiro de 2026
eu achei o filme interessante mas não tem nada haver com o livro.
o filme mexe conosco de várias formas, puxa gatilhos e nos deixa desconfortáveis em pelo menos uma cena. Na minha sala todos ficaram desconfortáveis e mostraram isso, o filme é bom a sua forma mas achei massivo.
João Pontes
João Pontes

16 seguidores 2 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 14 de fevereiro de 2026
Romance macabro e bizarro! Tinha tudo para ser um dos melhores romances dos últimos tempos, mas, falhou... Não recomendo!
Tatiane de Fátima Siqueira Rabelo
Tatiane de Fátima Siqueira Rabelo

1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 12 de fevereiro de 2026
Maravilhoso... marcante... triste... profundo... um amor que transede a vida... um filme que nos monstra que o amor sempre machuca, mas que pode sim durar muito. Um filme que nos faz refletir, nossas escolhas e nossos sentimentos, uma sensação de perder o fôlego quanto mais se aproximava do final...a dor, amor, tristeza, raiva e outros sentimentos que nos é mostrado no filme, é doloroso saber que nem sempre podemos ter o que queremos.
NerdCall
NerdCall

60 seguidores 486 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 12 de fevereiro de 2026
O Morro dos Ventos Uivantes, dirigido e roteirizado por Emerald Fennell, chega como uma adaptação ambiciosa e declaradamente autoral da obra de Emily Brontë. Longe de buscar fidelidade literal, o filme se assume como interpretação emocional, estética e temática de um romance marcado por obsessão, desejo e destruição. Trata-se do maior projeto da carreira de Fennell até aqui, e também do mais pessoal: um filme que carrega sua assinatura com clareza, confiança e risco. Ao mesmo tempo em que inaugura a temporada cinematográfica de 2026 com força, consolida a diretora como um nome disposto a tensionar clássicos sem pedir permissão.

Desde o anúncio do elenco, a produção esteve cercada de controvérsias. Parte dos leitores da obra original questionou escolhas específicas, sobretudo a escalação de Jacob Elordi para um personagem descrito no livro como cigano e de pele escura. A resposta de Fennell nunca foi defensiva: o filme não se propõe a ser uma adaptação fiel, mas uma releitura. Não por acaso, a Warner Bros. opta por apresentar o título com aspas, reforçando esse distanciamento consciente do texto original.

Essa decisão não é apenas conceitual, mas estrutural. Fennell utiliza o romance de Brontë como base emocional e dramática, não como molde rígido. O que lhe interessa não é reproduzir cada evento, mas explorar sensações: o amor que nasce sem nome, o desejo que se transforma em ferida, a obsessão que corrói tudo ao redor. Essa liberdade criativa também dialoga com um momento recente do estúdio, mais aberto a propostas autorais, entendendo que risco e identidade podem resultar em filmes fortes tanto artística quanto comercialmente.

Narrativamente, o filme parte de uma estrutura conhecida: um romance atravessado por imposições sociais, pressões familiares e hierarquias rígidas. Isso é inevitável, dado o período em que a história se passa, no final do século XVIII, e o próprio DNA da obra original. A diferença está na forma como Fennell conduz esse material. Seu interesse não está apenas no amor proibido, mas no desejo como força desestabilizadora, visceral, incômoda e muitas vezes contraditória.

O primeiro bloco do filme é fundamental para isso. A diretora dedica tempo à construção do vínculo entre Catherine e Heathcliff desde a infância até a versão adulta, apostando menos em gestos grandiosos e mais em pequenas trocas: afeto, cuidado, cumplicidade. Não há pressa nem erotização precoce. O que se constrói ali é um amor silencioso, profundo e não verbalizado, que se enraíza de forma quase inevitável. Essa escolha dá peso emocional a tudo o que vem depois.

Quando ocorre a ruptura entre os dois, o filme muda de tom. O que antes era calor e intimidade se transforma em distância, ciúme e ressentimento. Anos se passam, e o reencontro já acontece sob outra lógica: agora existe o casamento, a obrigação social, o desejo reprimido. Fennell trabalha com precisão essa inversão, explorando o sentimento do querer sem poder. O amor persiste, mas se manifesta de forma torta, clandestina e dolorosa. O espectador é colocado em uma posição desconfortável: torce pela união dos dois, mesmo sabendo que ela carrega algo de errado, de destrutivo.

Essa ambiguidade moral é uma das marcas mais fortes da diretora. Ela nunca romantiza completamente suas escolhas, mas também não as condena. O filme faz o público sentir o peso desse amor impossível, dessa relação sustentada pelo passado e corroída pelo presente. O que começa como afeto genuíno se transforma, aos poucos, em algo mais próximo da obsessão e Fennell conduz essa transição com uma carga emocional intensa, culminando em um desfecho devastador, que evita o espetáculo fácil e aposta em uma sensação profunda de vazio e perda.

Grande parte dessa força vem da química impressionante entre Margot Robbie e Jacob Elordi. Quando estão juntos, o filme ganha outra pulsação. Há conexão, desejo e dor em cada troca de olhar. Robbie entrega uma performance que reafirma sua versatilidade, transitando com naturalidade entre leveza, desejo e desespero. Ela magnetiza a cena, seja nos momentos de intimidade silenciosa, seja quando a personagem é consumida pela ausência. Elordi, por sua vez, constrói um Heathcliff cheio de camadas. Sua atuação vai do afeto contido à fúria emocional, passando por uma vulnerabilidade rara. Há uma doçura inicial que torna ainda mais dolorosa sua transformação posterior. Ele carrega alguns dos momentos mais intensos do filme, especialmente quando o silêncio diz mais do que qualquer fala.

Tecnicamente, o filme impressiona. A fotografia de Linus Sandgren é um dos grandes destaques, trabalhando cores de forma expressiva e emocional. O vermelho, o azul, o verde e o branco não estão ali apenas por beleza, mas como extensões dos estados internos dos personagens. A trilha sonora de Anthony Willis, combinada a um álbum original de Charli XCX, cria uma mistura curiosa e eficaz entre o clássico e o contemporâneo, ampliando a carga emocional das cenas mais intensas. O figurino de Jacqueline Durran complementa tudo isso com elegância, ajudando a definir época, classe e personalidade. O principal problema do filme está na montagem. Após a ruptura central, o ritmo se acelera de forma perceptível. As passagens de tempo, necessárias à história, acabam soando apressadas, diluindo parte do impacto dramático. Embora Fennell consiga recuperar a força emocional no clímax, permanece a sensação de que alguns momentos pediam mais respiro.

Ainda assim, O Morro dos Ventos Uivantes é um filme poderoso. Emociona, provoca e incomoda na mesma medida. Emerald Fennell entrega sua obra mais madura, assumindo riscos e reafirmando sua identidade como cineasta. É uma adaptação que não pede licença ao clássico, mas dialoga com ele a partir do desejo, da dor e da ambiguidade. Sustentado por performances intensas, um apuro visual impressionante e uma condução emocional envolvente, o filme se impõe como um dos grandes títulos do início de 2026. Um começo de temporada forte, autoral e difícil de ignorar, daqueles que permanecem no espectador muito depois dos créditos finais.
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