Média
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Sim, o filme não parece c o livro. Mas achei lindo o filme. Os personagens sentem um amor intenso, que resiste a muitas coisas. As cenas deles quando crianças me emocionaram muito.
Se você quer assistir ao livro totalmente roterizado igualzinho, não assista essa adaptação. Assista outros filmes que já existem. O filme tem como base a história do Morro dos Ventos Uivantes, tem a atmosfera certa, os personagens certos, o tom do filme também é o certo, mas é uma outra história.
[spoiler]Heathcliff e Catherine se tornam amantes, eles tem sua paixão consumada coisa que não acontece no livro, e isso é legal, entra no mundo das possibilidades: Mas e se fosse asssim? [/spoiler. ]Mesmo assim o filme é trágico como o livro e você vai mudando entre ter empatia e raiva de cada personagem ao longo do filme.
A fotografia é deslumbrante, o vento sibilando constantemente, a névoa e tudo o mais faz a atmosfera ideal para a história.
É um bom filme afinal. Os atores entregam o que é preciso, o roteiro é bom, a fotografia e ótima e o figurino é muito bom.
[spoiler]Heathcliff e Catherine se tornam amantes, eles tem sua paixão consumada coisa que não acontece no livro, e isso é legal, entra no mundo das possibilidades: Mas e se fosse asssim? [/spoiler. ]Mesmo assim o filme é trágico como o livro e você vai mudando entre ter empatia e raiva de cada personagem ao longo do filme.
A fotografia é deslumbrante, o vento sibilando constantemente, a névoa e tudo o mais faz a atmosfera ideal para a história.
É um bom filme afinal. Os atores entregam o que é preciso, o roteiro é bom, a fotografia e ótima e o figurino é muito bom.
spoiler:
ESSA VERSÃO CONSEGUIU A PROEZA DE ESTRAGAR UM DOS MELHORES E MAIORES ROMANCES JÁ ESCRITOS NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE. a TAREFA ERA SIMPLES. BASTAVA SEGUIR O ROTEIRO DO LIVRO E TERÍAMOS UM FILME EXCELÇENTE. MAS PREFERIRAM DESCONSTRUIR E DESCARACTERIZAR TODA A HISTÓRIA, TRANSFORMANDO O FILME EM UMA HISTORINHA DE SEXO GRATUITO E SUPERFICIA E UMA INFINIDADE DE COISAS INÚTEIS E VULGARES QUE NÃO EXISTEM: NO LIVRO. O FILME NÃO TEM PRATICAMENTE NADA DO VERDADEIRO ROMANCE MORRO DOS VENTOS UIVANTES. É UM FILME TOSCO E RUIM. ESSA FOI A PIOR RELEITURA DE UM GRANDE CLÁSSICO. UM FILME MEDÍOCRE, SIMPLESMENTE UM LIXO.
Erótico. Sensível. Problemático e lindo.
Foi chocante ver o morro dos ventos uivantes e perceber a lindeza que fizeram cada cena desse filme parece simplesmente um QUADRO. um pouco vazio em questão do roteiro...
Foi chocante ver o morro dos ventos uivantes e perceber a lindeza que fizeram cada cena desse filme parece simplesmente um QUADRO. um pouco vazio em questão do roteiro...
eu achei o filme interessante mas não tem nada haver com o livro.
o filme mexe conosco de várias formas, puxa gatilhos e nos deixa desconfortáveis em pelo menos uma cena. Na minha sala todos ficaram desconfortáveis e mostraram isso, o filme é bom a sua forma mas achei massivo.
o filme mexe conosco de várias formas, puxa gatilhos e nos deixa desconfortáveis em pelo menos uma cena. Na minha sala todos ficaram desconfortáveis e mostraram isso, o filme é bom a sua forma mas achei massivo.
Romance macabro e bizarro! Tinha tudo para ser um dos melhores romances dos últimos tempos, mas, falhou... Não recomendo!
Maravilhoso... marcante... triste... profundo... um amor que transede a vida... um filme que nos monstra que o amor sempre machuca, mas que pode sim durar muito. Um filme que nos faz refletir, nossas escolhas e nossos sentimentos, uma sensação de perder o fôlego quanto mais se aproximava do final...a dor, amor, tristeza, raiva e outros sentimentos que nos é mostrado no filme, é doloroso saber que nem sempre podemos ter o que queremos.
O Morro dos Ventos Uivantes, dirigido e roteirizado por Emerald Fennell, chega como uma adaptação ambiciosa e declaradamente autoral da obra de Emily Brontë. Longe de buscar fidelidade literal, o filme se assume como interpretação emocional, estética e temática de um romance marcado por obsessão, desejo e destruição. Trata-se do maior projeto da carreira de Fennell até aqui, e também do mais pessoal: um filme que carrega sua assinatura com clareza, confiança e risco. Ao mesmo tempo em que inaugura a temporada cinematográfica de 2026 com força, consolida a diretora como um nome disposto a tensionar clássicos sem pedir permissão.
Desde o anúncio do elenco, a produção esteve cercada de controvérsias. Parte dos leitores da obra original questionou escolhas específicas, sobretudo a escalação de Jacob Elordi para um personagem descrito no livro como cigano e de pele escura. A resposta de Fennell nunca foi defensiva: o filme não se propõe a ser uma adaptação fiel, mas uma releitura. Não por acaso, a Warner Bros. opta por apresentar o título com aspas, reforçando esse distanciamento consciente do texto original.
Essa decisão não é apenas conceitual, mas estrutural. Fennell utiliza o romance de Brontë como base emocional e dramática, não como molde rígido. O que lhe interessa não é reproduzir cada evento, mas explorar sensações: o amor que nasce sem nome, o desejo que se transforma em ferida, a obsessão que corrói tudo ao redor. Essa liberdade criativa também dialoga com um momento recente do estúdio, mais aberto a propostas autorais, entendendo que risco e identidade podem resultar em filmes fortes tanto artística quanto comercialmente.
Narrativamente, o filme parte de uma estrutura conhecida: um romance atravessado por imposições sociais, pressões familiares e hierarquias rígidas. Isso é inevitável, dado o período em que a história se passa, no final do século XVIII, e o próprio DNA da obra original. A diferença está na forma como Fennell conduz esse material. Seu interesse não está apenas no amor proibido, mas no desejo como força desestabilizadora, visceral, incômoda e muitas vezes contraditória.
O primeiro bloco do filme é fundamental para isso. A diretora dedica tempo à construção do vínculo entre Catherine e Heathcliff desde a infância até a versão adulta, apostando menos em gestos grandiosos e mais em pequenas trocas: afeto, cuidado, cumplicidade. Não há pressa nem erotização precoce. O que se constrói ali é um amor silencioso, profundo e não verbalizado, que se enraíza de forma quase inevitável. Essa escolha dá peso emocional a tudo o que vem depois.
Quando ocorre a ruptura entre os dois, o filme muda de tom. O que antes era calor e intimidade se transforma em distância, ciúme e ressentimento. Anos se passam, e o reencontro já acontece sob outra lógica: agora existe o casamento, a obrigação social, o desejo reprimido. Fennell trabalha com precisão essa inversão, explorando o sentimento do querer sem poder. O amor persiste, mas se manifesta de forma torta, clandestina e dolorosa. O espectador é colocado em uma posição desconfortável: torce pela união dos dois, mesmo sabendo que ela carrega algo de errado, de destrutivo.
Essa ambiguidade moral é uma das marcas mais fortes da diretora. Ela nunca romantiza completamente suas escolhas, mas também não as condena. O filme faz o público sentir o peso desse amor impossível, dessa relação sustentada pelo passado e corroída pelo presente. O que começa como afeto genuíno se transforma, aos poucos, em algo mais próximo da obsessão e Fennell conduz essa transição com uma carga emocional intensa, culminando em um desfecho devastador, que evita o espetáculo fácil e aposta em uma sensação profunda de vazio e perda.
Grande parte dessa força vem da química impressionante entre Margot Robbie e Jacob Elordi. Quando estão juntos, o filme ganha outra pulsação. Há conexão, desejo e dor em cada troca de olhar. Robbie entrega uma performance que reafirma sua versatilidade, transitando com naturalidade entre leveza, desejo e desespero. Ela magnetiza a cena, seja nos momentos de intimidade silenciosa, seja quando a personagem é consumida pela ausência. Elordi, por sua vez, constrói um Heathcliff cheio de camadas. Sua atuação vai do afeto contido à fúria emocional, passando por uma vulnerabilidade rara. Há uma doçura inicial que torna ainda mais dolorosa sua transformação posterior. Ele carrega alguns dos momentos mais intensos do filme, especialmente quando o silêncio diz mais do que qualquer fala.
Tecnicamente, o filme impressiona. A fotografia de Linus Sandgren é um dos grandes destaques, trabalhando cores de forma expressiva e emocional. O vermelho, o azul, o verde e o branco não estão ali apenas por beleza, mas como extensões dos estados internos dos personagens. A trilha sonora de Anthony Willis, combinada a um álbum original de Charli XCX, cria uma mistura curiosa e eficaz entre o clássico e o contemporâneo, ampliando a carga emocional das cenas mais intensas. O figurino de Jacqueline Durran complementa tudo isso com elegância, ajudando a definir época, classe e personalidade. O principal problema do filme está na montagem. Após a ruptura central, o ritmo se acelera de forma perceptível. As passagens de tempo, necessárias à história, acabam soando apressadas, diluindo parte do impacto dramático. Embora Fennell consiga recuperar a força emocional no clímax, permanece a sensação de que alguns momentos pediam mais respiro.
Ainda assim, O Morro dos Ventos Uivantes é um filme poderoso. Emociona, provoca e incomoda na mesma medida. Emerald Fennell entrega sua obra mais madura, assumindo riscos e reafirmando sua identidade como cineasta. É uma adaptação que não pede licença ao clássico, mas dialoga com ele a partir do desejo, da dor e da ambiguidade. Sustentado por performances intensas, um apuro visual impressionante e uma condução emocional envolvente, o filme se impõe como um dos grandes títulos do início de 2026. Um começo de temporada forte, autoral e difícil de ignorar, daqueles que permanecem no espectador muito depois dos créditos finais.
Desde o anúncio do elenco, a produção esteve cercada de controvérsias. Parte dos leitores da obra original questionou escolhas específicas, sobretudo a escalação de Jacob Elordi para um personagem descrito no livro como cigano e de pele escura. A resposta de Fennell nunca foi defensiva: o filme não se propõe a ser uma adaptação fiel, mas uma releitura. Não por acaso, a Warner Bros. opta por apresentar o título com aspas, reforçando esse distanciamento consciente do texto original.
Essa decisão não é apenas conceitual, mas estrutural. Fennell utiliza o romance de Brontë como base emocional e dramática, não como molde rígido. O que lhe interessa não é reproduzir cada evento, mas explorar sensações: o amor que nasce sem nome, o desejo que se transforma em ferida, a obsessão que corrói tudo ao redor. Essa liberdade criativa também dialoga com um momento recente do estúdio, mais aberto a propostas autorais, entendendo que risco e identidade podem resultar em filmes fortes tanto artística quanto comercialmente.
Narrativamente, o filme parte de uma estrutura conhecida: um romance atravessado por imposições sociais, pressões familiares e hierarquias rígidas. Isso é inevitável, dado o período em que a história se passa, no final do século XVIII, e o próprio DNA da obra original. A diferença está na forma como Fennell conduz esse material. Seu interesse não está apenas no amor proibido, mas no desejo como força desestabilizadora, visceral, incômoda e muitas vezes contraditória.
O primeiro bloco do filme é fundamental para isso. A diretora dedica tempo à construção do vínculo entre Catherine e Heathcliff desde a infância até a versão adulta, apostando menos em gestos grandiosos e mais em pequenas trocas: afeto, cuidado, cumplicidade. Não há pressa nem erotização precoce. O que se constrói ali é um amor silencioso, profundo e não verbalizado, que se enraíza de forma quase inevitável. Essa escolha dá peso emocional a tudo o que vem depois.
Quando ocorre a ruptura entre os dois, o filme muda de tom. O que antes era calor e intimidade se transforma em distância, ciúme e ressentimento. Anos se passam, e o reencontro já acontece sob outra lógica: agora existe o casamento, a obrigação social, o desejo reprimido. Fennell trabalha com precisão essa inversão, explorando o sentimento do querer sem poder. O amor persiste, mas se manifesta de forma torta, clandestina e dolorosa. O espectador é colocado em uma posição desconfortável: torce pela união dos dois, mesmo sabendo que ela carrega algo de errado, de destrutivo.
Essa ambiguidade moral é uma das marcas mais fortes da diretora. Ela nunca romantiza completamente suas escolhas, mas também não as condena. O filme faz o público sentir o peso desse amor impossível, dessa relação sustentada pelo passado e corroída pelo presente. O que começa como afeto genuíno se transforma, aos poucos, em algo mais próximo da obsessão e Fennell conduz essa transição com uma carga emocional intensa, culminando em um desfecho devastador, que evita o espetáculo fácil e aposta em uma sensação profunda de vazio e perda.
Grande parte dessa força vem da química impressionante entre Margot Robbie e Jacob Elordi. Quando estão juntos, o filme ganha outra pulsação. Há conexão, desejo e dor em cada troca de olhar. Robbie entrega uma performance que reafirma sua versatilidade, transitando com naturalidade entre leveza, desejo e desespero. Ela magnetiza a cena, seja nos momentos de intimidade silenciosa, seja quando a personagem é consumida pela ausência. Elordi, por sua vez, constrói um Heathcliff cheio de camadas. Sua atuação vai do afeto contido à fúria emocional, passando por uma vulnerabilidade rara. Há uma doçura inicial que torna ainda mais dolorosa sua transformação posterior. Ele carrega alguns dos momentos mais intensos do filme, especialmente quando o silêncio diz mais do que qualquer fala.
Tecnicamente, o filme impressiona. A fotografia de Linus Sandgren é um dos grandes destaques, trabalhando cores de forma expressiva e emocional. O vermelho, o azul, o verde e o branco não estão ali apenas por beleza, mas como extensões dos estados internos dos personagens. A trilha sonora de Anthony Willis, combinada a um álbum original de Charli XCX, cria uma mistura curiosa e eficaz entre o clássico e o contemporâneo, ampliando a carga emocional das cenas mais intensas. O figurino de Jacqueline Durran complementa tudo isso com elegância, ajudando a definir época, classe e personalidade. O principal problema do filme está na montagem. Após a ruptura central, o ritmo se acelera de forma perceptível. As passagens de tempo, necessárias à história, acabam soando apressadas, diluindo parte do impacto dramático. Embora Fennell consiga recuperar a força emocional no clímax, permanece a sensação de que alguns momentos pediam mais respiro.
Ainda assim, O Morro dos Ventos Uivantes é um filme poderoso. Emociona, provoca e incomoda na mesma medida. Emerald Fennell entrega sua obra mais madura, assumindo riscos e reafirmando sua identidade como cineasta. É uma adaptação que não pede licença ao clássico, mas dialoga com ele a partir do desejo, da dor e da ambiguidade. Sustentado por performances intensas, um apuro visual impressionante e uma condução emocional envolvente, o filme se impõe como um dos grandes títulos do início de 2026. Um começo de temporada forte, autoral e difícil de ignorar, daqueles que permanecem no espectador muito depois dos créditos finais.
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