Há 20 anos, esta atriz deu seus primeiros passos na cópia "chinfrim" de Malhação: Hoje, brilha no horário nobre da Globo; você a reconhece?
Ketlyn Ribeiro
-Redatora
Apaixonada por cultura pop e com um grande acervo de curiosidades aleatórias na memoria, Ketlyn ama enaltecer produções nacionais.

Ela começou a carreira nas novelas já como protagonista, mas só ganhou reconhecimento ao migrar para a emissora carioca.

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Com 27 temporadas, Malhação chegou ao fim em 2020, mas ficou conhecida por ser a porta de entrada na TV para muitos atores e atrizes. No entanto, ela não foi a única produção a revelar jovens talentos: há 20 anos, a Record lançou uma “cópia” do folhetim juvenil que acabou fracassando, mas teve um elenco repleto de artistas que hoje fazem sucesso.

Com os adolescentes acompanhando diariamente Malhação no início dos anos 2000, a Record decidiu surfar nessa onda e apostar nesse tipo de novela. Foi assim que, em 2006, a emissora inaugurou o terceiro horário de sua grade dedicado à teledramaturgia, o das 18h, com a estreia de Alta Estação, seguindo praticamente a mesma fórmula da concorrente. A ideia, inclusive, era ter várias temporadas, apresentando novos rostos a cada ano.

Acontece que a tentativa de fisgar o público de Malhação não deu certo. Com baixa audiência e mudanças bruscas no enredo inicial, a trama foi encerrada em menos de um ano, com apenas uma temporada e 162 capítulos. Mesmo com vida curta, a obra marcou a estreia de grandes artistas, incluindo a de uma atriz que hoje brilha no horário nobre da Globo.

Da novela teen ao estrelato

Escrita por Margareth Boury, Alta Estação se propôs a retratar o cotidiano de seis amigos universitários. No elenco estavam nomes como Guilherme Boury, filho da autora, Ariela Massotti, João Vitti, Cássia Linhares, Daniel Aguiar e Lana Rodes.

Além disso, a novela contou com o protagonismo de Andréia Horta em sua estreia em telenovelas. Isso mesmo: a Zenilda de Três Graças, atual novela das 21h da Globo. Na história, ela interpretou Renata Lima, também conhecida como Tatá, uma estudante de psicologia dedicada e “certinha”, que vivia um romance ioiô com Caio Campos (Boury).

Aos 17 anos, a atriz saiu de Juiz de Fora, em Minas Gerais, para estudar Artes Cênicas em São Paulo. Para se sustentar, vendeu bolos e tortas na rua, fez peças de teatro e, anos depois, conseguiu um papel na novela da Record. “Foi lá que aprendi a entender o ritmo puxado da televisão”, disse a estrela em entrevista ao jornal O Globo.

Mesmo com Alta Estação marcando sua estreia em novelas, a atriz já havia feito uma participação na minissérie JK, da Globo, no mesmo ano, no papel da filha do ex-presidente Juscelino Kubitschek. Após os dois primeiros trabalhos, a carreira de Andréia decolou.

Desde então, ela já atuou em grandes produções, como A Cura (2010), Cordel Encantado (2011), Sangue Bom (2013), Império (2014) e Um Lugar ao Sol (2021).

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No cinema ela também brilhou, principalmente ao protagonizar o longa biográfico Elis (2016), que rendeu à artista o Prêmio Grande Otelo de Melhor Atriz, Prêmio APCA de Melhor Atriz de Cinema e o troféu do Festival de Gramado de Melhor Atriz. Haja talento!

Hoje, aos 42 anos, Andréia Horta está brilhando como Zenilda em Três Graças e arrancando elogios do público e da crítica. “Diferente da Zenilda, a minha profissão foi a senhora da minha vida. Eu trabalho muito desde muito jovem. Mas sou uma pessoa que cuida da minha casa, sei o preço das coisas, vou ao mercado, sei o que será servido no almoço, onde precisa ser limpo. Então, sim, tem um pouco de Zenilda em mim”, disse à Gazeta.

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