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    Harvey Weinstein é preso e processado por estupro, mas se declara inocente
    Por Renato Furtado — 25 de mai. de 2018 às 12:49
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    O ex-magnata de Hollywood, epicentro do escândalo de abusos sexuais que abalou as estruturas da indústria, será impedido de deixar o estado de Nova Iorque durante a investigação.

    Julio Cortez

    O ex-produtor Harvey Weinsteincujas décadas de abusos sexuais reveladas foram o estopim do #MeToo e do Time's Up, movimentos contra os predadores sexuais da indústria cinematográfica, foi preso na manhã desta sexta-feira, dia 25, em Nova Iorque. O ex-magnata de Hollywood - que por mais de 20 anos foi uma das figuras mais influentes do cinema estadunidense -, será processado por estupro e abuso sexual; ele, no entanto, vai se declarar inocente no julgamento, marcado para o próximo mês de julho, de acordo com seu advogado, Benjamin Brafman (via New York Times).

    Formalmente acusado pela Procuradoria-Geral de Nova Iorque pela violação de uma vítima anônima e por ter abusado sexualmente da atriz Lucia Evans, em 2004, Weinstein vai responder às denúncias em liberdade após pagar uma fiança de US$ 1 milhão. Ele, no entanto, não poderá deixar o estado nova-iorquino - tendo seu passaporte confiscado pelas autoridades -, terá que utilizar uma tornozeleira eletrônica e ainda segue sob escrutínio da polícia de Los Angeles e da Scotland Yard, do Reino Unido, por outros crimes sexuais que cometeu durante sua trajetória como produtor em Hollywood e na Europa. Há, ainda, a possibilidade de que Weinstein seja acusado em esfera federal, jurisdição cujas punições são muito mais severas.

    Festival de Cannes 2018: Asia Argento faz potente discurso contra Harvey Weinstein na cerimônia de premiação

    Fundador da hoje falida The Weinstein Company, companhia da qual foi demitido, o ex-produtor se aproveitou do livre trânsito que possuía na indústria, de sua posição de poder e da escandalosa conivência de seus pares para assediar, abusar e/ou estuprar mais de 100 mulheres, sejam elas atrizes ou anônimas, incluindo a intérprete e ativista Rose McGowan, Gwyneth Paltrow, Angelina JolieAsia Argento e Lupita Nyong'o, entre outras. Símbolo do lado mais sórdido da indústria, o ex-produtor chegou a contratar espiões para acobertar seus crimes, mas os abusos que perpetrou finalmente vieram à tona no último mês de outubro, quando um incendiário artigo do New York Times expôs todos os malfeitos de Weinstein através dos corajosos depoimentos de testemunhas e vítimas do predador sexual.

    Desde então, as profissionais da indústria cinematográfica ao redor do mundo vêm conquistando cada vez mais espaço para derrubar outros criminosos e também para demandar e conquistar maior igualdade nas condições de trabalho, incluindo nas questões salariais e, principalmente, de segurança. Entretanto e apesar de ter sido amplamente comemorada nas redes sociais, a prisão de Weinstein deve ser acompanhada de perto, como apontou Ronan Farrow, colunista da New Yorker e autor de um dos mais potentes e reveladores artigos contra o ex-produtor. "É uma atmosfera incerta", alertou o escritor, criticando o sistema judicial dos Estados Unidos. Resta aguardar o desenrolar do caso.

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    Comentários
    • rafahribeiro
      foi tarde. a vida desse magnata sadico dava um filme daqueles baseado em fatos reais #ficadica hlwd ac
    • Diego
      Esse aí vai mofar no xilindró (merecidamente).
    • Bernardo Bastos Guimarães
      Ele vai se declarar inocente. Ah, sim, vai dizer que foi seduzido por todas elas... Coitadinho...
    • Jc V.
      O pior de tudo é que mesmo depois de tantos indícios o cara vai sair livre dessa, ou com uma pena ridiculamente baixa. Podem apostar
    • Vidamell Vida R.
      Inocente!!! Meu irmão. Não!!!! Vou nem ler.
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