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    Sweet Tooth: Primeiras impressões da série da Netflix
    Por Bruno Botelho dos Santos — 2 de jun. de 2021 às 20:00

    Sweet Tooth, da Netflix, é inspirada em uma HQ da DC e fala sobre a humanidade em uma aventura pós-apocalítica.

    Sweet Tooth é uma série de aventura, fantasia e ficção científica da Netflix. Ela é baseada na HQ homônima da DC, pelo selo Vertigo, de Jeff Lemire – autor ganhador de um Prêmio Eisner, a maior gratificação de histórias em quadrinhos. Produzida por Robert Downey Jr. e Susan Downey, é um dos destaques em séries de junho na Netflix.

    Sweet Tooth se passa em um futuro pós-apocalíptico, dez anos depois de "O Grande Esfacelamento", que  causou estragos no mundo e levou ao misterioso surgimento de híbridos: bebês nascidos parte humanos, parte animais. Sem saber se os híbridos são a causa ou o resultado do vírus, muitos humanos os temem e caçam. Após uma década vivendo com segurança em sua casa isolada na floresta, Gus (Christian Convery), um menino-cervo acolhido, inesperadamente faz amizade com um viajante solitário chamado Jepperd (Nonso Anozie). Juntos, eles partem em uma aventura extraordinária pelas ruínas da América em busca de respostas: sobre as origens de Gus, o passado de Jepperd e o verdadeiro significado de um lar. 

    Sweet Tooth fala sobre esperança e conversa com o momento atual da humanidade

    Podemos dizer que Sweet Tooth é uma mistura entre Mad Max: Estrada da Fúria com Bambi, por causa da relação de um cenário pós-apocalíptico devastador com uma aventura de descobrimento, tudo isso pelo olhar fofo do protagonista Gus.

    Logo de cara, fica evidente a forte relação da produção com a pandemia de coronavírus que o mundo todo está passando. A série da Netflix tem como pano de fundo o egoísmo humano em explorar todos os recursos naturais da Terra até que ela tivesse que se reequilibrar com a devastação de grande parte dos seres humanos no chamado “Grande Colapso”. Por mais que seja assustador, Sweet Tooth mostra como, de certa maneira, essa mudança foi para melhor: a natureza volta a ser parte natural do planeta e surgem híbridos mágicos, como Gus.

    Acompanhamos, então, o personagem embarcando em uma aventura extraordinária para descobrir um mundo cheio de vida e de novas possibilidades, assim como diversos problemas ainda persistentes – obviamente por causa de grupos de pessoas extremizadas. Gus é uma criatura carismática e, acima de tudo, com um coração bom e puro, transmitindo a mensagem de pertencimento e esperança para o futuro melhor, especialmente em situações devastadoras (seja na série ou na vida real).

    Pelo olhar ingênuo dele, conhecemos melhor esse universo e tudo o que há de pior e melhor entre as pessoas e suas atitudes, sejam elas individualistas ou empáticas. Segundos os criadores Jim Mickle e Beth Schwartz, "Sweet Tooth é uma história incrível de beleza, esperança, aventura e, principalmente, família. Todos aprendemos muito sobre esses temas no ano passado, então é um prazer poder compartilhar essa história com o mundo”.

    O mundo pós-apocalíptico explorado progressivamente 

    Um dos grandes acertos de Sweet Tooth é, progressivamente, explorar as complexidades desse mundo pós-apocalíptico: magnífico, mas também bastante perigoso. A série desenvolve tudo o que forma esse cenário devastador e como as pessoas se organizam, sejam elas grandes aliados ou inimigos dos híbridos.

    Nada disso seria possível sem uma história abrangente e bem construído. A narrativa aposta, principalmente, em dois grupos organizados e opostos ideologicamente: um grupo autoritário, formado por pessoas que tiveram que caçam híbridos e os culpam pelo vírus, e outro grupo libertário, que pretende ajudar esses seres híbridos. É uma apresentação muito mais complexa e ambiciosa do que parecia inicialmente, explorando o mundo como Um Lugar Silencioso e Amor e Monstros souberam fazer bem recentemente.

    Sweet Tooth consegue ser um drama emocionante sobre esperança para uma sociedade tão enraizada em destruição e individualismo, ao mesmo tempo que explora uma aventura de descoberta no complexo mundo pós-apocalíptico, em todas as suas nuances possíveis. Os oito episódios da primeira temporada estreiam dia 4 de junho no catálogo da Netflix.

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