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    Elite: Rebelde encontra La Casa de Papel em nova série espanhola da Netflix (Crítica da 1ª temporada)
    Por Lucas Salgado — 12 de out. de 2018 às 08:55

    Os oito episódios da série estão disponíveis na Netflix.

    Nota: 2,5/5,0

    Elite chegou na Netflix pegando carona no mega-sucesso de La Casa de Papel. E, de fato, as duas séries possuem algumas coisas em comum, como o fato de serem produzidas na Espanha e contarem com as presenças de Miguel HerránJaime Menéndez LorenteMaría Pedraza no elenco. Tematicamente, no entanto, a série tem mais em comum com obras como RebeldeGossip GirlO Plano Perfeito.

    A trama é passada em um colégio de elite na Espanha. Após um acidente em uma escola pública, a classe rica local decide dar como prêmio três bolsas de estudo para alunos mais pobres (olha Rebelde aí!). Samuel (Itzan Escamilla), Nadia (Mina El Hammani) e Christian (Miguel Herrán) são os três alunos, que logo se tornam foco de atenção dos jovens mais mimados do colégio.

    A série mescla o dia a dia do colégio com flashfowards de vários dos alunas dando depoimentos para a investigação de um homicídio marcante (como em O Plano Perfeito). No meio disso tudo, muita intriguinha e pegação (alô Gossip Girl).

    Elite tem momentos divertidos e consegue criar tensão e intriga, mas também se perde um pouco em meio a uma onda de clichês e muitas informações. É tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo que o espectador se vê soterrado de informações. Só no primeiro episódio ficamos sabendo do crime, da vítima, conhecemos os novos alunos, os veteranos e suas famílias, os principais relacionamentos e até o fato de uma personagem ser portadora do vírus do HIV. 

    Ainda que o crime seja meio que o ponto de condução da narrativa, a obra vai pegar seus fãs através dos relacionamentos amorosos. Por sinal, a série conta com classificação de 18 anos justamente por apimentar bastante as cenas. 

    Superficial em boa parte dos temas mais sérios que busca tratar - em especial com relação ao núcleo muçulmano -, Elite aborda relacionamentos modernos e chama a atenção ao construir um núcleo abrangente de personagens.

    Na comparação com La Casa de Papel, é uma produção menos envolvente e, por consequência, mais difícil de maratonar. Mas não deixa de ter seu valor. De certa forma é uma versão teen de Big Little Lies. Sexo, drogas, fofocas, discussões de classe... Elite é tão barulhenta quanto suas personagens e viciante como os produtos vendidos por Omar.

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