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    Festival do Rio 2017: Terror As Boas Maneiras abre a disputa da Première Brasil em noite de lua cheia
    Por Renato Hermsdorff — 7 de out. de 2017 às 15:55
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    Juliana Rojas e Marco Dutra recusam comparações do filme com Mãe! e O Bebê de Rosemary.

    "Sextou" no Festival do Rio. E, abrindo a mostra competitivas de longas-metragens da Première Brasil, foi exibido o mais novo trabalho da dupla Juliana Rojas e Marco Dutra, de Trabalhar Cansa. Protagonizado por Marjorie EstianoAs Boas Maneiras conta a história de uma mulher que dá a luz a um bebê meio... estranho. E a produção do filme "preparou" até uma lua cheia toda especial, bem no clima do filme de terror.

    Habituados a buscar um olhar extraordinário, fora do comum, em situações cotidianas, os diretores explicam que a "maternidade" e a "formação de uma família" foram o ponto de partida para o longa, como adianta Dutra. "As Boas Maneiras é uma fábula [que se passa] em São Paulo, que fala de amor, mas que também utiliza elementos de mistério e de horror", completa Rojas. "Acho esse filme maravilhoso porque ele trabalha um lado humano misturado com o fantástico de uma maneira muito harmoniosa", defende Estiano.

    Sobre a comparação - dada a temática - com Mãe! (e Marco está do lado dos que gostaram do filme), em cartaz nos cinemas nacionais, ou com o clássico O Bebê de Rosemary (1968), de Roman Polanski, os realizadores recusam a referência. "[As Boas Maneiras] É um filme mais sobre relações afetivas", com os códigos próprios, resume a codiretora.

    No fim, Marjorie traz uma curiosidade: "Todos os festivais onde a gente foi tinha lua cheia. A gente ficou super feliz que hoje também é". Considerando que o filme foi premiado com o Leopardo de Prata no Festival de Locarno, pode ser um bom presságio.

    As Boas Maneiras ainda não tem previsão de estreia em circuito comercial.

     

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