Lançado em abril de 1968 e assinado por Stanley Kubrick, 2001: Uma Odisseia no Espaço não é apenas um filme - é um marco cultural. Desde sua estética deslumbrante, até os temas complexos explorados, a produção tornou-se um monólito dentro da ficção científica, estabelecendo padrões do que o gênero poderia alcançar.
O longa-metragem tem indiscutivelmente uma das melhores aberturas do cinema, iniciando com uma tela preta silenciosa. À medida que os minutos passam, uma trilha sonora marcante começa a tocar suavemente e ganha intensidade: “Atmosphères”, canção composta por György Ligeti.
Quando a melodia desconcertante muda para “Also sprach Zarathustra”, um poema sinfônico dramaticamente carregado - e agora icônico -, criado por Richard Strauss, a epopeia de Kubrick começa oficialmente com a sequência "Aurora do Homem".
Confira abaixo:
Um dos grandes acertos de Kubrick nesta intensa peça é o fato de a tela escura durar mais tempo do que estamos acostumados, criando tensão sem dizer uma palavra sequer. O desconforto com o desconhecido é uma das premissas de 2001: A Space Odyssey (no original) - ponto que elucida ainda mais a genialidade do cineasta.
Na trama do filme, um misterioso monólito negro parece emitir sinais de outra civilização, alcançando o nosso planeta. Quando uma equipe de astronautas liderada pelos experientes David Bowman e Frank Poole é enviada à Júpiter para investigar o enigmático objeto, o computador da nave, HAL 9000, entra em pane e tenta assumir o controle, eliminando um a um os tripulantes.
No elenco, rostos conhecidos do cinema estão presentes, como Keir Dullea, Gary Lockwood, William Sylvester, Leonard Rossiter e Margaret Tyzack.