Há meses, o assunto favorito dos brasileiros é Fernanda Torres e Ainda Estou Aqui, filme de Walter Salles que não apenas dominou a bilheteria nacional, mas também se tornou um sucesso internacional, aclamado pela crítica com três indicações ao Oscar 2025. Um fenômeno que nem as estrelas do longa ainda conseguem acreditar.
As atrizes Valentina Herszage e Olivia Torres participaram do nosso podcast do AdoroCinema, OdeioCinema, e comentaram sobre o sucesso mundial de Ainda Estou Aqui e suas expectativas para o Oscar. "Parece que estamos vivendo num universo paralelo", confessa Herszage, que interpreta a versão jovem de Veroca no filme.
Confira o episódio do OdeioCinema:
"O que eu acho mais belo de compreender o tamanho disso tudo é na comunicação no dia a dia com as pessoas que vem falar do filme na rua, e vem falar da experiência com os avós e isso eu sinto que é bonito, me comovo com essas histórias que me contam, mas é uma experiência bastante única", explica Olivia Torres, que interpreta Babiu.
Tem essa coisa do ator com o Oscar, um sonho, mas meio brincadeira e de repente estamos num filme muito importante para o Brasil que está no Oscar, mas na verdade estamos lá lavando nossa louça, na nossa casa — Valentina Herszage
Ainda Estou Aqui tem três indicações no Oscar 2025, como Melhor Filme Internacional, Melhor Atriz para Fernanda Torres e Melhor Filme. A cerimônia de premiação está marcada para 2 de março, mas o filme já teve conquistas históricas, incluindo a vitória de Fernanda Torres como Melhor Atriz em Filme de Drama no Globo de Ouro 2025.
Ainda Estou Aqui é ambientado nos anos 70 durante a ditadura militar no Brasil. A história retrata como a vida de Eunice Paiva (Fernanda Torres), casada com o importante político Rubens Paiva (Selton Mello), muda drasticamente após o desaparecimento de seu marido, capturado pelo regime militar. Forçada a abandonar sua rotina de dona de casa, Eunice se transforma em uma ativista dos direitos humanos, lutando pela verdade sobre o paradeiro de seu marido e enfrentando as consequências brutais da repressão.