Não recomendado para menos de 10 anos
Rosália (Magali Biff) é uma dedicada operária de 65 anos que dedicou a vida ao trabalho em um fábrica de reatores da periferia de São Paulo. Certo dia acaba demitida e é consolada pelo irmão José (Cacá Amaral), com quem vive. Ele resolve levá-la em uma viagem de carro até Buenos Aires com o objetivo de distraí-la e no país vizinho Rosália vê pela primeira vez um mundo desconhecido e distante de sua vida cotidiana.
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3,5
Bom
Pela Janela
A dor da rejeição
por Francisco Russo
Há filmes que são moldados por uma atriz. Por mais que haja toda uma conceitualização e preparação por parte da direção e do roteiro - que, no caso de Pela Janela, cabem a Caroline Leone -, a escolha da intérprete protagonista é tão decisiva que, caso qualquer outra fosse escolhida, seria um filme completamente diferente. Este é um destes casos.
Magali Biff ainda é um nome pouco conhecido na seara do cinema brasileiro, mas que merece ser acompanhado com atenção. Sua estreia foi apenas em Jogo das Decapitações, aos 58 anos, mas seu primeiro papel de destaque veio três anos depois, ao integrar a trupe circense de Deserto - ela está também no ainda inédito Açúcar, exibido no Festival do Rio 2017. É interessante notar que todos estes personagens são absolutamente distintos, sendo que sua Rosália de Pela Janela seja o mais desafiador pelo tanto que revela a partir dos detalhes. Trata-se de um
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Rosália (Biff), mulher sexagenária que há 30 anos trabalhava em uma fábrica, é subitamente demitida e entra em estado depressivo. Seu irmão, José (Amaral), que se encontra de viagem marcada como montar uma loja virtual no dia seguinte para a Argentina, convida-a para a mesma. Inicialmente relutante e carrancuda, Rosália volta a sorrir quando se vê envolta pela umidade e a escala das Cataratas do Iguaçu.
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Pela Janela é o longa de estreia da diretora Caroline Leone que explora os detalhes do cotidiano em tempo marcado de duas grandes metrópoles – São Paulo e Buenos Aires – e o grande pedaço de estrada que as separam. Ela apresenta Magali Biff em uma atuação econômica e eficiente. Ela é Rosália, uma trabalhadora da periferia com idade avançada que é demitida após 30 anos de serviço na mesma fábrica de reatores. São reatores que ...
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Filme lento, monótono, com início de imagens escuras para mostrar a depressão do ambiente que começa a mostrar imagens mais claras e coloridas a partir da viagem para Buenos Aires. Filme linear, salvo pela atuação de Magali Biff, muito exposta a closes e não comprometendo. Mostra uma realidade argentina de velhos cultos e ativos, ao contrário da média de velhos brasileiros passivos e incultos.
Delicadíssimo, atuações maravilhosas de todo o elenco, com destaque especial à Magali Biff, este filme é um exemplo de como fazer cinema de empatia. Com enredo e tratamento de personagens comparáveis às obras primas de Ursula K. Le Guin e Octavia Butler, faz uma crítica social subversiva e profunda sem proselitismo. O espectador nunca é subestimado aqui: somos guiados em um slice-of-life extraordinário. Um dos melhores filmes que vi nos ...
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Festivais de cinema
Pela Janela foi selecionado no festival de Roterdã (onde venceu o prêmio FIPRESCI), no festival de Washington (onde venceu o prêmio especial do júri), no DC International Film Festival e no Festival de Gramado em 2017.
Nacionalidades
Brasil,
Argentina
Distribuidor
Vitrine Filmes
Ano de produção
2017
Tipo de filme
longa-metragem
Curiosidades
1 curiosidade
Orçamento
-
Idiomas
Português, Espanhol
Formato de produção
-
Cor
Colorido
Formato de áudio
-
Formato de projeção
-
Número Visa
-
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