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John Vitor F
1 crítica
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5,0
Enviada em 21 de dezembro de 2017
Ao assistir me sentia vivenciando os momentos em cada um dos seis episódios, são historias mais do que realista, são surreais, fazendo com que você pense isso com certeza aconteceu e acontece muito.. Historias de pessoas que fizeram coisas que extrapolaram todo o limite da realidade em que vivemos em uma sociedade pacifica. INCRÍVEL, SENSACIONAL, BRILHANTE. ( PODE SE DIZER QUE E UM TIPO DE TERROR REALISTA, ENVOLVENTE, nada de clichês ou coisas sem sentido e o verdadeiro mundo como ele é, e as dificuldades que passamos; uns apenas deixam passar e outros agem como selvagens libertando seu instinto animais, que está preso pelos valores de uma sociedade. )
Excelente longa. Mesmo as histórias não possuindo uma conexão final, todas são o retrato de uma realidade paralela do que muitos de nós gostaríamos de fazer em um "dia de fúria" de nossas vidas, mas somos estabilizados pela sanidade que ainda nos resta. Atuações ótimas e cenas rápidas sempre no ápice, que prende e faz refletir sobre as mesmas. Não existe pontos fracos, todo o tempo estamos no alto do enredo.
Achei sensacional, genial ... Como o humano e o animal selvagem estão tão próximos... Cena final do casamento me lembrou Nelson Rodrigues... E só depois que os dois se viram como realmente são e que se apaixonaram pra valer ... Ideia fantástica... sem palavras Genial
Um enredo imprevisível, com situações descontroladas, cujos personagens oscilam entre a civilização e a barbárie. O filme tem pitadas de humor negro, drama e suspense na medida certa. Os seis episódios têm em comum sentimentos como vingança e fúria. O primeiro, Pasternak, reúne ex-companheiros do personagem título (que não aparece), que a princípio não entendem o porquê de todos estarem reunidos no avião. O segundo trata da vingança de uma garçonete e sua amiga contra um político corrupto, que praticou muitas maldades no passado. Já o terceiro, que aborda a briga de dois motoristas numa estrada, lembra a trama do filme Duel, de Steven Spielberg. O quarto surpreende pela atitude de um pacato cidadão que se vê esmagado pela burocracia de uma repartição pública e sai do controle, e acaba virando um herói. O quinto relata um conflito bem conhecido dos brasileiros: a compra do silêncio sobre a autoria de dois assassinatos. Já o sexto e último lembra o estilo de Quentin Tarantino ou Pedro Almodóvar, pela mescla de sentimentos como ciúme, vingança, ameaças, dramalhão, humor negro e final inesperado. O conjunto da obra é complementado pela ótima trilha musical. Pessoalmente, preferi a terceira história, que mostrou a briga de dois motoristas na estrada, e a última, a do casamento, por terem desfechos surpreendentes. Esta produção argentino-espanhola é diferente de tudo o que já se viu, e aí reside seu maior mérito.
Quem nunca sentiu uma pitada vingança aflorar diante de uma maldade que recebeu? Quem nunca pensou no "prato que se come frio"? O filme é uma obra prima de arte talhada em pequenas lascas que nos alfinetam, nos espetam diante da inerência humana de conviver com esse sentimento de dar o troco. Vale a pena ver e rever.
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