Não recomendado para menos de 14 anos
A trama gira em torno de Vanda (Emmanuelle Seigner), atriz que se esforça para convencer o diretor Thomas (Mathieu Amalric) de que ela é a pessoa ideal para interpretar a protagonista de sua mais nova peça, inspirada em obra de Sacher Masoch.
4,0
Muito bom
A Pele de Vênus
Jogo de cena
por Lucas Salgado
Numa Paris chuvosa, o espectador adentra um teatro vazio para se deparar com uma figura solitária, que parece terminar de se arrumar para deixar o lugar. Eis que chega uma mulher atrasada para um teste, que insiste para o profissional deixá-la encenar o texto preparado. Este é o ponto de partida de A Pele de Vênus.Após flertar com um cinema mais teatral com Deus da Carnificina, Roman Polanski decide abraçar os palcos de vez nesta nova obra. O longa é uma espécie de teatro comentado. Uma ode ao ator e sua força em cena. E uma valorização importante da figura da mulher, muitas vezes retratada de forma pejorativa pelos olhos de escritores homens.
Esposa de Polanski, Emmanuelle Seigner entrega a melhor atuação de sua carreira. Ela vive Vanda, uma atriz louca para conseguir um papel na nova adaptação para os palcos do escritor Thomas (Mathieu Amalric), que também faz sua estreia na direção. I
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A imersão é tão densa que nos sentimos na plateia de um teatro! E esse é o fato que revela o sucesso de Roman ao adaptar essa peça.
É peculiar encontrar longas que traduzem peças teatrais em suas essências, sem fugir da métrica e da ambientação narrativa. Raro são os que entregam algo como "Deus da Carnificina" ou este a qual nos referimos.
É uma experiência inovadora para o expectador, capaz de transformar a visão do que é e ...
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Um filme tenso e muito sensual com uma atuação fortíssima de Emmanuelle Seigner muito bem acompanhada de Mathieu Amalric. Na trama Emmanuelle é Vanda uma atriz que dá um show de interpretação, onde se confundem ficção e realidade, num teste que deixa você angustiado para ver o próximo ato.
Em menos de uma década a vida do diretor Roman Polanski (Chinatown, O Escritor Fantasma) virou de cabeça pra baixo. O ano é 1969, quando estava sendo produzido O Bebê de Rosemary, e sua mulher foi brutalmente assassinada em um ritual satânico. Polanski então muda de país, e acaba sendo acusado de estuprar uma garota de 13 anos. Permanentemente banido dos EUA, o local mais puritano da Terra onde isso poderia ter acontecido, passa a produzir ...
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Ambientado nos tempos atuais (há celulares), mas com diálogos de época por se tratar de uma encenação clássica, a história de “sadomasoquismo machista com abuso infantil”, como acusa Vanda, não poderia encontrar melhor autor do que Polanski. Não apenas pelo seu passado cinematográfico, mas pessoal, os argumentos entre os dois personagens soltam faíscas reais e imaginárias, em pelo menos cinco camadas de interpretação (a tal ...
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Pós-cárcere
Primeiro longa dirigido por Roman Polanski após sua prisão em 2010. Deus da Carnificina (2011) tinha sido rodado antes do ocorrido.
Troca no elenco
Louis Garrel chegou a ser contratado para o papel de Thomas. O ator, no entanto, acabou substituído por Mathieu Amalric.
Outro idioma
Primeiro longa-metragem de Roman Polanski, em 51 anos, que não foi filmado na língua inglesa.
curiosidades
Nacionalidade
França
Distribuidor
California Filmes
Ano de produção
2013
Tipo de filme
longa-metragem
Curiosidades
5 curiosidades
Orçamento
-
Idiomas
Francês
Formato de produção
-
Cor
Colorido
Formato de áudio
-
Formato de projeção
-
Número Visa
-
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