Média
3,9
759 notas
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Achei o filme bem legal porque, atrás do universo leve e quase maravilhoso do circo itinerante, o filme põe uma questão bem profunda sobre a identidade e a vocação. Benjamin sabe perfeitamente ser Pangare e fazer rir os demais, mas, como ele cresceu no circo do pai dele, ele não sabe mais se essa vida corresponde realmente ao que ele deseja ou simplesmente ao que ele sempre conheceu. É bem legal que a crise de identidade seja quase literal pela ausência de papéis, de CPF e de endereço fixo, assim como pela obsessão dele por um objeto tão banal como um ventilador que termina por representar tudo o que a vida itinerante não pode lhe oferecer, uma casa, uma rotina e a possibilidade de ficar em algum lugar. O departamento dele não significa então necessariamente que ele rejeite o circo; ele lhe permite, pelo contrário, descobrir que ele pode deixá-lo para poder eventualmente escolhê-lo realmente. É bem legal a relação com o pai dele que evita transformar a herança familiar em obrigação. O filme me agradou por essa ideia simples: ser dotado por alguma coisa não significa necessariamente que devemos lhe consagrar nossa vida, mas duvidar de sua vocação também não significa que estamos enganados no caminho.
Filme singelo simples , envolvente e com várias reflexões.
Parabéns a todos ,Sheldon, Vânia, e a todos artistas pela excelente obra
Parabéns a todos ,Sheldon, Vânia, e a todos artistas pela excelente obra
"O Palhaço" é um filme marcado pela sobriedade e profundidade. Seus temas, essencialmente existenciais, centram-se na figura do protagonista e evocam o clássico questionamento: "Quem faz o palhaço rir?". A fotografia é competente, utilizando a teoria das cores de forma narrativa em momentos pontuais. Não obstante, as atuações são sólidas, com destaque para a entrega de Selton Mello.
A obra guarda semelhanças temáticas com o livro "Noites Brancas", de Dostoievski. O plot desenvolve-se com naturalidade e, assim como ocorre com Nastenka na literatura, o tempo é um elemento implacável. Nota-se no protagonista traços do "homem supérfluo": alguém que, embora tenha plena consciência de seus dilemas e da própria estagnação, parece incapaz de agir para transformá-los. Por essa sensível exploração da condição humana, o filme merece nota 8.
A obra guarda semelhanças temáticas com o livro "Noites Brancas", de Dostoievski. O plot desenvolve-se com naturalidade e, assim como ocorre com Nastenka na literatura, o tempo é um elemento implacável. Nota-se no protagonista traços do "homem supérfluo": alguém que, embora tenha plena consciência de seus dilemas e da própria estagnação, parece incapaz de agir para transformá-los. Por essa sensível exploração da condição humana, o filme merece nota 8.
Acho esse filme muito bom, tem uma história muito íntessante apesar de ser dramático envolve bastante da comédia e trata bastante a realidade da falta de investimento que nosso país tem com os artistas pequenos, de circos locais e pequenos.
Gostei do filme e recomendo. A fotografia é linda, o elenco é fantástico! Adorei as participaçoes especiais do Moacir Franco, do Jorge Loredo (fora da pele do Zé Bonitinho! Que ator incrivel!). O Selton, no início, parece estar um pouco distante do personagem. Ao longo do filme ele parece mais a vontade como Benjamin. O Paulo José está incrível. Não sei se foi o último papel dele, mas se foi...foi um presente de despedida para ele e para o público. O filme tem muitas referências, desde Felini até os Irmãos Marx....(desculpe, estes são meus princípios....mas se vc preferir eu tenho outros). É um filme simples, despretensioso, e vale a pena ver.
Pra ser sincero, o filme é muito chato com muito desperdício de tempo com coisas desnecessárias(principalmente personagens), porém há momentos bons, principalmente com o Pai do protagonista, com Larissa Manoela e a audiência do circo.
Alguns personagens desnecessários que posso citar são: A mulher do Autopeças, os dois idosos que aparecem para consertar o carro do Circo, o policial que interroga os palhaços do circo e o filho do prefeito.
Ana poderia ter sido aproveitada melhor caso não fosse uma mulher casada e então se envolvido com o personagem de Selton, mas depois disso, tudo pode ser descartado, só serviram para alongar um filme que poderia ser muito bem mais contemplativo e lento de uma boa maneira, ainda mais tendo essa boa boa fotografia.
Não tinha nem conferido a indicação de idade do filme, então após a introdução que foi muito bem feita(e que me tirou boas risadas), quando o protagonista demonstrou sua parte mais séria, pensei que iria ser um filme violento, mas ainda bem que não foi.
Quanto a atuação, sinceramente não gostei da maioria, não por serem ruins, e sim pois serviram para personagens ruins, Selton Melo foi bem principalmente como palhaço, mas o roteiro não o ajudou quando não é palhaço pois seu personagem continua sério o filme todo.
Quanto as falas, muitas são ruins, piadas, há muitas desnecessárias, principalmente a da Cabra que sinceramente me deu apenas repulsa me fazendo querer abandonar o filme, dei 0,5 pois o trabalho de roteiro e péssimo por não ser polido o suficiente e isso por si só é uma falha substancial que é impossível ignorar, no oque o filme acertou, acertou em cheio, tinha potencial pois foi lançado e 2011 e caso refeito sinceramente assistiria com muito prazer.
Alguns personagens desnecessários que posso citar são: A mulher do Autopeças, os dois idosos que aparecem para consertar o carro do Circo, o policial que interroga os palhaços do circo e o filho do prefeito.
Ana poderia ter sido aproveitada melhor caso não fosse uma mulher casada e então se envolvido com o personagem de Selton, mas depois disso, tudo pode ser descartado, só serviram para alongar um filme que poderia ser muito bem mais contemplativo e lento de uma boa maneira, ainda mais tendo essa boa boa fotografia.
Não tinha nem conferido a indicação de idade do filme, então após a introdução que foi muito bem feita(e que me tirou boas risadas), quando o protagonista demonstrou sua parte mais séria, pensei que iria ser um filme violento, mas ainda bem que não foi.
Quanto a atuação, sinceramente não gostei da maioria, não por serem ruins, e sim pois serviram para personagens ruins, Selton Melo foi bem principalmente como palhaço, mas o roteiro não o ajudou quando não é palhaço pois seu personagem continua sério o filme todo.
Quanto as falas, muitas são ruins, piadas, há muitas desnecessárias, principalmente a da Cabra que sinceramente me deu apenas repulsa me fazendo querer abandonar o filme, dei 0,5 pois o trabalho de roteiro e péssimo por não ser polido o suficiente e isso por si só é uma falha substancial que é impossível ignorar, no oque o filme acertou, acertou em cheio, tinha potencial pois foi lançado e 2011 e caso refeito sinceramente assistiria com muito prazer.
Que filme poético, grande filmografia, fotografia, elenco (que atores incríveis). ai, o cinema nacional é lindo.
selton mello selton mello selton mello selton mello selton mello selton mello selton mello selton mello selton mello selton mello selton mello selton mello selton mello selton mello selton mello selton mello
spoiler:
Muito bom filme. Gostei principalmente porque trouxe nomes bem especiais como convidados nas participações. Amei rever o Ferrugem. Quanta nostalgia da época em que passa o filme, nas músicas. Parabéns pelo lindo trabalho Selton Mello e Paulo José.
Filme péssimo. Ainda não consegui compreender como uma parte da imprensa teve a coragem de elogiar um filme tão vazio.
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