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Eduardo Buss
18 seguidores
87 críticas
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3,0
Enviada em 8 de maio de 2018
Um filme legalzinho para se ver, tem uma boa dose de drama e humor. Não é um dos melhores filmes nacionais que eu já vi, não gostei muito do filme, embora o final seja legalzinho. Acho que faltou um "diferencial", porquê o filme ficou muito no clichê.
É muito difícil escrever sobre filmes ruins, atacando às vezes sem sentido (aparente) e muitas vezes com uma visão precipitada ou exarcebada. Por outro lado, falar de um filme virtuoso em tantos aspectos como é o caso de O Palhaço pode ser uma atividade prazeirosa e ao mesmo tempo um ato de injustiça: por deixar tantos detalhes do lado de fora.
Um dos melhores filmes nacionais! É surpreendente, fenomenal e arrebatador. É um filme que depois que termina, vc fica refletindo por horas e por dia. Selton Mello sempre foi um dos meus atores preferidos e agora com a autoria e direção, está impecável. Paulo José tb detona no filme. Elenco divertido e filme poetico e alegre como toda comédia dramática deve ser.
Filme chato e sem nexo. Chega a ser torturante tentar chegar até o final. Total perca de tempo, uma das porcarias do cinema nacional estrelado por Selton Mello.
A emoção dá o tom neste filme nostálgico que nos levar a pensar sobre uma arte quase esquecida para o público das grandes cidades, mas que alegra muitas plateias de um Brasil mais interiorano e simples.
Através do dia a dia desta família circense, acompanhamos o palhaço Pangaré (Selton Mello), filho e dupla do palhaço Puro Sangue (Paulo José), que não tem certeza sobre seguir o legado de seu pai. Sufocado na pele e na profissão que ele não escolheu, ele precisa descobrir sua verdadeira identidade para então seguir adiante.
De uma beleza e sensibilidade encantadora, o filme me cativou. A forma como o ator conduz a direção, dando espaço para imagens e economizando nos diálogos, reforçam o valor da reflexão sem deixar de criar uma empatia a cada frame com o público. A fotografia em sépia, envelhecida como a arte de fazer circo, é de uma beleza, uma poesia… assim como todo o elenco e cuidado na composição de seus personagens, seus figurinos e com uma primorosa direção de arte.
É um filme de olhares, estes que dizem mais que mil palavras, de um olhar sofrido e ainda assim apaixonante para todos que se permitirem descobrir esta obra.
Curiosidade. Este é o segundo longa-metragem que o ator Selton Mello, dirige. Outra curiosidade. Já tive o prazer de interpretar um palhaço no teatro, talvez por isso tenha me identificado com esta obra de beleza sublime e de uma tristeza tão real. Acesse o blog 365filmesem365dias.com.br para ler sobre outros filmes.
Não. Não sou, nem de longe, um bom indicado para falar sobre cinema nacional. Tenho que confessar que minha bagagem cultural carrega bem menos produções desse tipo do que me orgulharia em dizer. Mas muitos hão de convir comigo que não é preciso um conhecimento enciclopédico do assunto para perceber que nosso cinema carece de bons filmes que tenham grande visibilidade. Talvez seja por esse motivo bobo que só agora, quatro anos depois, tenha reunido disposição suficiente pra conferir esse filme, que à época de seu lançamento estivera coberto pelos holofotes da mídia. Mordi a língua. E, puxa, como fiquei feliz por isso.
Benjamin, o personagem principal, é apresentado em uma ótima cena inicial, cheia de sorrisos e que explora a alegria do ambiente em que ele vive. Mas logo somos jogados à realidade que irá perpassar por toda a estrutura do filme. Não se trata de um filme sobre alegria, mas sobre a decadência do personagem, que há tantos faz rir, mas é incapaz de encontrar ele mesmo sua felicidade.
A construção de personagem em torno do palhaço é de uma estrutura incrível. Em alguns momentos me peguei lembrando de "Taxi Driver", principalmente nas cenas em que o personagem mostra um turbilhão de emoções, mas sem uma linha de diálogo sequer. Essa é uma das maravilhas do audiovisual. Não fale, mostre.
A estrutura do filme é belíssima. Há vários momentos memoráveis nesse sentido. Um que me chamou bastante a atenção está em uma espécie de repetição da cena inicial em que Benjamin nos foi apresentado. Aquela fora a única cena verdadeiramente alegre do filme até então. Após isso, começamos a conhecer melhor o personagem e conhecer sua dor. E é por isso que, quando o vimos se preparar para entrar em cena novamente, ficamos ansiosos para ver de onde virá a alegria que ele exerce em cena, como havíamos visto no início do filme. Mas ela não vem. A decadência e a dor dessa cena são de uma sensibilidade maravilhosa. Impossível não se emocionar com essa contraposição.
Em outra cena memorável, há um diálogo maravilhoso entre o personagem de Selton Mello e a atriz Fabiana Karla. Mais uma vez a contraposição de sentimentos enche a tela e a frase "você é engraçado" dita a um Benjamin aos prantos sublinha a contraposição do filme. Certamente vou lembrar dessa cena.
Por fim, vale destacar a personagem Guilhermina, que não possui fala nenhuma durante quase a totalidade do longa. Muitas vezes ela simboliza o próprio espectador, ao observar, atônita, a sequência de eventos. Mas chamo a atenção para ela pois a sequência final de eventos que traz de volta a alegria do início do filme gira em torno de Guilhermina. De certa forma, a inocência e infantilidade da personagem se comportam como um antídoto à decadência de Benjamin.
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