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Lilia Fitipaldi
10 seguidores
30 críticas
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5,0
Enviada em 6 de novembro de 2014
Pense em um mundo não houvesse mais sentimentos. Não haveria amor, tristeza, perdão, alegria, raiva, odio, simpátia ou nenhum sentimento. Os problemas de guerras estariam resolvidos certo? A paz reinaria no mundo e a guerra seria só uma lembrança distante ruim; Sim, mas o que seriamos de nós sem os sentimentos? Nada! Seriamos como robos, uma corpo oco sem alma. Essa é a mensagem que The Giver passa: que os sentimentos são o que nos tornam humanos. Sem o amor não existira a esperança ou alegria ou qualquer outra coisa que o amor nos traz. Dito isso como não dar 10 para esse filme. Que me surpreendeu desde o começo e com certeza entrou pro meu Top Movies 4Life ;) Completamente apaixonada por The Giver ❤️
No futuro, não há mais dor, guerras ou fome. Tudo - do clima ao trabalho, da alimentação às relações sociais, é controlado pelo Estado. Todos os habitantes têm sua atuação profissional determinada por suas aptidões naturais, observadas atentamente ao longo de sua vida. Os sentimentos são suprimidos através de drogas injetadas diariamente. Ao completar 18 anos, têm seu destino revelado em uma grande cerimônia pública, comandada de modo eficaz por Meryl Streep. Cujo é escolhido o receptor de memórias. Fica a cargo da figura do Doador (Jeff Bridges) a função de guardar todas estas memórias de um passado marcado por guerras e violência, mas também por alegrias, festas, casamentos e tudo o mais que o nosso mundo oferece.
O filme, que é dirigido por Philip Noyce (Jogos Patrióticos, O Americano Tranquilo), ganha, a partir daí, certo fôlego, com mais cenas de ação, fazendo o filme parecer um pouco com seus parentes mais próximos (Divergente, Jogos Vorazes). E também, é claro, há a inclusão da perspectiva romântica, com a descoberta por parte do garoto de sentimentos como o amor, paixão. Tais sentimentos são direcionados a sua grande amiga, interpretada pela bela Odeya do Rush. Sem dúvida alguma, a segunda parte da história consegue agradar bem mais aos adolescentes, que ainda ganham de bônus a aparição da personagem Rosemary (filha do Doador), interpretada por ninguém menos que Taylor Swift, ícone da cultura pop adolescente.
A fotografia e toda a direção de arte de O Doador de Memórias merecem destaque. Era de se imaginar que todo o trabalho com a fotografia do filme seria importante, já que nas comunidades concebidas, não há a diversidade de cores, então predomina o preto e branco, que acaba criando uma atmosfera simples e uniforme, condizentes com a estrutura social vigente. A medida que Jonas adquire as memórias passadas e um novo mundo lhe é apresentado, as cores tomam forma.
Contudo a parte realmente falha do filme é o enredo, que deixa em aberto vários pontos que precisam de explicação, para suprir tal falha o diretor Phillip Noyce optou pelo uso de montagens em vídeo para ilustrar o que faltou em palavras, apesar de boa saída, não funcionou tão bem, o que acabou deixando a trama mais rasa do que deveria ser, os atores Katie Holmes e Alexander Skarsgard tiveram uma atuação apagada.
O filme é filosófico, te faz pensar e refletir sobre o que realmente vale a pena fazer em um mundo sem guerra mais também sem sentimentos, é preferível um mundo com amor mais com seus problemas de violência? ou um mundo de paz em preto e branco sem sentimentos??? O QUE VOCÊ FARIA SE PUDESSE MUDAR ISSO???
Lendo a sinopse não tive vontade de assistir. Como o tema me interessa, gosto de filmes de ficção científica. Acabei arriscando e não me arrependi. Ao contrário, um dos melhores filmes que já assistir desse gênero. É tão bom quanto “A origem”. Ele nem teve tanta divulgação comparando com outras estreias do ano. A sacada das “cores” é muito boa. O personagem principal “Jonas” e seu mentor “o doador”(Jeff Bridges) são os únicos a verem tudo “em cores normais”. Nos primeiros vinte cinco minutos do filme, tudo é preto e branco. O filme fica colorido com o despertar de Jonas. Uma das raras vezes que assisti a um filme sem cores e não me senti incomodado. A parte que retrata um futuro “perfeito”, com a população senso comandada por um governo autoritário não é novidade. O diferencial que nesse mundo, as pessoas não tem emoções, nada de raiva, amor e é proibido mentir. Vendo ao filme, pensei que o roteiro era bom demais e deveria ter sido baseado em um livro. Acertei, agora estou louco para ler o livro. Que na maioria das vezes é melhor que a adaptação para os cinemas. O melhor é que são quatro livros. Não são continuações, cada livro tem personagens diferentes, foi o que li na sinopse dos livros. Não espere efeitos especiais fantásticos, nem perto disso. O diferencial do filme é o roteiro e as mensagens subliminares da estória. Vale cada segundo. Até agora, um dos melhores filmes do ano.
A começar pelo título, o filme não tem muito a ver com o livro. Logo no começo já vários detalhes e até mesmo coisas mais gerais são totalmente diferentes! A um espectador desavisado e que não tenha feito a leitura prévia, o filme pode ser bom por trazer conceitos para reflexão e que divergem um pouco dos roteiros tradicionais, mas pra quem leu o livro e busca que a adaptação cinematográfica seja minimamente fiel, o filme é um desastre completo, feito nos moldes desses filmes atuais só para agradar adolescentes! me decepcionei muito!!
A vida existe, não sabemos por quê estamos aqui, essa é a unica verdade e é isso que nos faz acreditar nela. Imagine um mundo no qual não houvesse surpresas, onde não iriamos nos decepcionar, onde não iriamos sonhar, chorar, nem mesmo amar. A única coisa que torna a vida bela é o fato de que nunca sabemos o que ela poderá nos mostrar. O Doador de Memórias vem pra que possamos refletir sobre os sentimentos, o amor e até quando algo, ou alguém pode ter poder sobre você.
Adorei este filme, não por ser 100% original, mas por trazer um pouco de reflexão teológica nesta brutal estiagem de bons filmes da atualidade. A reflexão teológica que ele faz é uma das mais profundas da Teologia Cristã, e pode ser descrita assim: "Há bilhões ou trilhões de anos atrás, quando Deus decidiu fazer uma criação livre e autônoma, pensou seriamente nos riscos que correria ao criar uma raça com Livre-arbítrio, pois este só pode existir de fato se permitir a possibilidade de alguém praticar o mal. Se a liberdade fosse somente para fazer o bem, então não seria um livre-arbítrio genuíno, e isto tornaria a criação uma coisa fria e insípida, e de fato não valeria a pena ser criada. O Livre-arbítrio completo faria com que o amor humano valesse a pena para Deus, mas permitiria a hipótese da maldade, como uma derivada inevitável". E é isto o que o filme permite discutir: ele apresenta o mundo perfeito, onde nenhum tipo de violência pode existir; mas este mundo também não tem amor, e por isso é frio e sem graça (aqui lembrando o filme "O DEMOLIDOR", com Silvester Stallone e Wesley Snipes). Então, vivendo naquele mundo frio, um jovem (JONAS, Brenton Thwaites) recebe as memórias do mundo antigo e vislumbra, em sua mente, o mundo colorido do amor e isto o faz ter uma pequena emoção ao encostar os lábios nos lábios da bela FIONA (Odeya Rush), que também se perturba um pouco com a experiência. Ao final, há uma luta terrível com a ironia da "polícia-pacificadora" do Sistema, a qual acaba numa perseguição que levará o jovem JONAS à belíssima cena natalina que havia visto em suas memórias implantadas pelo Doador, THE GIVER (o grande Jeff Bridges). Enfim, se o leitor quiser ler mais alguma coisa que escrevi sobre este filme, eu o fiz no meu blog (clique no link abaixo). Muito obrigado pela atenção.
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