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Assuero Breckinridge
1 seguidor
38 críticas
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4,5
Enviada em 30 de maio de 2026
The Giver é um filme impactante e comovente que visa frisar a importância indispensável do legado passado de nossa espécie. O passado nos entrega lições e pode nos inspirar a construir um futuro mais justo. Nenhum mundo alegadamente estável e igualitário pode ser habitável rejeitando o passado e buscando anular a essência dos seres humanos, suas emoções mais básicas, sejam positivas ou negativas. As memórias nos moldam e nos ensinam, a vida é plural e complexa, deve ser destituída de qualquer controle que vise nos privar de nossa verdadeira natureza. O mundo pode ser um lugar magnífico, mas só se nos aceitarmos primeiro, com nossos defeitos e virtudes, e decidirmos conviver e coabitar com os aspectos mais dolorosos da sociedade.
Sendo assim, The Giver reverbera em nosso pensamento e em nossa reflexão particular, esbanjando beleza artística na forma de um filme inspirador que corajosamente transpõe fronteiras e se torna necessário, um filme profundo que ecoa em nossas relações sociais e que nos mostra como lidar com o mundo em suas diversas nuances. Um incitamento, uma proposta, um empurrão: The Giver cuidadosamente atinge seus objetivos e se torna o que foi projetado para ser: arte de altíssima qualidade!
Sinopse: Jonas vive em uma pequena comunidade aparentemente ideal, sem doenças ou guerras e onde todo mundo é feliz. Para que essa realidade subsista, um homem é encarregado de armazenar as más memórias, poupando os demais habitantes do sofrimento. Jonas, porém, descobre o perigoso segredo de sua comunidade e, armado com o poder do conhecimento, tenta fugir do mundo em que vive e proteger os que ama.
Crítica: "O Doador de Memórias" apresenta uma premissa intrigante ao explorar a ideia de uma sociedade aparentemente perfeita, onde os indivíduos vivem em harmonia, afastados de conflitos e emoções negativas. No entanto, o filme, apesar de seus bons intentos, deixa a desejar em vários aspectos.
Uma das principais falhas do filme é a falta de desenvolvimento dos personagens. Embora contemos com um elenco de estrelas, muitos deles parecem subaproveitados e suas atuações não conseguem transmitir a profundidade emocional necessária para que o público se conecte verdadeiramente com suas jornadas. Jonas, interpretado por Brenton Thwaites, é o protagonista que, ao longo da história, luta para entender a complexidade das emoções humanas, mas muitas vezes suas reações parecem rasas e pouco convincentes. Essa superficialidade emocional prejudica o impacto das descobertas que ele faz sobre a realidade da sua sociedade.
Além disso, o ritmo da narrativa é outro ponto problemático. O filme se apressa em apresentar os conceitos centrais, mas acaba deixando de lado momentos cruciais que poderiam ter aprofundado a transformação de Jonas. A revelação das memórias, que deveria ser um ponto culminante da história, é tratada de maneira apressada, comprometendo o desenvolvimento da tensão dramática. Em vez de um gradual desvendamento do que significa a verdadeira liberdade e a importância das emoções, tudo ocorre com uma velocidade que diminui o impacto das revelações.
A estética e a direção de arte, embora visualmente atraentes, também não conseguem sustentar a profundidade da narrativa. As cores frias e a ambientação minimalista representam bem a ideia da monotonia da sociedade, mas, por outro lado, podem transmitir uma sensação de "desertificação emocional" que acaba refletindo na experiência do público. A falta de variação nas emoções visuais acaba por tornar o mundo distópico, paradoxalmente, um tanto monótono.
Por fim, a mensagem do filme, que visa alertar sobre os perigos de uma sociedade que busca a uniformidade em detrimento da liberdade individual e das emoções, é válida. No entanto, a execução dela se perde em clichês e uma abordagem superficial, que não proporciona a reflexão necessária. Em suma, "O Doador de Memórias" apresenta uma proposta interessante, mas é incapaz de se desenrolar de maneira que realmente capture ou desafie seu público. A ideia de uma utopia que revela suas contradições é riquíssima, mas o filme se cinge a um tratamento que deixa a desejar na busca por uma verdadeira compreensão do valor das memórias e emoções humanas.
Gostei do filme, ele faz reflexões sobre o mundo em que vivemos, um mundo com sofrimento e dor. Jonas, personagem principal, vive em um mundo criado artificialmente no qual não há dor, mas também não há emoções positivas como amor. O filme propõe refletirmos se valeria a pena eliminar a dor que vivemos neste mundo de guerras, fome, ganância, egoísmo e não termos as emoções boas. spoiler: Um mundo "perfeito" nos pouparia de sofrer, mas também nos roubaria a alegria de viver, o sentir, o sabor, etc. Acredito que o filme quis passar que, apesar de vivermos em um mundo maluco, é ele que temos e é nele que devemos cultivar emoções boas com quem convivemos. Eliminar a dor, tiraria o brilho que a vida tem, já apreciar a vida, mesmo com seus percalços nos faz humanos, ou seja, imperfeitos, falhos, mas que sentimos o real, a vida, mesmo com suas dificuldades e injustiças. Perfeição, na minha opinião, só existirá no céu, mas lá, ao contrário do mundo perfeito do filme, lá haverá alegria e a dor cessará. Só uma Inteligência superior poderia fazer isso.
Amei, intenso do começo ao fim, o filme te faz refletir, questionar e principalmente pensar, conseguimos sentir um sentimento único em coisas que tornaram-se banais, refletimos sobre a sociedade e o mal que a consome. Recomendo a todos, me arrependi de não ter assistido antes, mas me surpreendeu muito. Cenário, atuações, enredo perfeitos!
Obra prima. Um ótimo filme que tenta em uma forma diferente o motivo de termos sentimentos, e motivo que da a vida de não querer fugir da dor. Simplesmente sensacional e emocionante a ponto de nos fazer pensar. Um filme que tras algo muito alem de uma historia, tras algo muito alem de um enredo, e sim tras uma bela lição de vida.
Filme sem final pra mim é uma perda de tempo. Ele pode ser ótimo o filme inteiro, não tem final, nota zero. Autor que escreve todo um filme e não escreve o final é um bosta. Mesmo que o filme terá continuação, deve mostrar um final adequado, não precisa ser tudo feliz, apenas mostrar um final.
o Filme prende quem vê,mais é muito superficial a história poderia ser mais elaborada,poderiam ter algo a mais,mas mesmo assim é razoável vale a pena ver.
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