O Doador de Memórias
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4,2
1609 notas

128 Críticas do usuário

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Babe Diego
Babe Diego

2 seguidores 118 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 17 de fevereiro de 2026
Uma sociedade onde as memórias do passado da humanidade foram removidas, eliminadas, suprimidas. Um lugar onde as emoções mais instintivas são proibidas e onde você não é livre para sentir de verdade. A igualdade é plena e todas as diferenças que podem causar conflito são apagadas. Não há mais inveja, ódio, raiva, confusão, medo. Sobre os escombros da ruína e do aniquilamento da raça humana, uma nova sociedade se ergue. Mas, nela, não há alegria ou amor. Dor ou perda. Um regime totalitário de controle e repressão onde não há o que nos torna humanos de verdade e onde as respostas são escondidas pelos governantes (os anciões), que à todo custo tentam manter aquele sistema de regras absurdas e de falsa ordem. A desordem é temida, por isso é suprimida. Diante de tal realidade, um jovem põe tudo à prova ao questionar. Ao simplesmente se contrapor aquele sistema repressivo. Ele descobre que é diferente, que por alguma razão pode ver coisas que os demais não podem, como as cores. Jonas, o protagonista, é especial e é escolhido para ser o receptor de memórias.

Ele é capaz de enxergar coisas que ninguém mais pode. Ao longo de sua educação e de seu treinamento, ele tem seus sentimentos liberados, suas emoções são agora parte de sua vida e ele pode cometer crimes antes impensáveis (como mentir). Ele ganha uma responsabilidade importante e deve fazer algo com isso. O passado se revela para ele, com toda a sua complexidade, com toda a carga sentimental esmagadora de perdas e sofrimento, mas também de união, diversidade e realização profunda. Ele descobre a música, algo antes proibido. Jonas começa a entender o que nos faz humanos de verdade e que aquela aparente igualdade estava sufocando as pessoas. Ele aprende o valor do passado, do conflito e das tragédias e como isso é indispensável para pensar o futuro e para mudar a sociedade. Ele não é apenas um visionário. Ou um gênio. Um esquisito ou um inadequado. Ele é um doador de memórias e pode ver e compreender coisas impossíveis, proibidas e extremamente perigosas. A ordem e a harmonia (falsas) estão em xeque agora.

O Doador de Memórias é um filme muito intimista dedicado a mostrar o que faz de nós humanos, nossas experiências, compreensões, falhas, equívocos, emoções indescritíveis e, claro, as tão temidas memórias. Baseado no livro de Lois Lowry, é um filme necessário, emotivo, profundo, que nos faz questionar nossos ideais de sociedade e imaginar um mundo real onde todos possam ser livres, sem repressões ou supressões totalitárias sob a falsa alegação de uma igualdade ilusória. O filme é intenso e significativo, apresentando uma excelente direção e sacolejando nossa mente para a verdade de que o que nos torna humanos (seja positivo ou negativo) não deve ser ignorado, negligenciado ou suprimido. Mas administrado. Um filme que não pode ser subestimado ou ignorado. Como toda obra de arte, O Doador de Memórias incita ideias que, apesar de simples, são necessárias, nos levando a vislumbrar perspectivas que, se não proibitivas, são inusitadas. E é nisso que reside sua beleza.
Ravi Oliveira
Ravi Oliveira

24 seguidores 487 críticas Seguir usuário

1,5
Enviada em 6 de outubro de 2025
Sinopse:
Jonas vive em uma pequena comunidade aparentemente ideal, sem doenças ou guerras e onde todo mundo é feliz. Para que essa realidade subsista, um homem é encarregado de armazenar as más memórias, poupando os demais habitantes do sofrimento. Jonas, porém, descobre o perigoso segredo de sua comunidade e, armado com o poder do conhecimento, tenta fugir do mundo em que vive e proteger os que ama.

Crítica:
"O Doador de Memórias" apresenta uma premissa intrigante ao explorar a ideia de uma sociedade aparentemente perfeita, onde os indivíduos vivem em harmonia, afastados de conflitos e emoções negativas. No entanto, o filme, apesar de seus bons intentos, deixa a desejar em vários aspectos.

Uma das principais falhas do filme é a falta de desenvolvimento dos personagens. Embora contemos com um elenco de estrelas, muitos deles parecem subaproveitados e suas atuações não conseguem transmitir a profundidade emocional necessária para que o público se conecte verdadeiramente com suas jornadas. Jonas, interpretado por Brenton Thwaites, é o protagonista que, ao longo da história, luta para entender a complexidade das emoções humanas, mas muitas vezes suas reações parecem rasas e pouco convincentes. Essa superficialidade emocional prejudica o impacto das descobertas que ele faz sobre a realidade da sua sociedade.

Além disso, o ritmo da narrativa é outro ponto problemático. O filme se apressa em apresentar os conceitos centrais, mas acaba deixando de lado momentos cruciais que poderiam ter aprofundado a transformação de Jonas. A revelação das memórias, que deveria ser um ponto culminante da história, é tratada de maneira apressada, comprometendo o desenvolvimento da tensão dramática. Em vez de um gradual desvendamento do que significa a verdadeira liberdade e a importância das emoções, tudo ocorre com uma velocidade que diminui o impacto das revelações.

A estética e a direção de arte, embora visualmente atraentes, também não conseguem sustentar a profundidade da narrativa. As cores frias e a ambientação minimalista representam bem a ideia da monotonia da sociedade, mas, por outro lado, podem transmitir uma sensação de "desertificação emocional" que acaba refletindo na experiência do público. A falta de variação nas emoções visuais acaba por tornar o mundo distópico, paradoxalmente, um tanto monótono.

Por fim, a mensagem do filme, que visa alertar sobre os perigos de uma sociedade que busca a uniformidade em detrimento da liberdade individual e das emoções, é válida. No entanto, a execução dela se perde em clichês e uma abordagem superficial, que não proporciona a reflexão necessária. Em suma, "O Doador de Memórias" apresenta uma proposta interessante, mas é incapaz de se desenrolar de maneira que realmente capture ou desafie seu público. A ideia de uma utopia que revela suas contradições é riquíssima, mas o filme se cinge a um tratamento que deixa a desejar na busca por uma verdadeira compreensão do valor das memórias e emoções humanas.
Jordania monte
Jordania monte

2 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 23 de novembro de 2019
Gostei do filme, ele faz reflexões sobre o mundo em que vivemos, um mundo com sofrimento e dor. Jonas, personagem principal, vive em um mundo criado artificialmente no qual não há dor, mas também não há emoções positivas como amor. O filme propõe refletirmos se valeria a pena eliminar a dor que vivemos neste mundo de guerras, fome, ganância, egoísmo e não termos as emoções boas. spoiler: Um mundo "perfeito" nos pouparia de sofrer, mas também nos roubaria a alegria de viver, o sentir, o sabor, etc. Acredito que o filme quis passar que, apesar de vivermos em um mundo maluco, é ele que temos e é nele que devemos cultivar emoções boas com quem convivemos. Eliminar a dor, tiraria o brilho que a vida tem, já apreciar a vida, mesmo com seus percalços nos faz humanos, ou seja, imperfeitos, falhos, mas que sentimos o real, a vida, mesmo com suas dificuldades e injustiças. Perfeição, na minha opinião, só existirá no céu, mas lá, ao contrário do mundo perfeito do filme, lá haverá alegria e a dor cessará. Só uma Inteligência superior poderia fazer isso.
MichaellMachado
MichaellMachado

1.122 seguidores 538 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 19 de abril de 2019
"Nunca vi uma obra retratar tão bem um viés ideológico, como o Doador de Memórias"

Chega a emocionar, e nos faz refletir como o governo totalitário e Neofascista é prejudicial e danoso a sociedade.

Essa adaptação literária está de parabéns!
Maura Lucia L
Maura Lucia L

1 seguidor 2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 30 de janeiro de 2019
Eu achei ótimo esse filme. Dentro do que ele propõe foi perfeito. A trama é bem envolvente e te prende até o final, e não deixa a desejar.
Ryan
Ryan

474 seguidores 337 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 23 de agosto de 2018
Amei, intenso do começo ao fim, o filme te faz refletir, questionar e principalmente pensar, conseguimos sentir um sentimento único em coisas que tornaram-se banais, refletimos sobre a sociedade e o mal que a consome.
Recomendo a todos, me arrependi de não ter assistido antes, mas me surpreendeu muito.
Cenário, atuações, enredo perfeitos!
ldzsantos
ldzsantos

360 seguidores 236 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 15 de setembro de 2017
Obra prima. Um ótimo filme que tenta em uma forma diferente o motivo de termos sentimentos, e motivo que da a vida de não querer fugir da dor. Simplesmente sensacional e emocionante a ponto de nos fazer pensar. Um filme que tras algo muito alem de uma historia, tras algo muito alem de um enredo, e sim tras uma bela lição de vida.
Juliana S.
Juliana S.

1 seguidor 2 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 6 de julho de 2017
Filme sem final pra mim é uma perda de tempo. Ele pode ser ótimo o filme inteiro, não tem final, nota zero. Autor que escreve todo um filme e não escreve o final é um bosta. Mesmo que o filme terá continuação, deve mostrar um final adequado, não precisa ser tudo feliz, apenas mostrar um final.
Hedgar H.
Hedgar H.

3 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 27 de maio de 2017
o Filme prende quem vê,mais é muito superficial a história poderia ser mais elaborada,poderiam ter algo a mais,mas mesmo assim é razoável vale a pena ver.
Fernanda Silveira
Fernanda Silveira

54 seguidores 117 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 15 de maio de 2017
Filme estilo adolescente, história diferenciada, sem grandes surpresas, mas um bom filme de entretenimento. Ideia bacana de roteiro.
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