Eu entendo que é proposital a narrativa lenta para criar uma atmosfera priorizando o sofrimento interno dos personagens, porém há formas melhores de fazer isso. Muitas cenas desnecessárias e redundantes, que, removendo-as, deixaria o roteiro mais firme e com tensão a todo momento. A investigação é lenta demais e revelações não são construídas progressivamente, são bem repentinas. O enredo é interessante, porém faltou acrescentar motivações dessa "seita", o pouco falado foi bem raso e estragou o final. Esperava que esse filme fosse me surpreender enquanto eu assistia, porém decaiu muito do meio pro fim. Ponto positivo para atuação do par principal que foi um espetáculo.
Os suspeitos é um suspense policial que foi dirigido por Denis Villeneuve e roteiro de Aaron Guzikowski. O filme recebeu 1 indicação no Oscar de 2014: melhor fotografia. Na trama, acompanhamos o detetive Loki (Jake Gyllenhaal) que passa a investigar o desaparecimento de duas garotinhas. Alex (Paul Dano) é o principal suspeito, mas Dover (Hugh Jackman) quer fazer justiça com as próprias mãos. Ficando com a direção depois de confusões no primeiro momento, Villeneuve nos oferece nesse filme doses de informações que vão manipulando em um ritmo muito bom ( mais de 2 horas de filme). O encaixe nos papéis foi bom, onde os protagonistas e personagens secundários puderam contribuir com o seu melhor, pois pareciam bem confortáveis. Mas os destaques são para Gyllenhaal e Jackman. Com uma fotografia competente mostrando o ambiente frio e cinzento com raras exceções, quando as meninas ainda não foram sequestradas. Assistindo sem distrações dá para desvendar o mistério antes da grande revelação e a direção acaba cadenciando demais o ritmo no final, diante de uma resolução óbvia. Mas o filme é um ótimo suspense.
Filme muito bom! Atuações dignas de grandes atores! Um drama muito bem desenvolvido, sem pular etapas, tudo no seu tempo, roteiro fechados e sem furos. spoiler: Não sou muito fã de filmes em que o final é interpretativo, mas reconheço o valor e o efeito que causa no espectador.
Outro ponto que forçou um pouco o roteiro foi na parte que ele tem a convicção que a tia do cara é a suspeita, ele vai sem ninguém.
"Torça pelo melhor... Mas se prepare para o pior" "Os Suspeitos" narra a tortuosa e violenta investigação, realizada por Kellen Dove (Hugh Jackman), que após o sequestro da sua filha de seis anos e uma amiga, o homem se encontra em um terrível dilema, ao perceber que para ter sua querida filha novamente, terá que utilizar suas próprias mãos para garantir a justiça. Paralelamente, Detetive Loki (Jake Gyllenhaal) encontra-se em uma busca agoniante e terrível pelas vítimas sequestradas, passando por tramas agoniantes e suspeitos perturbadores, cruzando a linha tênue entre o certo e o errado. Do mesmo diretor dos premiados Blade Runner 2049 e Duna (2021) e em seu primeiro trabalho nos Estados Unidos, Denis Villeneuve, cria uma narrativa preenchida de nuances e uma aflição crescente, apegando-se principalmente na incerteza sobre qual pista pode ser verdadeira ou não, brincando com a sanidade de seus personagens, transitando entre momentos completamente desesperadores e situações de imensa tensão. Ao abordar uma temática delicada e seja dito, bem pesada, o roteirista Aaron Guzikowski constrói a narrativa utilizando questionamentos e limites cotidianos, levando-nos a questionar até onde iríamos por quem amamos, refletido em seu protagonista, interpretado brilhantemente por Hugh Jackman (Logan e Os Miseráveis). Uma atuação forte, profunda e sobretudo pitoresca. Uma atmosfera digna aos moldes de "O Silêncio dos inocentes" e "Se7en", que, a partir da Trilha Sonora e da Fotografia, Denis Villeneuve cria um ótimo suspense, com um terror psicológico de deixar na ponta da cadeira e gravar na cabeça, estabelecendo-se em uma versão ainda mais crua e suja da realidade, onde o cenário não apenas traz sentimentos obscuros e assustadores, mas reflete o interior de seus personagens. Em síntese, Os Suspeitos explora o limite entre o bem e o mal em uma trama delicada, todavia, executada brilhantemente. Com atuações surreais, principalmente de Hugh Jackman, daquelas que ecoam pela mente por dias. Uma narrativa não apenas levada por uma história tensa e poderosa, mas por uma ficha técnica impecável.
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