Capitã Marvel é o segundo filme na ordem cronológica dos vingadores e nesse temos a direção de Anna Boden e Ryan Fleck, que também participaram do roteiro ao lado de Geneva Robertson-Dworet. Na trama, acompanhamos Vers (Brie Larson), uma alienígena Kree, que se encontra em guerra com uma outra raça alienígena chamada Skrulls. Em meio a uma batalha, ela e um grupo de Srulls acabam caindo na Terra. Agora, com ajuda de Nick Fury (Samuel L. Jackson), tentam salvar o planeta de uma possível invasão. O filme é basicamente uma construção de um mito, que da o nome a uma empresa: MARVEL: e não é atos que é uma mulher. O roteiro acerta em deixar de lado as questões emocionais e e focar numa jornada de identificação de quem realmente é a capitã: uma humana além de tudo. Ao passo que consegue subverter a questão de quem é realmente o vilão e criticar a questão da guerra (ainda que de forma suave). O longa é um filme interessante na jornada cronológica, nao apenas pela representatividade feminina, mas por dedicar uma bom tempo de tela e interação com Nick Fury. Entender o pq ele quis criar os vingadores no sentido de se defender e o motivo de ter perdido a visão de um dos olhos é ótimo. Ótimo tbm são os detalhes que despertam uma boa nostalgia. Vale lembrar que a trama é ambientada na década de 1990, e aqui temos diversos detalhes : jogos , músicas do nirvana, menção ao grunge, roupas, gírias, locadoras em VHS etc. O filme conversa muito no terceiro ato em descobrir quem vc realmente é; isso foi essencial para a protagonista desbloquear os seus poderes e conceder boas cenas de ação. Outro ponto é humor usado de uma forma bem dosada, pois serviu para termos empatia aos personagens. Aqui temos ainda a figura de Stan Lee fazendo uma rapida aparição lendo jornal no metrô (acredito que tenha sido a sua penúltima aparição). No mais, os pontos ruins são a longa duração, que poderia ser mais curta, talvez com menos participação de personagens secundários e menor tempo de apresentação no primeiro ato