Clint Eastwood, 96 anos: "Hoje em dia inventam mil coisas para fazer as pessoas se sentirem culpadas"
Giovanni Rodrigues
-Redação
Já fui aspirante a x-men, caça-vampiros e paleontólogo. Contudo, me contentei em seguir como jornalista. É o misto perfeito entre saber de tudo um pouquinho e falar sobre sua obsessão por nichos que aparentemente ninguém liga (ligam sim).

A lenda de Hollywood deixa claro que "está pouco se f****do" para o que os outros pensam sobre sua ideologia.

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Clint Eastwood é uma das maiores lendas vivas de Hollywood, atualmente com 95 anos de idade. É verdade que, de acordo com um de seus filhos, ele já se aposentou, mas nos resta uma infinidade de filmes que ele realizou ao longo de sua brilhante carreira. No entanto, ele nem sempre foi um autor unânime e aclamado; houve uma época em que recebia duras críticas que chegavam até a acusá-lo de racismo.

O próprio diretor de Os Imperdoáveis sempre foi muito consciente dessas queixas, mas minimizava a importância delas em declarações reunidas no livro Clint Eastwood: Interviews:

"Inclusive me acusaram de racista porque atirei em assaltantes negros no início de Perseguidor Implacável. Primeiro me rotularam de direitista, depois de racista, agora de machista ou chauvinista. Hoje em dia inventam mil coisas para fazer as pessoas se sentirem culpadas de diferentes maneiras."

Clint Eastwood nunca ligou para as críticas: "Sei perfeitamente onde estou"

Todas essas críticas não desapareceram tão facilmente; elas inclusive reapareceram após o lançamento de um filme tão instigante quanto Gran Torino. Apesar disso, Eastwood nunca levou os comentários a sério:

Não me importo porque sei perfeitamente onde diabos estou neste mundo e estou pouco se f****do

Simples assim para se livrar de possíveis dores de cabeça causadas pelo que não passam de meras opiniões alheias.

De fato, o mais perto que ele chegou de responder publicamente a algo do tipo foi quando mandou o diretor Spike Lee calar a boca, após as reclamações deste último sobre a ausência de soldados negros em seu filme de guerra, A Conquista da Honra. Nessa ocasião, Eastwood se estendeu mais sobre o assunto, destacando a importância de respeitar os fatos históricos:

"Ele já estudou a história alguma vez? Ele reclamou quando fiz Bird. 'Por que um homem branco faria isso?'. Fui o único que fez, por isso. Ele também poderia ter feito. Em vez disso, estava fazendo outra coisa.

[No caso de A Conquista da Honra] os soldados negros não hastearam a bandeira. A história do filme é sobre os homens que aparecem na famosa fotografia do hasteamento da bandeira em Iwo Jima, e não havia negros ali. Se eu colocasse um ator afro-americano naquela cena, as pessoas diriam: 'Esse cara perdeu o juízo'. Quer dizer, não seria o correto com a história."

Bird (1988) e A Conquista da Honra (2006) estão disponíveis para aluguel ou compra na Apple TV Store e Amazon Video.

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