"Foi muito triste": O épico distópico que custou 17 milhões, foi vaiado no cinema e devastou seu diretor
Apaixonado por cultura pop, latinidades e karê, Diego ama as surpresas de Jordan Peele, Guillermo del Toro e Anna Muylaert. Entusiasta do MCU, se aventura em estudar e falar sobre cinema, TV e games.

Com grandes astros de Hollywood no começo da carreira, filme de ficção científica fez apenas 375 mil dólares de bilheteria.

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Há 20 anos, a indústria cinematográfica era muito diferente. Não apenas a evolução tecnológica caminhava a passos largos, mas ainda era limitada, como a forma de se apresentar distopias ganhava contornos curiosos nas telonas.

Para se criar uma verdadeira obra-prima, era necessário um elenco de primeira, uma boa direção e a noção de que parte do público também é ávido por explosões e muita ação, uma combinação que Richard Kelly dispunha em partes, mas que não foi o suficiente para atingir o resultado esperado em Southland Tales.

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Southland Tales foi vaiado nos cinemas

Com Dwayne Johnson, Justin Timberlake e Sarah Michelle Gellar no elenco, um dos filmes de ficção científica mais frustrantes da época chega às telonas há duas décadas. Southland Tales - O Fim do Mundo chegou ao mundo de maneira controversa e seguiu em uma trajetória tortuosa. Com nota 5,3 de 10 no IMDb a partir de nada menos do que 42 mil avaliações, o projeto se tornou uma grande decepção na carreira de Richard Kelly, que havia dirigido o clássico cult Donnie Darko anos antes.

O projeto teve muitas oscilações e até mesmo chegou a ser vaiado no maior evento de cinema do mundo. Antes de chegar ao mercado comercial, o longa foi lançado no Festival de Cannes em maio de 2006. Na ocasião, foi vaiado pelo público em uma prévia do que seria sua baixa bilheteria final, de 375 mil dólares globalmente. O problema é que a produção custou cerca de 17 milhões, um valor que nunca foi recuperado.

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O estado do Texas é o cenário de um lugar arrasado por um ataque nuclear no ano de 2005. O caos gerado pelo ocorrido força o governo a suspender as liberdades individuais de cada pessoa, o que cria revolta na população, e acaba por criar grupos revolucionários que reagem com violência à ditadura. Em um dia comemorativo nos Estados Unidos, a vida de três pessoas vai se cruzar por causa do prenúncio de um desastre.

No Rotten Tomatoes, o longa conta com a mesma porcentagem de 41% de aprovação tanto da crítica quanto do público. O consenso da mídia especializada diz o seguinte: "Embora ofereça uma visão intrigante do futuro, permanece frustrantemente incoerente e pouco refinado".

Uma decepção para o diretor e o elenco

Apesar de tudo, os atores gostavam do trabalho do diretor, descrito por Lou Taylor Pucci como um "gênio à sua maneira", conforme relatou ao The Hollywood Reporter. “Eu achava que Richard sabia, quando estava fazendo o filme, que estava criando um clássico cult de ficção científica de baixo orçamento, mas parece que ele e seus produtores não previram que seria um fracasso de bilheteria”, disse Pucci. “Eles investiram muito dinheiro nisso.”

"Então, para eles, foi muito triste quando o filme não foi bem recebido", acrescentou. "Mas acho que a visão de Richard sobre uma América fascista foi bastante perspicaz e vale a pena assistir novamente, se vocês tiverem tempo."

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