“Preciso ser ambicioso”: Steven Spielberg dá bronca em estúdios, promove nova ficção científica e promete filme de faroeste
Diego Souza Carlos
Apaixonado por cultura pop, latinidades e karê, Diego ama as surpresas de Jordan Peele, Guillermo del Toro e Anna Muylaert. Entusiasta do MCU, se aventura em estudar e falar sobre cinema, TV e games.

No palco da CinemaCon 2026, lendário cineasta apresentou cenas inéditas de Dia D, ficção científica com alienígenas, e revelou pedido especial à equipe de marketing do filme.

Pouco mais de 100 dias de 2026 já se passaram e, embora tenhamos presenciado grandes lançamentos cinematográficos, como Devoradores de Estrelas, O Morro dos Ventos Uivantes, Super Mario Galaxy e O Drama, a safra de longas bombásticos está apenas começando. Prova disso é que Steven Spielberg irá lançar seu novo projeto em poucos meses, uma ficção científica de alienígenas chamada Dia D. Ontem, durante o painel da Universal Pictures na CinemaCon, o cineasta falou sobre o projeto e deu uma cutucada na indústria cinematográfica.

Steven Spielberg dá "bronca" em estúdios

Ethan Miller/Getty Images

O cineasta responsável por grandes obras da sétima arte foi ao palco não apenas para promover seu novo filme, mas também aproveitou o momento para refletir alguns pontos sobre o contexto atual da indústria. Inicialmente, ele disse que existe uma necessidade de que o período dos longas em cartaz seja estendido antes de chegarem às plataformas digitais. Para não parecer ingrato, ele elogiou a Universal Pictures após a última decisão do estúdio em aumentar o número de dias dos projetos da casa nas telonas: de 17 para 45.

“O público encontrará o que quer assistir, sejam filmes grandes ou pequenos, mas os estúdios precisam nos ajudar expandindo consideravelmente os períodos de exclusividade, como [a chefe da Universal Entertainment] Donna Langley acabou de fazer”, ponderou ele antes de ousar um pouco mais: “Hoje, preciso ser ambicioso. Alguém fala em 60 dias? Ou em 120 dias?”

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Na sequência, o realizador falou sobre uma das pautas mais frequentes nas rodas de conversa sobre cinema: a necessidade em investir em filmes originais ao invés de contínuas sequências, reboots e spin-offs. “Se tudo o que produzirmos for propriedade intelectual já consolidada e com marcas registradas, vamos ficar sem fôlego”, apontou Spielberg. “Não há nada mais importante do que oferecer ao público histórias visuais, e elas podem vir em qualquer formato, mas precisamos contar mais histórias originais.”

Terceiro ato de Dia D

Universal Pictures

O diretor ainda antecipou que o terceiro ato de Dia D não está e nem estará disponível nos materiais de marketing do filme, pois espera que a surpresa seja guardada para que todos presenciem os acontecimentos apenas na sala de cinema.

“Acredito que este filme vai responder a perguntas e também vai gerar muitas perguntas”, disse Spielberg. “Tudo o que você precisa para ir do começo ao fim é um cinto de segurança”, acrescentou.

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Por fim, ele fez uma promessa que dá certo alívio aos fãs: "Prometo que esta não será minha última vez [na CinemaCon]", ​​revelou ele após a exibição de alguns minutos do projeto que chega aos cinemas brasileiros em 11 de junho.

A fala do cineasta também se relaciona com especulações de aposentadoria. Sabendo disso, ele revelou algo que vai agradar o público que adora filmes de Clint Eastwood: “Ainda não fiz um faroeste — esse será o próximo”, completou.

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