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    FIM 2018: Filmes que debatem temas políticos e sociais marcam a 1ª edição do festival (Balanço final)
    Por Barbara Demerov — 11 de jul. de 2018 às 17:05
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    Com mulheres à frente, programação também deu espaço para clássicos brasileiros.

    O 1º Festival Internacional de Mulheres no Cinema está chegando ao seu fim em São Paulo e trouxe, através de 28 filmes, uma gama de temas muito diversificada. Dramas familiares e pessoais, desafios, preconceitos, lutas internas e outras em prol da liberdade de expressão foram os maiores destaques dentre os filmes exibidos.

    A existência de um festival como o FIM representa uma força que precisa ser continuamente estimulada. Somente nesta edição, a iniciativa já deu espaço para diretoras como Léonor Serraille (Jovem Mulher), Letícia Simões (O Chalé É uma Ilha Batida de Vento e Chuva), Sinai Sganzerla (O Desmonte do Monte), Lívia Perez (Lampião da Esquina), Elisa Bracher (Que Língua Você Fala) e Juliana Antunes (Baronesa), cujos filmes retornaram ou foram exibidos pela primeira vez nos cinemas.

    O que mais se destacou na curadoria de filmes da 1ª edição do FIM foi a ligação que vários longas possuem entre si. Meu Corpo, Minha VidaMataram Nossos Filhos falam sobre como problemas políticos afetam a sociedade de forma extremamente negativa. Meu Corpo é PolíticoEra o Hotel Cambridge possuem semelhanças ao levantarem questões como a importância da igualdade através de seus personagens.

    Tal diálogo entre filmes se estende a temas como a radicalização do machismo em nossa sociedade, que são abordados de forma excelente em Chega de Fiu Fiu e Um Casamento. Mesmo com décadas de diferença nas duas histórias abordadas, é possível estabelecer uma forte conexão.

    Os filmes Pastor Cláudio, Lampião da Esquina e O Desmonte do Monte andam de mãos dadas com suas temáticas, que passeiam pela história do Brasil em diversos sentidos - desde a defesa da liberdade de expressão até a revisita a um passado militar que ainda não encontrou sua plena justiça.

    Amor Maldito (1984) e Xica da Silva (1976), ambos nacionais, são os únicos clássicos escolhidos para serem revisitados. O primeiro, dirigido por Adélia Sampaio (1ª diretora negra brasileira), e o segundo, dirigido por Carlos Diegues e protagonizado por Zezé Motta, são importantes lembretes de que o desequilíbrio na igualdade entre negros e brancos, embora esteja melhorando aos poucos, ainda existe e não deve ser esquecido.

    O grito de diversas minorias torna-se pulsante ao adentrarmos a programação do FIM 2018. A boa notícia é que essa minoria está sendo cada vez mais ouvida, e as salas de cinema se provam, mais uma vez, como um dos locais mais propícios para o início de debates e reflexões sobre o coletivo. 

    Confira as críticas do AdoroCinema dos filmes apresentados no FIM 2018:

    A Moça do Calendário
    Baronesa
    Chega de Fiu Fiu
    Colo
    Desarquivando Alice Gonzaga
    Era o Hotel Cambridge
    Esplendor
    Jovem Mulher
    Lampião da Esquina
    O Desmonte do Monte
    Paraíso Perdido
    Pastor Cláudio
    Praça Paris
    Um Casamento

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