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    A Repartição do Tempo: Diretor e roteirista debatem o estado da ficção científica nacional e o caótico cenário político de Brasília (Entrevista Exclusiva)
    Por Renato Furtado — 28/01/2018 às 09:23
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    O AdoroCinema conversou com Santiago Dellape e Davi Mattos por ocasião do lançamento do primeiro longa-metragem da dupla, em cartaz a partir do dia 1º de fevereiro.

    Luciana Melo

    O final do expediente se aproxima, mas a sexta-feira permanece um sonho distante. O ponteiro se arrasta, a viagem de volta para casa é longa e, para piorar, ainda é necessário enfrentar uma pequena fila na hora de bater o ponto: ninguém quer ser aquele que apaga as luzes. Mas como não há nada na vida que não possa despencar ainda mais ladeira abaixo, suponhamos que você ainda precise levar uma misteriosa máquina do tempo para o almoxarifado da Repartição e que, uma vez lá, a bugigana crie um clone seu. Chato, né?

    Bem, em A Repartição do Tempo, ter que esperar seu duplo dar saída no ponto é o menor dos problemas de Jonas (Edu Moraes). Exemplar raro na cinematografia brasileira, o longa de estreia de Santiago Dellape pode ser um sci-fi, mas como toda obra do gênero que se preze, lança um olhar afiado e cirúrgico para a condição humana a partir de uma realidade alternativa. Em entrevista exclusiva ao AdoroCinema, Dellape e Davi Mattos, seu corroteirista, falaram um pouco sobre o processo de produção e a longa espera de quase dois anos para distribuir A Repartição do Tempo; sobre suas referências e trajetórias; e, é claro, ainda encontraram tempo para refletir um pouco sobre o caótico panorama político de Brasília.

    FICÇÃO CIENTÍFICA À BRASILEIRA

    Luciana Melo
    Tonico Pereira interpreta o Dr. Brasil, criador da máquina de viagens temporais.

    Nos anos após a Retomada, quando o cinema brasileiro finalmente ressurgiu das cinzas da Embrafilme, inúmeras produções de destaque internacional foram lançadas. Entretanto, não são necessárias estatísticas precisas para constatar que os filmes de gênero - como o terror, o suspense e a ficção científica - não fazem frente, em quantidade, às comédias e aos dramas. No campo do sci-fi, mais especificamente, ainda estamos aprendendo a caminhar com as próprias pernas - e foi por isso mesmo que Dellape e Mattos foram buscar referências na literatura de Franz Kafka, nas obras surreais de Terry Gilliam e nos loucos personagens da série The Office, entre outras fontes, para criarem esta ficção científica à brasileira:

    "Além das referências acertadas que você mencionou, eu e Davi também fomos muito influenciados por clássicos da Sessão da Tarde como Feitiço do Tempo e De Volta para o Futuro. Depois que fizemos nosso último curta, Ratão, ficamos uns bons anos matutando uma trama de viagem no tempo que nunca chegou a ser produzida, chamada “País do Futuro”, uma livre adaptação do episódio real do Atentado ao Riocentro. Era um projeto muito ambicioso para um diretor de primeira viagem, e a verdade é que nunca ficamos totalmente satisfeitos com o roteiro, mesmo depois de 20 tratamentos. No entanto, todo o esforço empregado em “País do Futuro” não foi em vão, pois nos obrigou a refletir muito sobre paradoxos temporais e nos permitiu exercitar essa proposta de crossover entre a ficção científica e o universo burocrático de Brasília que tentamos amadurecer desde Nada Consta, nosso projeto de graduação na Universidade de Brasília — e cuja inspiração primordial, como você bem apontou aí, vem da obra-prima Brazil, o Filme, de Gilliam. Também destaco outros filmes sobre essa mesma temática que fizeram nossa cabeça, como Donnie Darko, Crimes Temporais, Os 12 Macacos, Corra, Lola, Corra, Efeito BorboletaTimecop - O Guardião do Tempo e La Jetée. Uma coisa que nos deixava pirados era a dificuldade em lidar com os paradoxos que sempre surgem nesse tipo de narrativa. E foi justamente a decisão de focar nos efeitos bizarros que podem surgir de viagens temporais que nos levou à A Repartição do Tempo", conta o cineasta.

    "Isso porque o filme explora a questão dos duplos, espécie de cópias que acabam aparecendo quando uma pessoa volta ou avança para um ponto no tempo em que ela já existe. Por exemplo, se você voltar cinco minutos no tempo, vai encontrar você mesmo, preparando a máquina para voltar no tempo! E se você e seu duplo voltarem mais cinco minutos serão três cópias da mesma pessoa lado a lado! Essa dinâmica gera efeitos muito bizarros, e acabamos decidindo explorá-la num contexto cômico, que é a nossa praia e que nos permite trabalhar com menos amarras", arremata Mattos.

    A AUSÊNCIA DO SCI-FI NO BRASIL

    Luciana Melo
    Edu Moraes, o Jonas, antes de conhecer os mistérios da máquina - e ver seu próprio clone nascer.

    Decretar qual é a principal causa para a carência produtiva de ficções científicas no território tupiniquim não é tarefa fácil. Para determinar as razões específicas é necessário estudar inúmeros elementos que dizem respeito tanto à produção quanto à distribuição cinematográfica no Brasil, bem como aos hábitos de consumo dos espectadores. Para Dellape, a principal raiz do problema é a seguinte:

    "Penso que são muitos os motivos, mas talvez o mais significativo tenha a ver com a reduzida perspectiva de saída para esses filmes no mercado nacional, que está pouco ou nada acostumado a assistir filmes de gênero made in Brazil. Acho inclusive que há uma diferença considerável entre filmes de terror/suspense – que tem público cativo e uma longa tradição que remonta aos clássicos do Zé do Caixão – para filmes de ficção científica, já bem mais escassos por aqui. Acho que ainda temos muito chão para percorrer no terreno do sci-fi, ao passo que no terror/suspense já despontaram ótimos nomes, como Marco DutraJuliana Rojas (As Boas Maneiras), Dennison Ramalho (O ABC da Morte 2), Fernando Coimbra (O Lobo Atrás da Porta) e Kleber Mendonça Filho (Aquarius)".

    DOPPELGÄNGERS

    José Saramago e Fiódor Dostoiévski são apenas dois exemplos dentre os muitos importantes autores e artistas que utilizaram a lenda germânica dos Doppelgängers em suas obras. Para os alemães, um doppelgänger é uma criatura mitológica que tem a capacidade de reproduzir fielmente a aparência de um dado indivíduo. Na cultura popular, o conto europeu foi apropriado para criar os comumente vistos "duplos" e "gêmeos do mal", personagens que geram inúmeras possibilidades narrativas porque, na visão de Mattos, permitem explorar a questão da identidade humana a partir de uma cópia de nós mesmos:

    "Acho que esse interesse tem a ver com o desejo de sermos diferentes. A cada momento nós fazemos escolhas que definem o que somos, e a ideia de que pode haver outra versão sua andando por aí, vivendo sua vida melhor ou pior do que você, pode ser fascinante, além de assustadora. Afinal, se há outra versão sua, como saber se você é original ou verdadeiro? Esses duplos são outras pessoas ou também fazem parte de nós, de alguma forma? Será que o que acontece com eles nos afeta? Ou cada um deles significa uma nova chance de fazer as escolhas certas? De sermos quem queremos ser? Essas questões nos interessam muito, e acabam tendo mil outros significados quando aplicadas à uma história de viagem no tempo, em que podem existir infinitas versões do mundo em que vivemos. Afinal de contas, como ficou muito bem demonstrado em Rick and Morty, toda viagem no tempo é também uma viagem para uma dimensão paralela, e talvez nem mesmo seja possível voltar àquela de onde se veio! Nesse caso, o que acontece com os cacos e restos desses distúrbios no espaço-tempo? Dá para corrigir todos os erros no fim ou algumas coisas simplesmente nunca irão voltar ao normal? São perguntas que nos fizemos muitas vezes durante a criação de A Repartição do Tempo, e parte do fascínio delas é exatamente o fato delas não terem resposta. Pelo menos não por enquanto".

    BRASÍLIA, A CAPITAL DISTÓPICA

    Luciana Melo
    Lisboa (Eucir de Souza) é o patrão da Repartição.

    Há tempos que Brasília parece se inspirar na ficção para apresentar suas loucas e inesperadas reviravoltas. Na verdade, cada plot twist do Planalto Nacional supera qualquer surpresa de House of Cards ou da novelesca How To Get Away With Murder. Vamos recapitular, portanto: no Distrito Federal, encontramos um cenário distópico, onde a burocracia desempenha um papel antagônico; há uma cidade com ares futuristas construída no meio do deserto; e por fim, mas não menos importante, temos personagens traiçoeiros e vilanescos. Contando com os filmes do também brasiliense Adirley Queirós (Branco Sai, Preto Fica), seria Brasília a capital da ficção científica brasileira?

    "Certamente Brasília tem um quê de extra-terrestre que acaba ajudando a associar a cidade à ficção científica, seja pela arquitetura dos prédios e monumentos, seja pelo aspecto pós-apocalíptico das paisagens do cerrado, de solo árido e árvores retorcidas. No entanto, os eventos mais surreais por aqui acontecem mesmo a portas fechadas — e não estou falando de nada fantástico ou futurista, infelizmente. Pelo contrário, são coisas bem mundanas, que nos remetem mais ao passado que ao futuro. O próprio Adirley explorou um lado pouco visto da capital, fora do Plano Piloto, onde o Distrito Federal descambou para o cyberpunk à medida em que se afastou dramaticamente da utopia modernista. Nós tentamos fazer algo parecido, mas explorando o surreal que se desenrola dentro dos prédios e repartições, as quais se revelam verdadeiras máquinas do tempo! Onde os minutos duram horas, os dias duram meses, e quando você percebe, está num futuro distante, sem saber onde foi parar o passado", respondeu Dellape.

    A LONGA ESPERA

    Não são poucos os casos no Brasil em que filmes, já finalizados e ocasionalmente já exibidos em Festivais, precisam aguardar longos períodos para saírem dos HDs ou prateleiras das produtoras e ganharem as telonas nacionais. Este é o caso de A Repartição do Tempo: produzido entre 2015 e 2016, o longa foi selecionado para a mostra de sua cidade natal, o Festival de Brasília, de dois anos atrás - a crítica 4 estrelas do AdoroCinema para o longa, inclusive, data desta época. Para Dellape, este hiato foi penoso, mas também trouxe um aspecto positivo:

    "É complicado. A gente trabalha exaustivamente num projeto como esse e quer que ele chegue ao público logo. Até porque as circunstâncias ao nosso redor mudam, e bate aquele receio de que a mensagem do filme perca um pouco do frescor. Mas isso tudo faz parte do jogo e já estávamos preparados. É nosso primeiro longa e não tínhamos uma distribuidora até o filme já estar finalizado, o que explica um pouco a demora em chegar às telas [...] E como nada acontece por acaso, vejo que a mensagem do filme está muito mais atual e pertinente agora do que quando filmamos".

    QUESTÃO DE TEMPO

    O eterno Trapalhão Dedé Santana ajuda a fazer a ponte entre o presente e os anos 80.

    A Repartição do Tempo é um filme ambientado no presente, mas também é anacrônico ao seu próprio modo. Apesar da atualidade da trama, todos os detalhes - incluindo as vestimentas, os veículos, as canções, a cenografia e a participação especial de Dedé Santana - remetem aos anos 1980. O paradoxal encontro entre dois períodos de tempo tão distintos produz um estranhamento, é claro, mas também nos aproxima de nosso próprio passado. E quando analisado por este prisma, nosso ano de 2018 não parece ser muito diferente de 1985. Dentre as "coincidências" entre lá e cá, a principal talvez seja a fragilidade de nossa democracia - além do fato de que o presidente em exercício não foi eleito por voto popular. Desse modo, estaria o Brasil paralisado há mais de 30 anos?

    "Essa ambientação foi proposital. Nós quisemos situar o filme num recorte temporal indefinível, de modo que o público não tivesse certeza da época em que ele realmente se passa. Tornou esse trabalho mais fácil o fato de muitas repartições hoje em dia aparentarem ter sido congeladas no tempo, com toda uma memorabilia que resiste aos anos e ajuda a compor essa atmosfera antiquada e empoeirada que se vê na tela. O estilo do filme remete claramente aos anos 80 no figurino e na maior parte dos objetos de cena. Adventos mais modernos, no entanto, como a máquina de Xerox ou mesmo as gírias usadas pelos personagens, contribuem para o estranhamento que buscávamos, deixando a Repartição com a cara de um lugar onde o tempo parou", conta Dellape.

    "Mas não acho que tenha sido esse o caso do Brasil ou de nossa democracia. Nós podemos ter muitos e ancestrais problemas, com raízes profundas na nossa sociedade, mas as coisas certamente mudaram muito desde 1985. Tá certo que demorou 30 anos, mas o Maluf finalmente foi pra cadeia! (Espero que ele não tenha sido solto antes da publicação dessa entrevista). Aliás, o simples fato de poderosos estarem indo para a prisão já sinaliza uma grande mudança, embora ainda estejamos muito longe de ser um país justo. No Brasil, o tempo às vezes voa e às vezes se arrasta. Nesse momento, nossa democracia está passando por um teste complicado, com um radicalismo exacerbado entre esquerda e direita que atrapalha muito. É um clima tão complicado, que um lado simplesmente não consegue escutar o outro, os dois convencidos de terem razão. Até por isso, tentamos atirar farpas para todos os lados no filme. Todo mundo tem defeitos em A Repartição do Tempo — o que faz dos personagens 'heróis' ou 'vilões' são suas atitudes reais, no dia a dia, e não posicionamentos políticos que não passam de discurso", pondera Mattos.

    LICENÇA PRÊMIO

    Luciana Melo
    Lisboa e Shirley (Rosanna Viegas) apresentam a "licença prêmio".

    Originalmente, A Repartição do Tempo chegaria às telonas sob o título de Licença Prêmio, uma referência à suposta benfeitoria praticada por Lisboa (Eucir de Souza), o vilão do longa. Na posição de patrão da esquecida agência, o chefe oferece férias remuneradas de 90 dias aos seus funcionários; no entanto, a bonificação é apenas uma máscara para manter uma verdade cruel escondida - que, apesar de ser matéria da ficção, possui uma conexão direta com a nossa realidade:

    "Com certeza há uma crueldade nessas reformas do Trabalho e da Previdência, além de uma demonização exagerada dos direitos trabalhistas. Desde a época de FHC, o Governo Federal gasta mais da metade do seu orçamento com juros e manobras fiscais que rendem bilhões a um grupo mínimo de pessoas, mas quando as contas não fecham a culpa é sempre da massa que não tem nada a ver com essa mamata, do povo. Enquanto isso, as reformas vão sendo feitas a toque de caixa, sem qualquer debate ou diálogo com a sociedade. É muito complicado", declara Mattos.

    O PAPEL DA MÍDIA

    A mídia possui uma grande, ainda que sutil, importância narrativa no sci-fi de Dellape e Mattos. O ódio de Lisboa cresce quando sua Repartição, um local desconhecido para o mundo, torna-se capa de uma revista de grande circulação. A manchete negativa é o ponto de virada para o antagonista: é a partir e por causa dela que o chefe decide se vingar de seus subordinados de uma vez por todas. E de acordo com o realizador, a imprensa é tão crucial na ficção quanto é na realidade:

    "Eu também sou jornalista de formação e ofício, e penso que a mídia tem um papel fundamental em qualquer democracia. Muitas vezes, as pessoas no poder só tomam uma atitude quando a mídia está em cima, pressionando. No momento está em curso uma revolução tecnológica que tem mudado completamente a forma como produzimos e consumimos informação e notícias. Muitas empresas de comunicação estão tendo que se reinventar do zero para continuar existindo, e um dos efeitos disso é que estamos sendo inundados com muito conteúdo superficial (quando não fake) e pouquíssimo material trabalhado à fundo (como nas reportagens do site Nexo, por exemplo). É difícil prever onde essa história vai acabar, mas seja onde for, uma imprensa independente e atuante vai continuar sendo sempre um pré-requisito imprescindível para que tenhamos uma sociedade realmente democrática".

    A HIPOCRISIA

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    Luciana Melo
    A veterana Selma Egrei interpreta uma senadora corrupta. Carmem Moretzsohn (dir.) é sua assistente... e filha.

    Outro dos males brasileiros, além do ódio escancarado ao Outro, que parece ter surgido - ou melhor dizendo, sido escancarado - pelas redes sociais é a hipocrisia. Como Mattos já ressaltou anteriormente, há uma distância muito grande entre o que é dito e o que é feito - e, via de regra, é através dos atos que nos revelamos, seja para o bem ou para o mal, para a verdade ou para a hipocrisia:

    "Acho que seriamos hipócritas se nos apresentássemos aqui como pessoas imunes à hipocrisia, né? Ninguém é perfeito, muito menos nós. Aliás, especialmente nós!", diz Dellape, com muito bom humor.

    "O pior é que muitas vezes nós somos hipócritas sem nem perceber. É difícil ter uma percepção profunda de nós mesmos – ainda mais hoje, vivendo em modo automático na arena permanente das redes sociais. Acho que uma atitude que pode ajudar é não querer dar tanta opinião. Hoje em dia há essa expectativa irreal de que todo mundo deva ter um posicionamento completo, sólido e super embasado sobre qualquer assunto que pipoque na sua timeline do Facebook. Para piorar, é sempre possível voltar no tempo das publicações em busca de contradições, e as pessoas parecem estar se refugiando numa teimosia irrefreável. Não estou falando que não devamos prestar atenção no que está acontecendo e nos posicionarmos, mas talvez você não precise postar um textão no Whatsapp sobre qualquer polêmica midiática. Se a gente se acostumar a falar só quando realmente tiver algo a dizer, talvez as pessoas voltem a se escutar. E quem sabe até cheguemos a um mundo utópico onde mudar de opinião, admitir enganos e seguir em frente seja uma coisa possível, até comum. Acho que esse mundo seria bem menos neurótico e hipócrita", opina o corroteirista.

    O ETERNO RETORNO

    Ainda no século XIX, Karl Marx previu que a história se repetiria, primeiro como tragédia e depois como farsa. Em uma trama sobre viagens temporais, sobre retornos e avanços, a circularidade temporal fica ainda mais patente. Será que para solucionar os problemas do Brasil seria preciso retornar ao passado e consertar nossos erros antigos para que estes não viessem a se repetir no presente?

    "É a história do eterno retorno, né? Até porque se o tempo tem uma dimensão espacial, se for mesmo possível voltar ao passado ou avançar pro futuro, fica a impressão de que todos os momentos que já existiram estão acontecendo agora, ao mesmo tempo, em algum lugar no espaço-contínuo. Talvez essa seja a única eternidade ao nosso alcance, mesmo que não possamos usufruir dela livremente", responde Dellape.

    "Divagações à parte, o fato é que, por enquanto, nós só temos uma opção, que é seguir sempre em frente no tempo. Não precisamos (nem conseguiríamos) voltar ao passado para mudar o Brasil de hoje. É, portanto, no presente, no agora, que temos de agir para mudar o nosso futuro", finaliza Mattos.

    A Repartição do Tempo estreia na próxima quinta-feira, dia 1º de fevereiro.

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