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    Leonardo DiCaprio está enfrentando um problema jurídico com O Lobo de Wall Street
    Por Vitória Pratini — 15 de jun. de 2016 às 20:12
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    Difamação?!

    O Lobo de Wall Street enfrenta mais um problema na justiça. Após o longa ter sido acusado de receber verba pública desviada da Malásia, o diretor Martin Scorsese, o roteirista Terence Winter e o protagonista e produtor Leonardo DiCaprio estão sendo processados por ferir a reputação de um ex-executivo da Stratton Oakmont.

    Desde 2014, quando o filme foi lançado, Andrew Greene — que trabalhou com o ex-corretor Jordan Belfort, cuja autobiografia inspirou o filme — afirma ter sido difamado pelo personagem Nicky "Rugrat" Koskoff (P.J. Byrne), que é assustadoramente parecido com ele.

    Greene quer 50 milhões de dólares por danos causados por sua similaridade com o personagem. Em documentos de novembro de 2015, o ex-executivo insiste que "Rugrat" foi retratado como um "criminoso, usuário de drogas, degenerado, depravado e desprovido de qualquer moral ou ética", além do filme ter debochado de sua perda prematura de cabelo e uso de peruca.

    E por que afirma que o personagem é baseado nele? Simples: Andrew Greene trabalhou na corretora Stratton Oakmont, que foi vergonhosamente satirizada em O Lobo de Wall Street. Sem contar que, enquanto o personagem era apelidado de "Rugrat" no longa, Greene era chamado de "Wigman" (algo como "homem da peruca") na vida real. Ele nunca deu permissão aos cineastas para usarem seu nome, aparência ou identidade.

    Paramount Pictures
    Nicky "Rugrat" Koskoff.

    A Paramount, produtora do filme, nega que Koskoff tenha sido inspirado em Greene, afirmando que o personagem de P.J. Byrne é uma miscelânea de inúmeras pessoas presentes no livro de Belfort. Um juiz federal de Long Island não aceitou essa explicação e chegou à conclusão de que as pessoas que conheciam Andrew Greene estavam propensos a ver as semelhanças entre ele e o personagem. Mas isso não é o suficiente: é necessário o depoimento dos envolvidos.

    De acordo com documentos judiciais apresentados na última segunda-feira, Scorsese e Winter já depuseram no caso, faltando somente Leonardo DiCaprio. Entretanto, o advogado dos réus, Vincent Cox, relata que o testemunho de DiCaprio é "desnecessário", pois a suposta representação de Greene como Koskoff seria parte do roteiro (o que, no caso, Terence Winter poderia responder) ou uma improvisação feita no set (o que poderia ser debatido com Martin Scorsese). Ainda assim, o advogado de Greene aponta que o ator é "conhecedor de questões importantes a respeito desse caso" e, segundo o site TMZ (via CinemaBlend), o ex-empresário quer que ele seja questionado independente de sua agenda lotada e tem papéis que requerem que Leonardo compareça ao tribunal.

    De fato, DiCaprio tem estado tão ocupado nos últimos anos (ganhando seu primeiro Oscar por O Regresso e tudo o mais) que seus advogados não conseguiram achar uma brecha em seu cronograma para ouvir as reclamações feitas contra ele. Ao invés disso, diversas vezes, o ator ofereceu outra testemunha para responder essas questões legais, alguém que acredita-se que seja um executivo da companhia de produção de Leonardo DiCaprio, Appian Way Productions.

    Quem? Eu?!

    Para o caso finalmente ser resolvido, Greene e seus advogados precisam se sentar com Leonardo DiCaprio. Eles pretendem ir ao tribunal na próxima quinta-feira para levar a questão adiante e estão dispostos até mesmo a viajar até Los Angeles para encontrar o ator. Será que o astro arranjará um tempinho para eles?

    O Lobo de Wall Street arrecadou US$ 392 milhões nas bilheterias mundiais e concorreu a cinco estatuetas no Oscar de 2014. Leonardo DiCaprio venceu o Globo de Ouro de Melhor ator em Filme Musical ou Comédia por sua perfomance no filme.

     



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