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AdoroCinema francês: Os destaques do Festival Varilux 2016
Por Lucas Salgado — 08/06/2016 às 08:00
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Evento acontece entre os dias 8 e 22 de junho e passa por 50 cidades brasileiras.

Começa nesta quarta-feira, 8 de junho, a edição 2016 do Festival Varilux de Cinema Francês. Ao longo de 15 dias, o evento irá contar com oficinas, debates, sessões educativas, filmes inéditos e clássicos. Apoiador do festival, o AdoroCinema decidiu destacar quais as produções serão exibidas no evento.

O Varilux passará por 50 cidades brasileiras, levando 15 filmes inéditos e um clássico da cinematografia da França. Veja o que será exibido no festival:

CLÁSSICO

Um Homem e uma Mulher (1966)


Vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Original e Melhor Filme Estrangeiro, do Globo de Ouro de Melhor Atriz e da Palma de Ouro do Festival de Cannes, o longa é um dos maiores ícones da Nouvelle Vague. Dirigido por Claude Lelouch, o filme conta a história de um homem (Jean-Louis Trintignant) e uma mulher (Anouk Aimée) que se conhecem numa tarde de domingo, enquanto visitam os filhos num colégio interno. Viúvos, eles vão se descobrindo cada vez mais a cada novo final de semana. 

SELEÇÃO OFICIAL

Abril e o Mundo Extraordinário (2015)


Ganhadora do prêmio Cristal no Festival de Annecy, a animação é uma coprodução entre França, Bélgica e Canadá que aborda as aventuras da jovem Abril em busca de seus pais. Ela conta com a companhia de um gato falante, Darwin, e de um jovem vigarista. Trata-se de uma adaptação de cultuados quadrinhos de Jacques Tardi. A trama se passa em uma Paris estagnada no tempo, em que cientistas começam a desaparecer misteriosamente.

Agnus Dei (2015)


O drama histórico dirigido por Anne Fontaine (Coco Antes de Chanel) se passa durante o fim da Segunda Guerra Mundial, na Polônia. Retrata a rotina da enfermeira francesa Mathilde (Lou de Laâge) que tem como responsabilidade cuidar dos soldados e feridos franceses. Ao descobrir que um convento na região foi atacado e que várias freiras acabaram estupradas e grávidas, a enfermeira decide trata-las, mesmo contra suas vontades, afinal as freiras se sentem culpadas por violarem seus celibatos. "Agnus Dei é um filme de luzes frias, enquadramentos clássicos e estáticos, ritmo contemplativo. Não há um único floreio estético, nenhum recurso melodramático. A abordagem é certamente humanista, pela compaixão em relação aos personagens e pela possibilidade otimista de aproximação entre eles", destaca a crítica do AdoroCinema.

Um Belo Verão (2015)


Estrelado pela veterana Cécile de France, o longa se passa no início dos anos 70, numa França marcada pela liberação sexual e o ápice do feminismo. Izïa Higelin interpreta Delphine, uma jovem que deixa sua família do interior para descobrir Paris. Lá, conhece Carole (de France) e acaba vivendo um relacionamento com ela. "O grande mérito deste romance encontra-se no elenco. Tanto Izïa Higelin quanto Cécile de France estão excelentes, transmitindo verossimilhança em suas descobertas sexuais e políticas. O trabalho corporal e vocal da dupla é refinado e bastante técnico, algo completado pelas boas participações de Noémie Lvovsky e Kevin Azaïs", afirma a crítica do AdoroCinema

Chocolate (2016)


Escrito e dirigido pelo ator Roschdy ZemChocolate conta a história do primeiro artista circense negro na França, que foi um grande sucesso no final do século XIX. Destaque em IntocáveisOmar Sy é o responsável por interpretar o artista Rafael Padilha. A crítica do AdoroCinema destaca: "Chocolate torna-se ousado ao estabelecer comparações entre a escravidão legalizada do século XIX e a escravidão simbólica vivida pelo protagonista no capitalismo do século XX, como artista circense salariado. De certo modo, ele é escolhido em primeiro lugar por sua raça: os parisienses vão vê-lo por ser um raro negro nos grandes palcos, os interioranos querem vê-lo na representação fetichista do canibal africano, os intelectuais lotam os teatros para descobrir um primeiro negro interpretando Shakespeare. Ele nunca é visto apenas como artista, ou como palhaço. Rafael – seu nome original – permanece, do início ao fim, um negro, visto simultaneamente como elemento de afronta e curiosidade."

A Corte (2015)


Comédia dramática dirigida por Christian Vincent e estrelada por Fabrice LuchiniSidse Babett Knudsen e Corinne Masiero. Conta a história de um juiz impiedoso e muito profissional que verá sua rotina abalada ao assumir o julgamento de uma mulher pela qual foi apaixonado. "Enquanto A Corte se delicia com a estrutura de um road movie estático, começa a se desenhar um apaixonante retrato dos códigos e regras da vida em sociedade. O diretor aborda cada passo da educação, da diplomacia, dos jargões ligados à idade, ao sexo, à profissão. O meio extremamente regrado dos tribunais de justiça é retratado com suas repetições, seu vocabulário típico, suas frases de efeito e suas implacáveis relações hierárquicas", diz a crítica do AdoroCinema.

Os Cowboys (2015)


Selecionado para a Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes 2015, o drama de Thomas Bidegain aborda a história de um homem importante de uma comunidade que decide deixar tudo para trás para sair à procura da filha de 16 anos, que está desaparecida. Ele conta com a ajuda do filho, que entrega sua juventude à missão. François DamiensFinnegan Oldfield e Agathe Dronne formam o elenco principal da produção.

Um Doce Refúgio (2014)


Escrito, dirigido e estrelado por Bruno Podalydès (Adeus Berthe: O Enterro da Vovó), o filme é uma comédia sobre um artista gráfico que sonha em pilotar um avião. Ao descobrir que a engenharia de um caiaque é muito parecida com a de uma aeronave, ele decide então comprar um caiaque sem que sua mulher fique sabendo. A crítica do AdoroCinema afirma: "Um Doce Refúgio lembra um devaneio erótico, porém com o teor sexual atenuado ao nível de uma comédia dramática permitida aos menores de 14 anos. De qualquer forma, ele manifesta um desejo de poder absoluto, com o mundo inteiro à disposição deste homem heterossexual e libidinoso. A liberdade, representada pela fluidez do caiaque e pelos imprevistos da natureza, combina-se ironicamente com um controle onisciente: o cenário lembra o mundo cor-de-rosa e artificial de O Show de Truman, onde todos os passos eram devidamente calculados em função do protagonista."
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