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    Um Porto Seguro
    Críticas AdoroCinema
    2,5
    Regular
    Um Porto Seguro

    Mais do mesmo

    por Lucas Salgado

    Deixando de lado o ótimo Diário de uma Paixão, os filmes inspirados em obras de Nicholas Sparks seguem uma constante: possuem um casal bonitinho que se une contra a vontade do mundo, um romance bem água com açúcar e um final impactante ou traumático. Foi assim em Um Amor para RecordarQuerido JohnUm Homem de Sorte e por aí vai. Em Um Porto Seguro, a fórmula é a mesma, o que já é o suficiente para conquistar a simpatia de boa parte do público, em especial aquele afoito por um romancezinho bonitinho com reviravoltas.

    Foto - FILM - Safe Haven : 208306Quem, no entanto, foi mais exigente e querer um filme original e criativo pode acabar se decepcionando. O longa repete cenas da filmografia do autor, como o casal em um barco em meio a um lado maravilhoso. Lembrou de Diário de uma Paixão? Pois é! E sim, começa a chover no meio do percurso. Um Porto Seguro segue a mesma estrutura dos outros filmes inspirados na obra de Sparks, talvez inserindo um pouco mais de suspense, que infelizmente é jogado fora no último ato.

    Após uma briga doméstica, Katie (Julianne Hough) foge de sua casa toda ensanguentada. Ela é perseguida pela polícia, mas consegue escapar e passa a viver num pequenina cidade no litoral da costa leste dos Estados Unidos. No local, começa uma amizade com Jo (Cobie Smulders) e pouco depois inicia um relacionamento com Alex (Josh Duhamel), que é viúvo e pai de duas crianças. Tudo vai bem até que o passado de Katie volta para alcançá-la.

    A trama é melosa e corre sem grandes surpresas. Duhamel tem uma atuação apenas satisfatória como o mocinho, mas é Hough que decepciona. A bela jovem já tinha ido muito mal em Rock of Ages - O Filme e agora volta a não convencer. Destaque do seriado How I Met Your Mother, Smulders também não vai bem, mas mais por culpa de um personagem absurdamente banal, que por sinal tem um desfecho risível.

    Foto - FILM - Safe Haven : 208306Dirigido por Lasse Hallström, que vem se revelando um cineasta cada vez mais convencional, o longa não assumi riscos e, por isso, deve agradar que procura por um "porto seguro", com o perdão do trocadilho, ou seja, um filme que não incomodará, não fará refletir, mas que pode ser um entretenimento razoável por quase duas horas, principalmente para os mais românticos.

    Escrito pela dupla Leslie Bohem (A Hora da Escuridão) e Dana Stevens (Cidade dos Anjos), o roteiro possui várias quebras de ritmo e momentos de anticlímax, talvez resultantes de uma parceria inéditas de roteiristas de backgrounds tão diferentes. A fotografia de Terry Stacey busca repetir tudo já visto no "cinema de Nicholas Sparks" e o mesmo pode ser dito da trilha de Deborah Lurie.

    No final das contas, Um Porto Seguro é mais do mesmo. Pode até agradar alguns ou servir como passatempo, mas é pouco provável que vá ficar na cabeça do espectador por mais de algumas horas.

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    Comentários

    • Eduardo Vinicius Fernandes de
      A redação da crítica é péssima. Parece feita por um analfabeto.
    • Newton Carlos
      Como a critica alertou, filme sem grandes surpresas, tirando o final que na verdade foge do que o filme tenta passar (se torna sem justificativa) porém de longe um filme ruim, segue a cartilha de muitos filmes parecidos. Filme agradável para se passar um tempo.
    • Newton Carlos
      Jo é a esposa falecida de Alex que, apartir do primeiro momento que o Alex conheceu a Katie (mostrado no flashback na hora que ele a atende na loja) a Jo está prestando atenção nela e busca conhece-la pra saber se ela poderia ser quem ele procurava por isso em todo momento que elas estão juntas a Jo a incentiva a ficar e recomeçar sua vida, porque ela percebe o que a Katie sente pelo Alex e seus filhos. Então no final, ela entende que ela poderia completar sua familia e se despede da Katie, e quando o Alex entrega a carta com a foto (obviamente sem saber de nada, apenas cumprindo uma vontade da sua falecida esposa), Katie entende quem era ela de verdade.
    • Adriana
      Ainda bem que não fui pela crítica e resolvi assistir porque o filme é bonito e ao contrário deste crítico para mim o final foi o que deixou o filme mais bonito e achei surpreendente.
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