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    Coisa Mais Linda: Empatia é elemento da série da Netflix capaz de transcender o debate de gênero, segundo elenco (Entrevista exclusiva)
    Por Redação — 22 de mar. de 2019 às 11:13

    “Eu, como homem, me identifico com as protagonistas”, diz Ícaro Silva.

    Empatia. Esse é o principal trunfo de Coisa Mais Linda, o novo original nacional Netflix, segundo o elenco da série - focada na volta por cima de Maria Luiza (Maria Casadevall), que, abandonada pelo marido, no final dos anos 1950, decide abrir um clube musical, tomado pela Bossa Nova.

    Nesse trajeto, a protagonista vai se deparar com outras três mulheres: Adélia (Patrícia Dejesus), Lígia (Fernanda Vasconcellos) e Thereza (Mel Lisboa). Em tempos de debate sobre a equiparação de gênero, o quarteto promete fazer mais barulho do que o ritmo que deu fama a João Gilberto.

    “Quando você pensa em uma curva de conscientização da questão da igualdade de gênero, tem gente que ainda está em um momento de negação ou de alienação”, diz Mel Lisboa. “Aí, você tem uma conscientização pessoal, uma problematização, uma conscientização coletiva e daí por diante, até uma militância”, ela enumera. “E a série tem esse potencial de trazer [o espectador] por empatia”.

    Reproduçao
    Fernanda Vasconcellos e Mel Lisboa.

    Não é porque não tem lugar de fala nessa discussão que Ícaro Silva, o intérprete de Capitão, um músico do tal clube, não possa ter opinião. Lembrando que temos um histórico audiovisual bem maior de produções protagonizadas por homens do que por mulheres, ele aposta na valorização do ponto de vista feminino como o ponto de fuga para essa discussão.

    “Quando eu vejo uma série como Coisa Mais Linda, e eu, como homem, me identifico com as protagonistas, eu estou justamente transcendendo a coisa do gênero para entrar nas relações humanas”, depõe.

    Reprodução
    Ícaro Silva e Leandro Lima.

    Claro, a ambientação histórica no período pré-ditadura no país deve ter função narrativa, Casadevall dá pistas. Segundo a atriz, a série contribui para o debate na medida em levaria a “entender que o processo de conquista [de direitos] e de emancipação [da mulher] é um trajeto linear, que tem seus momentos de levante na história, mas é uma luta contínua”. “Então, a linha que a gente está vivendo hoje é a mesma linha que veio lá de trás”, dos anos 1960, ela conclui.

    Com sete episódios, a primeira temporada de Coisa Mais Linda está disponível na Netflix a partir desta sexta-feira, 22 de março. Confira a entrevista completa com os atores no vídeo acima. (De brinde, Patricia Dejesus e Casadevall, emocionadas, explicam a relação de suas personagens com Iemanjá).

     

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