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    Westworld deve ter estreia adiada para 2017
    Por Laysa Zanetti — 25 de fev. de 2016 às 12:47

    HBO também passa série de Steve McQueen, Codes of Conduct.

    Quando a HBO anunciou a rápida renovação de sua ambiciosa série Vinyl, apesar dos modestos números de audiência do episódio de estreia, não foi exatamente uma surpresa, dada a extensão do orçamento gasto com a produção. Como já dizia o antigo lema da emissora: "Não é TV, é HBO". Mas nos últimos meses, é notável que a prolífica rede de televisão vem em um constante período de mudanças, e apesar de ter anunciado muitos novos projetos para 2016 e os anos seguintes — alguns tão ambiciosos quanto a excelente Vinyl, nem todos eles vão chegar às telas dos espectadores. Uma reportagem publicada pelo The Hollywood Reporter faz a conta de vários projetos que não foram à frente ou que passam por reestruturação na Home Box Office em anos recentes, e estes incluem o futurístico drama de ficção científica Westworld, além da série limitada Codes of Conduct do diretor Steve McQueen (12 Anos de Escravidão), duas séries originais de David Fincher — uma delas com Rooney Mara no elenco, e o projeto de Lewis and Clark, produzido por Brad Pitt e Tom Hanks. Westworld, produzida por J.J. Abrams e com notável elenco que vai de Anthony Hopkins e Ed Harris a Evan Rachel Wood e Rodrigo Santoro, precisou dar uma pausa anunciada em janeiro para que o roteiro dos episódios fosse priorizado em detrimento das gravações. Inicialmente planejada para ficar pronta em 2015 e ser lançada no início de 2016, a série retoma as gravações em março, mas a estreia mesmo deve ficar somente para 2017. A produção é assinada por Jonathan Nolan, cujos créditos incluem Person of Interest, e dizem ser tão exigente quanto o irmão Christopher, mas segundo informantes internos da emissora, o atraso na produção fez com que o corpo executivo da HBO pedisse a ele que “deixasse o ego de lado” e aceitasse a contratação de dois novos roteiristas. Ainda assim, a série continua nos planos da emissora — o que não se pode dizer de Videosyncrazy e Utopia, dois projetos desenvolvidos por David Fincher e que foram oficialmente abandonados devido a divergências criativas e alto orçamento — Fincher teria pedido US$ 100 milhões para a primeira temporada de Utopia, mesmo orçamento da temporada inicial de Vinyl. A emissora ainda pretende convencer Fincher a voltar para Videosyncrazy, e recomeçar Utopia com outro diretor, e provavelmente outro elenco, mas vale lembrar: Fincher assinou recentemente um contrato para voltar a colaborar com a Netflix, grande concorrente da HBO, em uma nova série intitulada Mindhunter. O artigo do THR destaca também o aparente padrão em crescimento de grandes cineastas estarem migrando para a televisão quando o mercado cinematográfico tornou-se “menos amigável”. Para alguns produtores veteranos de TV, a grande diferença que se nota é o tamanho do orçamento pedido e disponibilizado. David Simon (The Wire, Treme) destaca: "Muitas pessoas do cinema pensam, 'É a HBO. O mundo é a minha ostra.' Eu vi o que aconteceu com David Fincher e eu nem consigo me imaginar em uma reunião com a HBO sobre eu poder gastar US$ 100 milhões ou US$ 80 milhões (...) Você quer fazer um projeto que você acha que pode ser glorioso, mas se todos eles gastarem US$ 100 milhões na primeira temporada, você vai esgotar seu orçamento bem rápido." Apesar de não ter nenhum parecer oficial sobre a anunciada série limitada de Steve McQueen, Codes of Conduct — que teria no elenco nomes como Paul Dano e Helena Bonham Carter, a emissora mostra com orgulho o catálogo de 2016, que inclui Big Little Lies, com Reese Witherspoon, Nicole Kidman e Shailene Woodley, e Divorce, nova série cômica protagonizada por Sarah Jessica Parker. As constantes reformulações, como lembra o produtor e roteirista Damon Lindelof (The Leftovers, Lost) não são um sinal de fraqueza, mas uma nova chance de cumprir o papel: “O primeiro piloto de Game of Thrones foi desastroso. Eles gastaram e reformularam, e aí está, contemplem Game of Thrones.” Michael Lombardo, CEO da companhia, encerra a discussão explicando que ele quer “ter orgulho de tudo o que colocam em tela. Nós olhamos para 2016 e além com grande orgulho e não poderíamos estar mais ansiosos e otimistas sobre nosso leque de programação.”

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