E se os personagens da Disney fossem obras de arte? Veja a transformação de Bela, Ariel e Peter Pan em pinturas famosas
Lucas Leone
Lucas Leone
-Redator | Crítico
Lucas só continua nesta dimensão porque Hogwarts ainda não aceita alunos brasileiros. Ele até tentou ir para Westeros ou o Condado, mas perdeu a hora do Expresso do Oriente. Hoje, pode ser visto escrevendo no Central Perk mais próximo.

A lista ainda inclui Robin Hood, Aurora e até o casal Roger e Anita, de 101 Dálmatas.

E se o mundo da pintura e o da animação se encontrassem? O artista espanhol Carlos Gromo se fez essa pergunta e, para respondê-la, iniciou em 2019 uma série de ilustrações que misturam grandes obras da história da arte com personagens da Disney, na esperança de deixá-las mais atraentes para leigos.

Já imaginou os protagonistas de A Bela e a Fera estampados em "O Beijo", de Gustav Klimt? Ou então Aurora transformada em "Ofélia", de John Everett Millais? Pois bem, o que torna cada uma dessas releituras tão encantadoras é a forma como combinam os temas dos quadros com as histórias produzidas pela Casa do Mickey.

Compare a seguir:

"O Beijo", de Francesco Hayez (1859)

Em Robin Hood, após se aventurar ao lado de João Pequeno na floresta de Sherwood, desafiando constantemente o xerife de Nottingham, o protagonista encontra sua felicidade ao lado de Lady Marian. Esse amor é selado com um beijo no estilo do pintor italiano Francesco Hayez.

"O Beijo", de Gustav Klimt (1907-1908)

Em A Bela e a Fera, o príncipe transformado em monstro e isolado em seu enorme castelo deve aprender que a aparência não é tudo. A convivência diária com a jovem Bela o ajudará a entender isso. Em uma das cenas finais, pouco antes de a Fera recuperar sua forma humana, os amantes se fundem em um abraço, reinterpretado aqui como se fosse a icônica pintura do austríaco Gustav Klimt.

"Ofélia", de John Everett Millais (1851-1852)

Aurora, personagem principal de A Bela Adormecida, é condenada por Malévola a viver em um sono eterno. Por sua vez, a Ofélia de Shakespeare, em Hamlet, sofre um terrível acidente que a leva à morte. Na imagem acima, Gromo reimagina a princesa da Disney a partir do quadro do inglês John Everett Millais.

"Ofélia", de Pierre Auguste Cot (1870)

O francês Pierre Auguste Cot também retrata Ofélia, o interesse amoroso de Hamlet, como uma figura trágica. Ela nos olha enquanto folheia um livro – um gesto que fez com que Gromo se lembrasse imediatamente de Bela, apaixonada pela literatura. Aliás, a roupa de Ofélia é muito parecida com a da jovem que sonha em conhecer o mundo além de seu vilarejo.

"Gótico Americano", de Grant Wood (1930)

O americano Grant Wood apresenta dois fazendeiros bastante sérios do lado de fora de sua casa, construída em estilo do século 19 conhecido como "carpinteiro gótico". Aqui vemos o casal representado como Roger e Anita, os humanos que cuidam de Pongo, Perdita e seus filhotes em 101 Dálmatas.

"A Tempestade", de Pierre Auguste Cot (1880)

Uma das influências de Cot foi o romance francês "Paulo e Virgínia", de Bernardin de Saint-Pierre, no qual os protagonistas adolescentes correm para se abrigar de uma tempestade, usando a saia da heroína como um guarda-chuva improvisado. Na mente de Gromo, a dupla poderia perfeitamente ser Peter Pan e Wendy, em uma de suas incontáveis aventuras na Terra do Nunca.

"A Sereia", de John William Waterhouse (1900)

A pintura do inglês John William Waterhouse retrata uma sereia empoleirada sobre uma pedra. Com uma lira nos braços, ela observa um marinheiro na água, que parece devolver o olhar em um misto de espanto e atração. Evidentemente, por causa do tema, não há melhor filme da Disney do que A Pequena Sereia para combinar com a tela.

A Bela e a Fera
A Bela e a Fera
Data de lançamento 10 de julho de 1992 | 1h 27min
Criador(es): Gary Trousdale, Kirk Wise
Com Robby Benson, Paige O'Hara, Jerry Orbach
Imprensa
4,8
Usuários
4,6
Adorocinema
5,0
Assista agora no Disney +
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