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    Aos 70 anos, primeira Mulher-Maravilha detona fala transfóbica de J.K. Rowling: "Não precisa ser trans para entender"
    Por Lucas Leone — 15 de dez. de 2021 às 22:25

    Lynda Carter mostrou sua indignação diante dos novos comentários feitos pela autora de Harry Potter.

    Não é novidade que J.K. Rowling, criadora da franquias Harry Potter e Animais Fantásticos, gosta de usar sua conta no Twitter para tecer comentários de cunho transfóbico. Há mais de um ano, a escritora vem sofrendo duras críticas e até mesmo boicote nas redes sociais. Agora, ninguém menos que Lynda Carteratriz que deu vida à primeira Mulher-Maravilha na série homônima dos anos 70 – rebateu as declarações de Rowling.

    Tudo começou no último domingo (12), depois que a autora se voltou contra uma reportagem do The Times segunda a qual a Polícia de Scotland vai passar a registrar estupros cometidos por criminosos com genitais masculinos como "femininos" – se esse for o gênero com o qual se identificam. No post, Rowling diz: "Guerra é Paz. Liberdade é Escravidão. Ignorância é Poder. O Indivíduo Com Pênis Que Te Estuprou é uma Mulher."

    A resposta de Carter veio na quarta-feira (14), também pelo Twitter. Apesar de não citar diretamente Rowling, a intérprete da super-heroína da DC foi bastante incisiva ao compartilhar sua revolta: “Você não precisa ser trans para entender a importância de respeitar pessoas trans e afirmar suas identidades. A vida é curta demais. Não consigo imaginar como faz sentido usar sua fama e recursos para diminuir os outros."

    Vale lembrar que a polêmica envolvendo Rowling teve início em junho de 2020, quando ela criticou um artigo publicado na página Devex e intitulado "Opinião: Criando um mundo pós-Covid19 mais igualitário para pessoas que menstruam". Na ocasião, ela tuitou o seguinte: "'Pessoas que menstruam.' Tenho certeza que costumava existir uma palavra para [descrever] essas pessoas. Wumben? Wimpund? Woomud?" O que Rowling quis dizer, em tom sarcástico, foi "women" ("mulheres").

    A autora ainda postou uma série adicional de tuítes tentando se defender e explicar seu ponto de vista. Ela contou que passou os últimos anos estudando sobre transexuais. “Se o sexo não é real, não existe atração pelo mesmo sexo. Se o sexo não é real, a realidade vivida pelas mulheres ao redor do mundo é apagada. Eu conheço e amo as pessoas trans, mas apagar o conceito do sexo impede a capacidade de muitos discutirem significantemente a vida deles. Não é ódio falar a verdade”, escreveu.

    “Eu respeito todos os direitos das pessoas trans de viverem do jeito que se sentirem autênticas e confortáveis. Se vocês forem discriminados por serem trans, eu vou marchar com vocês. Ao mesmo tempo, minha vida foi moldada por ser mulher. Não acho que odeio dizer isso”, completou Rowling na época.

    O posicionamento de Lynda Carter não é, contudo, o primeiro feito por celebridades. Boa parte do elenco de Harry Potter e Animais Fantásticos se mostrou contrária aos ataques de Rowling, declarando total apoio à população trans. Entre os que se manifestaram estão Daniel Radcliffe (Harry Potter), Rupert Grint (Rony Weasley), Emma Watson (Hermione Granger), Eddie Redmayne (Newt Scamander) e Katherine Waterston (Tina Goldstein).

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