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    Sergio: "Empatia é a qualidade que mais falta aos líderes mundiais", afirma Wagner Moura (Entrevista exclusiva)
    Por Barbara Demerov — 16 de abr. de 2020 às 14:13

    Para o ator, essa era a principal característica que definia a figura do diplomata brasileiro da ONU.

    Em Sergio, o novo papel de Wagner Moura no cinema é o de uma figura real que marcou o cenário político de uma época. Sérgio Vieira de Mello foi um diplomata da ONU que trabalhou por 34 anos em diversas missões ao redor do mundo, transmitindo ideias e projetos a favor da democracia em locais dominados pela violência e repressão. 

    Com estreia marcada para amanhã na Netflix, Sergio conta a história de vida deste homem que foi assassinado pela Al Qaeda em 2003, durante uma missão no Iraque. E, mesmo após 17 anos, Moura afirma que sua visão de mundo ainda é atual, podendo transmitir um senso de esperança no atual momento em que estamos vivendo. Confira a entrevista completa acima.

    "Sérgio era um líder mundial enquanto representante da ONU que tinha valores muito elevados. A crise do coronavírus está desnudando - quando você olha para as lideranças mundiais hoje -, uma fragilidade em termos de valores humanos mesmo. Além de ser um homem preparado intelectualmente e pela prática também, ele congregava qualidades que culminaram no que ele era, em sua característica principal que era a empatia. Isso é o que mais falta nos líderes do mundo. Acredito que o exemplo de Sérgio pode iluminar muito este momento", disse, com exclusividade para o AdoroCinema.

    O drama baseado em fatos também conta com Ana de Armas no papel da também funcionária da ONU Carolina Larriera. Ela era companheira de Sérgio há anos e estava presente o atentado que tirou a vida do diplomata. Além do relacionamento de ambos ser o fio condutor da narrativa, Moura também disse que trabalhar com Armas no filme foi uma ótima experiência.

    "O fato de sermos os únicos latinos no elenco foi um fator que nos aproximou muito. Sempre que eu estou com atores latinos em produções, há uma conexão que é inegável. Com Ana foi a mesma coisa. E a história de amor de Sérgio e Carolina é algo importante no filme", explica.

    Sergio estreia na Netflix sexta-feira, 17 de abril. Leia nossa crítica!

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