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    Sergio: Quem foi o diplomata brasileiro interpretado por Wagner Moura?
    Por Barbara Demerov — 15 de abr. de 2020 às 13:55
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    Importante figura da ONU inspirou filme da Netflix.

    Nesta sexta-feira (17), a Netflix estreia seu novo filme original, Sergio. Protagonizado por Wagner Moura (Narcos) e Ana de Armas (Blade Runner 2049), o drama baseado em fatos conta a história do diplomata brasileiro Sergio Vieira de Mello, figura que atuou em diversas missões da Organização das Nações Unidas (ONU) e que morreu em um atentado no Iraque, em 2003.

    Mas você já o conhecia antes?

    Mello foi alguém extremamente importante para a ONU, inclusive sendo a figura mais cotada para suceder Kofi Annan, então Secretário Geral, no período antes de sua morte. O diplomata construiu uma carreira de muito sucesso, sempre defendendo o trabalho em campo e confrontando pessoas e governos para trabalhar com os princípios da imparcialidade e independência dos países envolvidos.

    O diplomata era bastante conhecido por sua habilidade de negociações e foi o primeiro brasileiro a conquistar um posto no alto escalão da ONU. Sua jornada dentro da Organização começou cedo, em 1969, quando tinha apenas 21 anos. Seu pai, que também trabalhou como diplomata e atuava na Alemanha, foi uma inspiração para Mello, que o acompanhara em várias missões humanitárias.

    Seu gosto por ajudar nações diferentes e promover a paz se intensificou ao longo das décadas: Mello trabalhou em Bangladesh, Chipre, Sudão, Moçambique e Peru. Para ele, era muito importante que os países encontrassem sua independência, e nisso ajudou em todos os aspectos que estavam ao seu alcance, incluindo nas escolhas de moedas próprias e na defesa da democracia, com eleições legítimas.

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    Kofi Annan dizia que Sérgio era a pessoa certa para resolver qualquer tipo de problema ou conflito, e por este motivo o enviou para o Iraque, durante a Guerra ao Terror que o governo Bush implantou após o atentado às Torres Gêmeas, em 2001. Como o brasileiro esteve na linha de frente de outros conflitos mundiais, como no Timor Leste (abordado no filme com bastante atenção), a ONU confiava plenamente que a missão teria sucesso e ele estaria a salvo.

    No entanto, ao longo de seu trabalho em Bagdá como Representante Especial das Nações Unidas, Mello viu o conflito no país se intensificar com a presença das tropas americanas, assim como também via o povo se rebelar com a falta de comida e atenção às necessidades básicas, medida que a ONU -- especialmente Sérgio --, tentou implementar.

    Foi em 19 de agosto de 2003 que aconteceu um atentado ao Hotel Canal, local que servia como sede da ONU no Iraque. Foi neste ataque que Sérgio Vieira de Mello foi assassinado junto de mais vinte e uma pessoas. Cerca de cem pessoas foram feridas e, posteriormente, a Al Qaeda assumiu que foi a responsável pelo ato -- e que Mello era o principal alvo da operação.

    O atentado fez com que a ONU retirasse quase todos os seus funcionários do país e mudou a forma como a Organização se porta com relação à segurança em missões mais conflituosas, como foi a do Iraque. Além disso, sua companheira na época, Carolina Larriera, também integrante da ONU, foi uma das pessoas atingidas no atentado, mas ela felizmente sobreviveu. Sergio aborda bastante o relacionamento de Larriera e Mello desde a primeira missão em que atuaram juntos, no Timor Leste.

    Graças aos seus 34 anos de carreira e inúmeras ações em prol dos direitos humanos, Sérgio Vieira de Mello é até hoje homenageado por figuras dentro e fora da ONU. Angelina Jolie, atriz e ativista, já foi uma das figuras públicas a homenagear o diplomata em eventos após sua morte.

    Sergio estreia na Netflix nesta sexta-feira. Confira a nossa crítica do filme aqui.

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