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    Animais Fantásticos: Alison Sudol comenta sobre a jornada de Queenie em Os Crimes de Grindelwald
    Por Vitória Pratini — 21 de nov. de 2018 às 16:48

    Alerta de spoiler!

    Atenção: o texto a seguir contém spoilers de Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald. 

    Continue por sua conta e risco.

    Um dos fatos mais chocantes de Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald foi a virada de Queenie (Alison Sudol) para o lado sombrio. A personagem foi apresentada no primeiro filme como uma alegria e cativante Legilimens (bruxa que lê mentes), que se apaixona pelo trouxa/no-maj Jacob Kowolski (Dan Fogler).

    Já no segundo longa, Queenie briga com sua irmã, a auror Tina (Katherine Waterston), pois bruxos e trouxas não podem ficar juntos. Ela vai com Jacob para Paris, onde Newt (Eddie Redmayne) expõe que a moça manipulou o namorado, colocando um feitiço nele, para que ele aceite se casar. Acontece que ele não queria o matrimônio justamente para que Queenie não tivesse que ir para a prisão por desobedecer a lei bruxa. Nesse momento, Jacob diz que ela é "louca".

    Warner Bros.

    A partir desse momento, Queenie é assombrada por pensamentos de estranhos, que ela não consegue bloquear, e a acaba seduzida pela causa de Gerardo Grindelwald (Johnny Depp), que promete transformar o mundo em um lugar melhor para bruxos e trouxas.

    A atriz Alison Sudol já havia comentado, em entrevista exclusiva ao AdoroCinema, sobre o porquê da mudança de Queenie, e que ela acredita que a jovem se tornou má. Agora, Sudol também falou sobre o assunto com o Entertainment Weekly.

    Sudol revelou que soube da mudança de Queenie enquanto promovia o primeiro filme, e ficou bastante chocada. "Demorei muito na minha imaginação para começar a entender. E ao longo do filme, apenas para começar a reconciliar quem ela era no começo com as escolhas que ela faz e perceber que ela não é uma pessoa diferente, só que ela acabou de abandonar em uma circunstância realmente insustentável."

    Warner Bros.

    "Sinto que, de certa forma, ela está lá 'demais' e isso faz parte do problema", disse a atriz. "Ela está tocando em todos os seres humanos a todos os momentos e isso é muito para uma pessoa aguentar. Todo mundo mais próximo a ela está sempre dizendo, 'Não leia minha mente.' Então ela tem um enorme poder e ainda assim fazem com que ela se sinta como se fosse nada e isso é ruim. Isso poderia fazer qualquer um se sentir maluco. E as mulheres historicamente têm essa enorme intuição e foram punidas por isso desde sempre. Quantas mulheres estiveram em uma instituição mental porque foram consideradas loucas quando simplesmente não puderam ser honestas ou ser quem são?".

    Quando a personagem cruza a linha de fogo azul de Grindelwald para se juntar a ele, explica Sudol, a personagem estava se sentindo abandonada por sua irmã, Newt e Jacob.

    "Jacob não vem com ela", explicou ela. "Não é muito sobre Jacob não vir com ela para o lado negro, é tipo, 'Jacob, venha comigo, estamos juntos nisso'. E ela não tem esses dois, então quem ela tem? Newt meio que a traiu — ele a confrontou [por seu comportamento com Jacob], foi constrangedor. O que ela tem?".

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    "Eu ainda acredito em seu coração que ela está indo para lutar contra o que ela acredita", completou Sudol. "Grindelwald está dizendo: 'estamos criando um mundo diferente' e o mundo no qual ela está, está quebrado. Eu não acredito que ela esteja se tornando má. É mais como se ela estivesse tentando encontrar alguém que esteja lhe dando uma opção. Ele a está manipulando, mas ele está manipulando todo mundo. Ele até fez isso com Dumbledore."

    Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald segue em exibição nos cinemas. Leia a crítica do AdoroCinema e confira nossas entrevistas exclusivas com Jude Law, Zöe KravitzEzra Miller, Eddie Redmayne, e o restante do elenco:

     

     

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    Comentários
    • Jonathan Kennedy
      Mesmo assim tinha que ficar mais claro no segundo filme, explicar mais as motivações e trabalhar mais no seu desenvolvimento.
    • Vidamell Vida R.
      eu não li.
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