Logo na primeira semana de sua estreia, Como Mágica bateu recordes impressionantes na gigante do streaming Netflix. Tornou-se o filme de animação mais assistido da plataforma em um período de sete dias, alcançando 38,7 milhões de visualizações. A história aparentemente inocente e fantástica sobre dois animais de espécies diferentes que trocam de corpo e aprendem o verdadeiro valor da empatia e da amizade, na verdade, apresenta por baixo dos panos uma lição bastante dura, que nasce de uma reviravolta impressionante.
Dirigida por Nathan Greno, responsável também pelo sucesso da Disney Enrolados, a animação infantil acompanha a aventura de Ollie e Ivy, dois bichos de espécies rivais, que, após um evento inesperado, embarcam numa missão para salvar o reino animal fictício da trama, o Vale, do completo colapso ambiental.
ALERTA DE SPOILER DE COMO MÁGICA A SEGUIR!
Qual a reviravolta de Como Mágica?
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Enquanto Ollie é um pequeno bicho de uma espécie chamado Pookoo, Ivy é uma ave majestosa e imponente de um grupo bastante respeitado do vale. Quando a dupla acaba comendo vagens mágicas e trocando de corpo um com o outro, ambos passam a ver um o lado do outro, entendendo o impacto devastador que a disputa por alimento no ecossistema local tem causado em cada grupo.
"Diferente de tudo que o público já viu": Novo sucesso da Netflix, esta animação mistura Sexta-Feira Muito Louca com animaisO grande ponto de virada acontece quando descobrimos que o peixe aparentemente inocente e engraçado chamado Boogle é, na verdade, o verdadeiro vilão da história. É ele o responsável pela destruição e pelo desequilíbrio do Vale, revelando sua real identidade como uma criatura Firewolf, a razão pela qual o local está cada vez mais inóspito e impróprio pra viver, criando uma guerra entre espécies.
Boogle acompanha os protagonistas durante toda a jornada e é visto como um alívio cômico da trama. Logo, a grande reviravolta é ver a verdadeira face do falso peixe, que não é um mero predador tentando sobreviver como os outros animais. Mas uma figura maléfica e sombria com intenções de controlar o Vale eliminando toda e qualquer ameaça que passe seu caminho. A aparência fofa e simpática do bicho logo muda quando ele volta a ser quem é de verdade, semeando o caos e traindo Ollie e Ivy no processo.
Diretor comenta a escolha de personagem amado para ser antagonista terrível
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"Resumindo, precisávamos de um vilão. Por muito tempo, não tínhamos um vilão de fato no filme. A ideia do Firewolf surgiu bem no final", comentou o diretor numa entrevista para o site What's On Netflix. "Na verdade, o Boogle já existia antes mesmo dessa reviravolta, e sempre foi um personagem muito querido dentro do estúdio. Todo mundo adorava mais o Boogle do que qualquer outro. Então, o fato de ele se tornar o vilão... ah, isso deixou todo mundo arrasado. Digo isso no melhor sentido possível, e acho que o público vai sentir o mesmo."
Durante as gravações de voz para o filme, o ator Tracy Morgan, que dubla justamente o traidor animal aquático, ficou chocado com a notícia de que ele seria o antagonista. "Tracy aceitou o papel porque adora peixes; ele tem vários aquários em casa. Então, a ideia de ele interpretar um, trazendo o seu jeito característico para o personagem, foi realmente incrível. Então, um dia, decidimos que essa seria a maneira de introduzir um vilão no filme."
"Por isso, tive que ir à sessão de gravação e contar ao Tracy que ele era, na realidade, o vilão. Apresentei a ideia a ele, e ele ficou um pouco quieto por um segundo. Ele estava olhando para a imagem do Firewolf, que é a coisa mais horripilante que você vai ver. Ele olha para ela e diz: “Então eu sou o vilão?” Eu digo: “Você é o vilão.” E ele responde: “Vamos nessa.”, completou o cineasta.
Como Mágica está disponível na Netflix.