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    Como o escapismo de Vingadores: Guerra Infinita reflete nossa sociedade (Análise)
    Por Renato Furtado — 5 de mai. de 2018 às 10:05

    Retrato dos tempos atuais.

    ATENÇÃO: Este artigo contém SPOILERS de Vingadores: Guerra Infinita. Leia por sua conta e risco.

    Vivemos tempos difíceis. No Brasil, o caótico cenário político-institucional, a escalada da violência em inúmeras cidades e uma recessão econômica sofrida, potente o suficiente para derrubar quaisquer ilusões de grandeza vendidas até pouco tempo atrás. Já nos Estados Unidos, a ameaça constante do terrorismo só se equipara à imprevisibilidade perigosa de Donald Trump enquanto presidente de uma das nações mais poderosas do planeta. Para além dos cenários particulares de cada Estado, desde a Oceania à América do Sul, há ainda a crise dos refugiados, a iminência de novas e inesperadas guerras no Oriente Médio...

    Não é novidade para ninguém, portanto, o tamanho de nossa problemática situação, uma condição que se propaga sem fim aparente há pelo menos 100 anos. Da Grande Guerra saltamos para a Segunda Guerra Mundial e depois diretamente para a era da Guerra Fria e das ditaduras; em seguida, a epidemia da AIDS, a Guerra do Golfo, os ataques do 11 de setembro, o interminável e brutal conflito na Síria: em suma, um século de pouquíssimos respiros. Porém, todos estes tempos têm algo em comum para além do caos: a presença de Hollywood que, de uma forma ou de outra, sempre ofereceu doses generosas de um “remédio” cuja promessa é defender seus usuários da realidade e apresentar saídas para a angústia: o escapismo.



    Como apresentado em nossa minissérie original A História dos Blockbusters, ...E o Vento Levou, primeira das imensas bilheterias de Hollywood, ficou praticamente 10 anos em cartaz, de 1939 a 1947, arrancando suspiros ao redor do mundo. O ponto é que o clássico coestrelado por Clark GableVivien Leigh não só transportou as plateias para longe da Grande Depressão ou dos ecos da Segunda Guerra Mundial, mas operou, acima de tudo, uma catarse que ofereceu ao público um mito de esperança para o futuro. Vinte ou trinta anos depois, os também gigantescos A Noviça RebeldeGuerra nas Estrelas trariam renovadas porções de um otimismo cinematográfico que concretizaria a certeza de que o bem poderia vencer o mal, acima de tudo. Fundamentados sobre o eterno e maniqueísta combate entre as duas forças e com um pé na realidade - ou nem tanto, no caso de Star Wars -, estes épicos tornaram-se um bálsamo para as feridas abertas pela Guerra do Vietnã e pelo caso Watergate.

    Após os ataques do 11 de setembro, a primeira catástrofe verdadeiramente televisionada, duas sagas emergiram para salvar o público do pânico recorrente causado pela ameaça - tenha sido ela fantasmática ou verdadeiramente evidente - do terrorismo: O Senhor dos Anéis e Harry Potter. Em ambas as franquias, as jornadas de seus heróis para conquistar artefatos mágicos e/ou livrar seus mundos dos domínios de maléficos antagonistas reforçaram a noção de que é possível encontrar um fragmento de fé em meio à destruição; que é possível, no fim das contas, triunfar se o bem for praticado. Por mais bregas ou melodramáticas que possam soar, as mensagens morais dispostas acima são as fundações de nossas mitologias modernas. Assim como nos tempos passados, as ficções - hoje, audiovisuais - cumprem seu propósito de nos orientar em meio ao caos do mundo, ao mesmo tempo em que refletem suas realidades.

    O que nos traz, enfim, ao impressionante Vingadores: Guerra Infinita. No momento da confecção deste artigo de análise, o gigantesco evento do Universo Cinematográfico Marvel, o pináculo da constelação de obras do estúdio, estava prestes a entrar para o Clube do Bilhão - em apenas uma semana em cartaz, inaugurando um novo recorde. Se o épico seguir nessa toada, e não existem motivos contrários para isso, Guerra Infinita pode vir a se tornar a obra mais lucrativa de todo o UCM e uma das cinco maiores bilheterias de todos os tempos - o cenário em que o longa quebra a barreira dos US$ 2 bilhões arrecadados não é nada absurdo. A questão, no entanto, não é quantos dólares a aventura codirigida por JoeAnthony Russo irá acumular e nem gira em torno da qualidade do filme; o que nos interessa é algo que vai muito além de números e críticas: é a falta de profundidade do escapismo de Guerra Infinita e como a superficialidade dramática de sua narrativa traduz o tecido da realidade de nossa organização social.

    Apresentando 76 personagens, a maioria deles crucialmente importante para a narrativa, o filme dos irmãos Russo é uma verdadeira anomalia: não há nada, em toda a história da sétima arte, como Guerra Infinita. O épico, de fato, é um verdadeiro experimento do Universo Cinematográfico Marvel baseado em uma pergunta muito simples, ainda que megalomaníaca: é possível concretizar uma narrativa com quase 100 personagens em apenas duas horas e meia de maneira coesa? Bem, a resposta é positiva, uma vez que o quarteto criativo responsável, incluindo os corroteiristas Christopher Markus e Stephen McFeely, criam uma obra visualmente empolgante, alimentando-se de todas as qualidades do UCM; unindo pela primeira vez os Vingadores aos Guardiões da Galáxia; e introduzindo um vilão complexo por meio do Thanos de Josh Brolin. No entanto, a o excesso da empreitada cobra seu preço: essencialmente, Guerra Infinita não tem personalidade estética, e muito em decorrência da carência de um protagonista delimitado.

    Por mais que o Titã Louco seja o personagem principal inequívoco de Guerra Infinita, seu arco narrativo não corresponde ao de um protagonista. Thanos, em sua busca pelas seis Joias do Infinito para restaurar o equilíbrio do universo - matando metade da população no processo, diga-se de passagem -, tem um objetivo claro, oponentes que se colocam em seu caminho, é assombrado por fantasmas, passa por provações, concretiza sua missão, mas não evolui. Essencialmente, portanto, o antagonista de Guerra Infinita não tem uma curva dramática demarcada. As revelações sobre seu caráter - no fundo, o Titã Louco é um pai que se importa com a filha adotiva, Gamora (Zoe Saldana) - são diluídas pelo ritmo de locomotiva sem freio do filme. O calcanhar de aquiles do longa é sua estrutura: uma sequência de piadas e cenas de ação pontuadas por momentos de choque e poucos momentos genuínos de drama.

    A ausência da curva dramática fundamenta Guerra Infinita como um pastiche dos filmes anteriores do UCM, copiando a estética estabelecida pela Marvel e distanciando-se de um núcleo narrativo mais susbtancial. A impressão de que estamos vendo todos os filmes do estúdio e nenhum ao mesmo tempo se dá porque Guerra Infinita é um produto comercial milimetricamente calculado para evitar as narrativas. É evidente que construir um experimento tão ousado e carregado de tantos personagens quanto este de outra forma seria muito difícil - mas não impossível, como O Retorno do Rei, filme de estrutura similar, prova. Realocar a cena em que Thanos precisa assassinar Gamora para possuir a Joia da Alma, o clímax da narrativa, para o encerramento da trama resolveria algumas questões; no meio da projeção, entretanto, a cena se perde por causa da contínua sucessão de combates e gags.

    No fim das contas, Guerra Infinita é um evento cinematográfico espetacular, repleto de visuais impressionantes, pura técnica e humor funcional; um dos melhores e mais divertidos acontecimentos de todos os tempos. Para além disso, contudo, também é um filme bastante raso, uma aventura cujo espetáculo não consegue mascarar a falta de profundidade após inúmeras visualizações. E isso diz muito, mas muito sobre a era em que vivemos.

    (continua)

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    Comentários
    • Robson
      Não entendo porque depois de três semanas, tem gente que ainda procura alguma coisa para desmerecer um filme que preza por um bom entretenimento. Porque não faz como a revista exame que conseguiu explicar e demonstrar os diferentes tipos de liderança trabalhados com os personagens, e sem precisar utilizar spolier como apoio no texto.uma aventura cujo espetáculo não consegue mascarar a falta de profundidade após inúmeras visualizaçõesQuer muita profundidade assista a um documentário. Não filmes de super heróis
    • Danilo Zanaga
      Ganhou um like. O filme é sensacional, a critica acerta em dizer que o fime é o climax Marvel, mas erra no escapismo. A essencia do cinema é nos desconectar da realidade e entrar na aventura
    • Pessoa
      O entretenimento escapista quase sempre existiu, mas pelo menos tinha uma certa consistência e emoção. O que caracteriza o escapismo atual oferecido pela Marvel é que tudo é muito raso e superficial, algo característico das redes sociais. Segundo um artigo que li recentemente, o grande sucesso de filmes como Pantera Negra ou Vingadores é excelente para a Disney/Marvel entretanto é horrível para o cinema em geral porque pode estar prejudicando a bilheteria dos outros filmes. Não tenho certeza se isto é verdade, mas o lado terrível disso tudo é que os espectadores ficam viciados no mais do mesmo do Marvel e parece que desprezam obras mais originais. Neste cenário asfixiante não existe muito espaço para a criação de novas e originais mitologias como por exemplo Matrix, Mad Max e Alien. E cineastas talentosos e originais como Alfonso Cuaron, Alex Garland e Dennis Villeneuve que criaram ótimas ou interessantes obras no terreno da ficção científica não ganham a atenção devida. Não é de se estranhar que muitos tenham considerado Gravidade do Cuaron chato. Não tem o colorido estridente, a ação desenfreada e descerebrada, o humor banal e raso dos filmes produzidos por Kevin Feige. Os filmes da Marvel são só isso, muito barulho por nada.
    • Rodrigo Morilla
      O fato é que o filme tem que atingir o maior número pessoas... a intenção nunca foi usar um filme baseado em quadrinhos pra te passar uma reflexão moral ou realista. Vá assistir um documentário quem quiser isso. Ali é puro entretenimento e a Marvel sabe fazer.Quanto as reclamações técnicas tem que entender que esse não é um filme convencional pra ser julgado isoladamente, não segue a cartilha com parte pra desenvolver personagens, mostrar os arcos e ter um confronto final no terceiro ato. NÃO PRECISA, TODO MUNDO CONHECE OS PERSONAGENS!!! Muitos tiveram seus próprios filmes isolados só pra desenvolver isso.Esse filme é um fan-service do seu próprio universo, fazendo referências de seus filmes anteriores e juntando tudo pra um grande evento.É como uma série nos cinemas! Algo episódico, feito pra quem já conhece os filmes anteriores... é como uma série que teve um episódio foda, mas que pra quem ver esse episódio sozinho não entenderá o contexto não terá essa sensação impactante.Enfim... A discussão do escapismo é válida, mas não acho que o filme quis se aproveitar desse sentimento. O filme é simples em alguns aspectos pois já teve uma base construída e acho que esse é o mérito do sucesso. O reflexo do sucesso é isso e não pq montaram intencionalmente um filme ótimo para se esquecer dos problemas da vida e do mundo.
    • Edvaldo Marcelo Alves
      Boa! Adoro Cinema tá numa de politizar e empoderar, daqui a pouco se tiver o Bob Esponja 2 nem esse vai escapar!
    • Charles M.
      no cinema em que voce foi aposto que tinha uns filmes cabeça, ou, a grana do ingresso dava pra voce pagar um mês de netflix, la tem filmes cabeça...a classificacao foi 12 anos, o que voce queria pro pivete pre-adolescente?
    • Charles M.
      falou e disse meu brodher, essa galera que se doi com tudo ate com filmes infantis e foda de chato, pois o cara fez duas paginas inteiras de inveja.kkkk
    • Charles M.
      ligo o a tv, so vejo desgraça, na trama real vida não existe esperança, você ainda quer que o cinema perca ? sonhar no mundo de herois veio desde de a inafancia. critica inutil, com todo respeito.
    • joao vitor
      Guerra infinita não é um filme pra colocar nos cinemas grandes discursos sobre os momentos do qual estamos passando nem pra ter uma carga dramática digna de osca, como você mesmo falou é um blockbuster e eu sei que o fato de ser um blockbuster não significa que não pode falar sobre assuntos importantes, mas vc concorda comigo que mulher maravilha e pantera negra são filmes que necessitava ser mais dramáticos prq não dari pra fazer um filme com uma mulher poderosa sem falar do feminismo, ou um filme que se passa na África se, falar sobre o papel dos negros na sociedade e foram ótimos filmes.Já guerra infinita é um filme pros fãs dos hqs e do ucm que tá esperando desde a cena pós-creditos do primeiro vingadores esse vilao chegar, ver qual era a motivação dele e o que ele faria. Entao sem problema nenhum eu falo que a Marvel fez um excelente trabalho prq é muito difícil fazer um filme assim. Já era um trabalho difícil conseguir entregar um bom filme em termo de história e de vilão prq todos queriam ver o thanos e vc ainda faz todo um texto pra falar como o filme é raso e como ele peca em usar o escapismo de forma fraca. Me perdoe mas foi uma ctitica bosta e muito fraca prq eu e milhares de outras pessoas nos entretermos muito com o filme e esquecemos completamente do resto do mundo enquanto estava olhando pra tela e quando acabou não dava nem vontade de sair
    • Edvaldo Marcelo Alves
      O autor deste texto se esqueceu que a empresa dona da Marvel é a maior empresa de entretenimento do planeta e o seu maior público é o infantil. É óbvio que tem que ser superficial, pois isso também provocará aumento de venda de gibis, lancheiras, bonecos, dvds....Thanos é um vilão tosco, que arranha as suas convicções em um verniz de Filosofia na dose certa para todo mundo comprar a sua imagem.....e se bobear, vai ter criança querendo comprar a lancheirinha do Thanos, sim! Quem vai no cinema apenas quer uma diversão, se distrair, dar umas risadas, ter assunto para falar. Assim como tem gente que também faz os seus escapismos com futebol, sexo, dançar....Também acho que não precisava fazer todo este textão, quando estou a fim de ver um filme que me faz pensar, procuro um pouco mais, vejo no youtube, telecine cult ou qualquer outra mídia disponível.
    • Doctor John Smith
      concordo, amo filmes de heróis mas isso não deixa de ser verdade.infelizmente o publico esta cada vez menos interessado em filmes como blade runner,outro ótimo exemplo de blockbuster do anos passado é planeta dos macacos: a guerra, e infelizmente os 2 filme grandes com alma do ano passado foram fracassos comerciais.
    • Doctor John Smith
      excelente texto. Não poderia concordar mais, claro que eu adorei o filme e me emocionei , mas isso não tira o fato que os grande filmes são cada vez mais escapismos baratos, que apesar de esfeitos grandiosos no fim não passam de filmes vazios
    • Lucas Bishop
      Guerra Infinita é superficial sim, mas assim como Pantera Negras e Mulher Maravilha o são não há nada de tão dramáticos nesses duos últimos vamos fazer uma crítica coerente por favor. Blockbuster dramático? Blade Rubber 2049, ai sim podemos dizer que é algo além de um escapismo barato proporcionado pelos filmes de Super Heróis, tocos eles sejam Panteras Homens de Ferro e mulheres maravilhas, todos rasos.
    • Jc V.
      Guerra Infinita é um filme superficial. O Gelo é frio.Essas são conclusões que até um macaco pode chegar. Um texto desse tamanho pra dizer algo tão óbvio que eu consigo resumir em uma frase: Os grandes estúdios não estão preocupados com conteúdo, só com lucratividade. Ponto.Pra atingir grandes bilheterias é preciso ser raso, básico. Ou melhor, essa não é uma condição, porém é o caminho mais fácil e seguro. Vale lembrar que o público alvo do MCU são as crianças (sim, os marvetes podem espernear). Portanto para os produtores nem faz sentido investir em um conteúdo pesado se o grande público não vai entender (nem tem interesse).Enfim, também não quero ficar dizendo o óbvio. Quando Aristóteles fez sua análise sobre o teatro dramático (o sistema trágico-coercitivo), que é facilmente adaptável para o cinema Hollywoodiano, ele expôs algo crucial: pro público ser cativado é preciso que haja identificação com a obra (personagens, enredo, etc). Ou seja, pessoas superficiais se identificam com obras superficiais. Por isso que os filmes Marvel, V&F, e até Transformers fazem tanto sucesso.Sobre Thanos, isso tbm pode ser analisado do ponto de vista Aristótelico: Thanos exprime o pensamento atual da nossa sociedade atual, a vontade de aniquilar a outra metade (a direita quer destruir a esquerda, e vice-versa), por isso é fácil, inconscientemente, se identificar com os ideais dele (a chamada Agnorisis). Nesse sentido, o fato de Thanos ser politicamente neutro ajuda nisso, pois é possível pra todos se projetar nele. O problema exposto pelo redator é que não existe a catástrofe. Thanos não cai, não evolui, nem se redime. Mas pra isso vale novamente eu dizer uma obviedade aparentemente esquecida pelo autor do texto: Guerra Infinita é apenas a Parte Um do arco. Thanos vai ser derrotado, vai ter oq merece, e então haverá a catarse. Alguém dúvida?Enfim, do ponto de vista macro, sempre existirão Nolans, Spielbergs, Villeneuves, artistas para fazerem filmes mais cabeça. Basta assistir eles. Eu prefiro.De maneira geral o público (talvez toda humanidade) está emburrecendo, isto é um fato. O molde dos blockbusters pode ser um analisador disso (essa, creio eu, é a proposta da matéria),mas afirmar uma obviedade como essa também, por si só, não contribui nada para a questão.
    • Jc V.
      O controle populacional era tema há uns 30 anos atrás, quando a trama original dos quadrinhos foi pensada. Hj em dia a população do mundo tá estabilizando, e regredindo. Portanto, essa temática é totalmente fora de timming.O que acaba com os recursos naturais não é o excesso de pessoas, e sim a falta de reaproveitamento (reciclagem) de material. Pra um cara tão esperto Thanos devia ter pensado nisso antes de deletar a geral kkVingadores não é um filme com conteúdo. Tem um vilão acima da média, mas conteúdo não tem
    • Allan Nascimento
      Vingadores é um filme com conteúdo! a ídeia de Thanos é um assunto que muitos defendem! sobre controle populacional, tenho certeza que muitos que assistiram vingadores perceberam em Thanos uma ideia próxima sobre a utilização de recursos do planeta. Achei o filme melhor do que imaginei! quando vi um Thanos que não era aquele vilão que só quer dominar por dominar e se achar o tal, me espantou! Ali era um personagem que tem um ideal e ele vai pensando fazer o que acredita ser o certo! é errado a forma como ele faz? aí é outra coisa a se debater, ele demonstrou amor, ele não é um vilão desses tradicionais que apenas são mal e pronto! Vingadores trás um debate sobre a utilização dos recursos no planeta! Tem recurso para todos? É possível a população aumentar sem interferir na distribuição para todos? será que não existe recurso para todos e o que falta é uma distribuição melhor? Pensamentos Capitalistas e Socialistas entre outros podem ser colocados! Esse filme não é um filme qualquer, ele é um filme que vai além de super heróis com super poderes lutando contra o vilão!
    • Cormano
      É tão difícil julgar esse filme individualmente, sem considerar os filmes solos, que até o autor se atrapalhou nessa análise.Eu prefiro ver o filme apenas como um grande clímax. Guerra Infinita pode ter essas falhas, mas deveríamos mesmo pensar nesse filme fora do propósito?
    • Danilo
      No aspecto espetáculo, todos os Vingadores não são filmes, são o 4º ato dos outros filmes. Consegue se acompanhar apenas um herói e entender os Vingadores, mas se acompanhar apenas os filmes solos, não se consegue entende-lo sem ver o Vingadores
    • Vidamell Vida R.
      AdoroCinema matéria ótima!!!
    • Jack Sobral
      Como você é chato... todo crítico o é... só se o filme tivesse + de 6 horas de duração, pra termos essa imersão narrativa que vc tanto cobra!!! Ninguém aguentaria
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