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    Autora de O Diário da Princesa conta que escreveu história de Star Wars focada na tia de Luke Skywalker
    Por Vitória Pratini — 6 de ago. de 2017 às 11:11

    Meg Cabot ainda por que o pai de Mia foi cortado da versão cinematográfica.

    Para celebrar os 40 anos da franquia Guerra nas Estrelas, chegará às livrarias em outubro de 2017 a antologia "Star Wars: From a Certain Point of View", com textos de mais de 40 autores que contarão 40 histórias a partir da perspectiva de personagens coadjuvantes da saga. Uma dessas escritoras será Meg Cabot, criadora da saga O Diário da Princesa, que escreveu uma história focada na tia de Luke Skywalker (Mark Hamill), Beru (Shelagh Fraser/Bonnie Piesse).

    Em entrevista ao Entertainment Weekly, Cabot contou que se envolveu com o projeto da antologia pois sempre foi fã da franquia criada por Guerra nas Estrelas: "Quando eu tinha dez anos, vi o primeiro filme, Uma Nova Esperança, nos cinemas, e apenas, ali mesmo, meu amor por todas as coisas de Star Wars nasceu – particularmente a Princesa Leia. Comecei a escrever fanfics de Star Wars, é claro, porque era o que se fazia naquela época. Isso realmente me ajudou a me tornar uma escritora e, pouco a pouco, comecei a inventar meus próprios países - como você sabe, Genovia foi o país que inventei – e constituí minha própria princesa. Foi assim que aconteceu. Então eu tinha todas as figuras de ação, e eu tentava levar as outras crianças para brincar comigo, mas todas as garotas queriam ser a Princesa Leia, e eles só iriam brincar se pudessem ser a Princesa Leia. Então eu tive que ser todos os outros personagens [risos]. Acho que realmente me ajudou como escritor, porque eu tinha [que fazer diferentes perspectivas]."

    E continuou: "Então, quando eles de fato me contataram para integrar 'Star Wars: From a Certain Point of View', eu fiquei, tipo, 'Oh, eu posso fazer isso. Eu posso ser qualquer um'. Eu fui todos eles, mas realmente queria ser a tia Beru porque eu simplesmente a amo. Quero dizer, antes de tudo, ela é uma das únicas outras personagens femininas [risos], o que é um pequeno problema – não houve muitas outras mulheres. Mas também, se não fosse por ela infelizmente – alerta de spoiler – ter morrido, você sabe, Luke nunca teria saído e salvado o universo.... Eu senti como se ela fosse um personagem realmente importante e nunca pôde ser realmente glorificado da maneira que ela precisava, então, essa é minha personagem."

    E como vai ser essa história focada na tia Beru? "Tudo é canon. Bem, ela está morta, obviamente, então está olhando de volta para sua vida inteira; logo não inclui algumas coisas que aconteceram nas prequels... Ela é muito mais ousada, coloquemos assim, do que alguém pensaria em Uma Nova Esperança, e talvez ela tivesse tido outros planos, você sabe? Ela pode ter tido alguns sonhos em sua vida, além de apenas criar essa criança, embora ela o amasse muito e fiquei feliz em fazer isso no final."

    Todos os autores participantes de "Star Wars: From a Certain Point of View" concordaram em não receber por seu trabalho e doar todo o valor recebido pela venda dos livros para a instituição First Book, que ajuda crianças, educadores organizações com novos livros, material didático e outros itens necessários para a educação.

    Cabot também falou sobre as diferenças entre os livros e filmes de O Diário da Princesa, cujo terceiro longa-metragem deve sair do papel muito em breve.

    Nas versões cinematográficas, o pai de Mia (Anne Hathaway) faleceu, enquanto nos livros ele permanece vivinho da silva. A autora explicou como foi aceitar essa decisão da Disney – e o que isso teve a ver com Julie Andrews, escalada como a avó Clarisse.

    "Foi realmente divertido, porque eu estava trabalhando no meu trabalho diurno ainda quando recebi o telefonema de que a Disney tinha optado pelos direitos do filme - não podia acreditar, pensei que era uma piada, mas acabou por ser verdade. [Risos.] E então eles disseram: 'Há apenas uma coisa', e é que eles tiveram que matar o personagem do pai em meu livro. Quero dizer, ele está completamente vivo em todos esses livros - e é por isso que temos o personagem de Olivia [a irmã mais nova de Mia, que ganhou uma série de livros spin-off]. Ele desempenha um papel importante nos livros. Eu fiquei, tipo, 'Oh, meu Deus, o que ele fez?' [Risos] Eu esqueci que era Disney e eles sempre matam todos os pais em todos os filmes [risos]. E eles disseram: 'Bem, nós temos essa atriz, que é uma grande atriz, que queremos que interprete a avó. E nós queremos tornar seu papel muito maior, e meio que aumentar as apostas, e lhe dar muito mais falas, e nós pensamos que podemos lhe dar as falas do pai'. E fiquei, tipo, 'Bem, quem é a atriz?' E eles falaram 'Julie Andrews'. E eu 'Oh meu Deus, mate o pai.' [Risos] Eu fiquei, tipo, é Julie Andrews, com certeza."

    Sobre o fato de Clarisse ter uma personalidade um tanto quanto odiosa nos livros, Cabot explicou que a Disney até tentou tornar a personagem horrível, mas o fato de ser Julie Andrews, uma pessoa "simpática e divertida", foi bem difícil. Ainda assim, segundo Cabot, a produção criou o Joe (Hector Elizondo), que ganhou um papel mais paternal e acabou dando um romance para Andrews. "Foi bem agradável, doce, e um toque bem [do diretor] Garry Marshall. E Hector Elizondo está em todos os filmes de Garry Marshall, de modo que foi um papel muito legal para ele."

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