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    Stephen King volta a criticar O Iluminado de Stanley Kubrick: "Um lindo Cadillac sem motor"
    Por Rodrigo Torres — 3 de fev. de 2016 às 19:19

    O escritor ainda citou as melhores adaptações de seus livros e deu sua aprovação a Lars Von Trier e Ben Affleck.

    Stephen King não esconde sua insatisfação com a mais aclamada adaptação de um livro seu: O Iluminado, de Stanley Kubrick. Segundo ele, Wendy é uma das representações mais misóginas do cinema, não fazendo nada além de gritar e agir de maneira estúpida. Ele ainda reclama do tom frio do filme, distante da essência de sua obra como um todo. Ou seja: ele não gostou nem um pouco da adaptação. Tanto que continua criticando-a, 30 e poucos anos após o seu lançamento.

    Em entrevista ao Deadline (realizada há algum tempo e só publicada ontem), Stephen King morde e assopra, sendo mais irônico, mordaz. "Eu acho O Iluminado lindo, tem um visual incrível. Como eu disse antes, é um Cadillac grande, lindo, sem um motor dentro", disse ele, minimizando suas palavras: "Quando [o filme] estreou, muitas críticas não era favoráveis, e eu era um desses críticos. Eu mantive a boca fechada na época, mas eu não liguei muito pra isso", termina.

    Nem mesmo o icônico Jack Torrance é poupado pelo escritor. Segundo ele, o personagem não tem arco nenhum. "Na primeira vez que vemos Jack Nicholson, ele está no escritório do Sr. Ullman, gerente do hotel, e você sabe, ali, que ele é louco de pedra. Tudo que ele faz é ficar ainda mais louco. No livro, ele é um cara lutando por sua sanidade que finalmente a perde. Para mim, isto é uma tragédia. No filme, não há tragédia, pois não há mudança real", explica King.

    Apesar disso, o cultuado escritor pondera que Stanley Kubrick foi um cara muito inteligente, e fez alguns dos filmes mais importantes para ele, como Dr. Fantástico e Glória Feita de Sangue. E conta algo interessante de seu contato pessoal com o lendário cineasta: ""Cara, ele era um homem muito provinciano. No sentido de encontrar com ele, conversar com ele e ele ser capaz de interagir perfeitamente e você nunca sentir que ele está ali por completo. Ele era preso em si mesmo."

    Por fim, Stephen King aponta os dois cineastas que gostaria que adaptasse seus livros: Lars von Trier, a quem julga como "o diretor mais talentoso e incrível do mundo"; e Ben Affleck, que já esteve cotado para adaptar "A Dança da Morte". Ele ainda mencionous as duas adaptações de seus livros que prefere: Conta Comigo, de Rob Reiner, e Um Sonho de Liberdade, de Frank Darabont.

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