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    Festival de Toronto 2015: Sandra Bullock protagoniza comédia em papel que seria de George Clooney
    Por Renato Hermsdorff — 13 de set. de 2015 às 17:55

    E já é cotada para o próximo Oscar.

    WireImage/Getty for TIFF
    Depois de ter recebido o Oscar de Melhor Atriz por Um Sonho Possível (2009), Sandra Bullock se aliviou da pressão de ter que ter uma estatueta dourada na estante da sala e resolveu se divertir de vez com papéis não tão sérios assim. Ela estrelou comédias românticas, assumiu o projeto de As Bem Armadas (que vai ganhar continuação), a dublagem da vilã Scarlet Overkill no hit Minions e, agora, Our Brand is Crisis, do mesmo diretor do "besteirol" Segurando as Pontas (2008), David Gordon Green, em estreia mundial no Toronto International Film Festival (TIFF) 2015.

    WireImage/Getty for TIFF
    Grant Heslov (produtor), Sandra Bullock, David Gordon Green e George Clooney no tapete vermelho.
    Baseado em um documentário de mesmo nome lançado em 2005 por Rachel Boynton, o novo filme conta a história de Jane Bodine (Bullock), uma especialista em marketing político aposentada, que volta à ativa para desafiar o antigo rival, Pat Candy (Billy Bob Thornton), assessorando um candidato à presidência da Bolívia.

    O papel havia sido escrito inicialmente para ser interpretado por um homem, como revelou a atriz em conversa com o público, depois da projeção do filme no Princess of Wales Theater. Mas não qualquer homem. George Clooney, produtor do longa, era o protagonista inicial dessa história. “George poderia ter ficado com o papel, mas talvez eu pudesse interpretá-lo melhor”, brincou (brincou?) ela, em resposta a pergunta de um fã. “Ela ligou dizendo que queria fazê-lo”, se absteve o colega de elenco de Gravidade, também presente na sessão.

    Divulgação
    Sandra e Joaquim de Almeida (o candidato dela) em cena.
    Ao anunciar a exibição do filme, o diretor artístico do TIFF, Cameron Bailey, chamou a atenção para o fato de que Gordon Green, também presente, “sabe combinar comédia e drama sem contradição”. Não foi exatamente o que se viu na tela. O novo filme do diretor do drama Manglehorn – exibido na edição 2014 do festival – se sai melhor nas cenas de “porralouquice”.

    Em um dado momento, por exemplo, Jane une força com dois jovens para fazer um estilingue de “geleca” para atirar contra o seu competidor; em outro, faz um “bundalelê” quando o ônibus do candidato que defende ultrapassa o veículo do adversário – cena que foi duas vezes aplaudida pelo público que lotou o teatro. Mas quando se propõe a ser sério, Our Brand Is Crisis – ainda sem previsão de estreia no Brasil – soa falso, e o diretor perde a oportunidade de fazer uma boa sátira política.

    Mesmo assim, o burburinho de Oscar – de uma possível indicação para a atriz – começou a ganhar força logo após a exibição. (E, caso você esteja se perguntando, a resposta é "não", a bunda não é de Sandra Bullock).



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