Em uma das cenas mais marcantes de Oppenheimer, Christopher Nolan coloca Albert Einstein conversando com J. Robert Oppenheimer sobre as consequências da bomba atômica. O ator Tom Conti tem uma curta, mas importante, participação no papel do cientista e passou por uma transformação visual para interpretar o personagem.
Tom Conti não ficou nada feliz com a mudança visual para Oppenheimer
Universal Pictures
No livro "Unleashing Oppenheimer: Inside Christopher Nolan's Explosive Atomic-Age Thriller", de Jada Yuan, o diretor de elenco John Papsidera comentou sobre a escalação de Tom Conti como Albert Einstein em Oppenheimer (via Slash Film).
De acordo com Papsidera, o ator não ficou nada feliz com a mudança visual que precisou fazer para interpretar o físico teórico no filme, deixando bigode e cabelo crescerem.
Essa foi a pior parte de tudo, porque eu odeio cabelo tão comprido e não suporto ter bigode. Quer dizer, você não consegue comer sopa, espaguete, nada disso. A vida fica muito prejudicada com essa aparência cabeluda
Tom Conti já havia trabalhado em Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge com Christopher Nolan, que explicou no livro a escolha do ator como Einstein.
"Ele é um ator realmente maravilhoso que também tem uma semelhança impressionante com Einstein em seus últimos anos. E acho que o que Tom compartilha como ator com o velho Einstein é essa qualidade paternal. Este é um homem que entende tudo, mas tem um aspecto muito, muito positivo e reconfortante em seu comportamento, algo que eu não acho que Oppenheimer compartilhasse", explicou o diretor sobre a escalação.
Qual é a história de Oppenheimer?
Oppenheimer é ambientado na Segunda Guerra Mundial e acompanha a vida de J. Robert Oppenheimer (Cillian Murphy), físico teórico da Universidade da Califórnia e diretor do Laboratório de Los Alamos durante o Projeto Manhattan – que tinha a missão de projetar e construir as primeiras bombas atômicas. A trama acompanha o físico e um grupo formado por outros cientistas ao longo do processo de desenvolvimento da arma nuclear que foi responsável pelas tragédias nas cidades de Hiroshima e Nagasaki, no Japão, em 1945.