Antes de entregar dois excelentes capítulos de Planeta dos Macacos: O Confronto e Batman, o diretor Matt Reeves assinou um dos grandes filmes de ficção científica dos anos 2000: Cloverfield - Monstro.
A história se passa em Nova York, a cidade que nunca dorme. Naquela noite, porém, talvez fosse melhor que tivesse permanecido adormecida. Para celebrar a mudança de Rob (Michael Stahl-David) para o Japão, cerca de 40 amigos se reúnem em um apartamento em Manhattan. Risadas, música, brindes e despedidas marcam as últimas horas de tranquilidade antes da viagem.
Com uma câmera na mão, Hud (T.J. Miller) registra cada momento da festa sem imaginar que está filmando os últimos instantes de um mundo ainda intacto. Então a terra começa a tremer. Nas ruas, multidões atônitas olham para o céu noturno em busca de uma explicação para o inexplicável. De repente, um estrondo colossal rompe a escuridão. Algo está se aproximando, algo gigantesco.
Enquanto o pânico toma conta da cidade, a cabeça da Estátua da Liberdade atravessa as avenidas de Manhattan rolando pelo asfalto como um prenúncio do fim do mundo. Não é um atentado, não é um desastre natural. É algo pior.
Enquanto o exército tenta conter o caos e a cidade mergulha em um cenário apocalíptico, Rob e seus amigos se aventuram pelo coração do inferno para encontrar uma de suas companheiras desaparecidas. Antes do amanhecer, eles descobrirão que alguns monstros não destroem apenas cidades — eles também devoram as últimas esperanças daqueles que vivem nelas.
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O terror que espreita na cidade
Misturando influências de Jurassic Park, O Hospedeiro, Godzilla e A Bruxa de Blair, Cloverfield causou enorme impacto quando chegou aos cinemas em 2008. Aliás, foi justamente Godzilla que inspirou a criação do projeto. Durante uma viagem ao Japão para promover Missão Impossível 3, o produtor J.J. Abrams visitou uma loja de brinquedos com seu filho. Ao ver a enorme quantidade de produtos relacionados ao famoso monstro japonês, teve a ideia de criar um equivalente norte-americano.
Um fato curioso é que a criatura de Cloverfield nunca recebeu um nome oficial. Durante as filmagens, a equipe a chamava apenas de "Clover". Essa falta de identidade faz parte da proposta do filme. Os produtores decidiram não revelar a origem do monstro nem explicar exatamente o que ele é.
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Segundo J.J. Abrams: "Ele é um bebê. Um recém-nascido. Está confuso, desorientado e irritado. E passou anos preso no fundo do oceano." Para Matt Reeves, Cloverfield vai muito além de um simples filme de monstros: "Assim como Godzilla refletia o medo da bomba atômica e de Hiroshima, o monstro de Cloverfield é uma metáfora do nosso tempo, uma forma de falar sobre esse sentimento de medo sem minimizá-lo ou explorá-lo."
Um monstro sem nome e sem explicações
Nos Estados Unidos do pós-11 de Setembro, muitos analistas interpretaram a criatura como uma representação do terrorismo e da sensação de vulnerabilidade que marcou o país após os atentados.
Uma leitura fascinante para um filme que continua sendo uma das produções mais singulares da ficção científica moderna. Cloverfield - Monstro está disponível no catálogo do Prime Video para compra ou aluguel e no streaming gratuito do Mercado Livre.