Guillermo del Toro permanece no centro das conversas entre cinéfilos após o impacto causado por Frankenstein, filme que continua sendo um dos mais comentados de sua filmografia recente – e, inclusive, marcou a temporada de premiações de 2026. Mas muito antes de conquistar o público com a adaptação de Mary Shelley, o diretor mexicano já havia encontrado seu universo criativo em Guadalajara, cidade na qual passou parte de sua infância e onde nasceu seu fascínio por monstros, fantasia e temas góticos.
O lugar onde tudo começou para Guillermo del Toro
Como costuma acontecer com grandes cineastas, a história criativa de Del Toro tem um ponto de origem muito específico: a casa de sua avó em Guadalajara. Localizado na esquina das ruas Pedro Moreno e Emeterio Robles Gil, o imóvel faz parte dos espaços que marcaram sua infância. Hoje, o prédio funciona como um restaurante chamado Gato Negro, mas a fachada de tijolos e estilo tradicional ainda conservam aquele ar que inevitavelmente evoca o passado do cineasta.
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É fácil imaginar um jovem Guillermo explorando cada canto, construindo em sua mente criaturas, atmosferas sombrias e mundos impossíveis que, anos mais tarde, dariam forma a filmes como Cronos, A Espinha do Diabo e A Forma da Água.
Um dos fatos mais fascinantes por trás dessa história não está exatamente dentro da casa. A poucos quarteirões da propriedade fica a icônica Paróquia El Expiatorio, uma joia arquitetônica em estilo neogótico que, segundo diversos relatos de sua infância, teria sido um de seus primeiros contatos visuais com essa estética.
Esse detalhe é fundamental para entender por que os filmes de Del Toro estão tão profundamente ligados a sombras, criaturas melancólicas, igrejas imponentes e atmosferas sombrias. Basta observar a identidade visual de A Colina Escarlate ou mesmo a estética de Frankenstein para perceber essa conexão.
A casa de del Toro fascina os fãs até hoje
Hoje, a casa de Guillermo del Toro em Guadalajara se tornou um local de curiosidade para os fãs do diretor e amantes do cinema fantástico. Para além da sua aparência, o lugar representa o início de uma imaginação que transformou para sempre o cinema de terror e fantasia produzido no México.
A casa guarda não apenas memórias familiares, mas também as origens simbólicas de uma das mentes mais brilhantes do entretenimento contemporâneo. E, para quem ama sua filmografia, ver como ela está hoje é quase como vislumbrar o primeiro storyboard de seu universo criativo.