Robert Pattinson demonstrou ser um ator capaz de participar de projetos dos mais variados. Alguns de seus filmes, como The Batman, são blockbusters, e outros são mais independentes e de cineastas com um estilo muito claro, como O Farol; mas em 2020 ele coestrelou um longa que deixou Denis Villeneuve tão impressionado que o cineasta de Duna e Blade Runner 2049 foi ao cinema várias vezes para vê-lo.
Pode ser que citar o ano de estreia do filme que tanto agradou Villeneuve já tenha lhe dado uma boa pista de qual título se trata. Em 2020, em pleno ano da crise do Coronavírus, os cinemas fecharam suas portas — como tantos outros comércios — e a primeira grande estreia do ano chegou pelas mãos de Christopher Nolan com Tenet.
Denis Villeneuve ficou impressionado com Tenet de Christopher Nolan
O filme do diretor de A Origem é um thriller de espionagem e de ficção científica no qual o protagonista, interpretado por John David Washington, é recrutado para realizar uma missão importante: impedir um mafioso chamado Andrei Sator (Kenneth Branagh). Em sua difícil tarefa ele não estará sozinho, pois contará com a ajuda de Neil, vivido por Pattinson. Tudo isso com um elemento curioso envolvido: a possibilidade de retroceder em eventos que já ocorreram.
Para Villeneuve, Tenet é um filme muito complexo, mas também uma autêntica explosão para o espectador. Como conta o diretor sobre a obra de Nolan: "Fiquei impressionado com Tenet. Acho que é uma obra-prima. Acho que é um filme que representa uma conquista cinematográfica incrível. Acho que é um filme muito complexo. Me diverti muito, assisti várias vezes e cada vez foi uma explosão, e acho que o nível de domínio de Christopher Nolan é inigualável".
Villeneuve contou em mais de uma ocasião que Nolan é uma inspiração para ele. Em 2017, ano em que estreou Dunkirk, ele disse o seguinte ao IndieWire sobre o cineasta:
Pegar conceitos intelectuais e levá-los nesse nível para a tela neste momento é muito raro. A cada filme que ele faz, admiro mais o seu trabalho.
Tenet arrecadou mais de 365 milhões de dólares em todo o mundo (aproximadamente R$ 1.883.400.000,00 na cotação atual). São números bons, levando em conta como o mundo estava naqueles momentos: em plena pandemia e com os cinemas operando com importantes medidas de segurança para evitar contágios.