Quando Clint Eastwood embarcou em sua estreia na direção em 1971, ele era uma estrela de cinema mundial havia apenas uma década, graças ao enorme sucesso de sua incursão nos faroestes italianos com Sergio Leone – mas ele sabia que queria experimentar estar atrás das câmeras também.
Uma grande estreia na direção
Apesar de sua ascensão como astro de filmes de faroeste, a primeira experiência de Eastwood atrás das câmeras foi apostando em um gênero bem diferente, o suspense. Em Perversa Paixão, ele próprio interpretou um locutor de uma pequena estação de rádio local atormentado por um perseguidor psicopata.
Universal Pictures
Após essa primeira experiência, Eastwood nunca mais parou de dirigir. Depois de receber elogios por filmes como O Estranho Sem Nome, Josey Wales, o Fora-da-Lei e O Destemido Senhor da Guerra, Eastwood alcançou um dos pontos altos de sua carreira com Os Imperdoáveis, pelo qual ganhou o Oscar de Melhor Filme e Melhor Diretor em 1993. Em 2005, ele repetiria o feito com Menina de Ouro.
Clint Eastwood não pretendia continuar dirigindo filmes
Aos 95 anos, Clint é uma lenda viva do cinema e, embora circulem rumores de que talvez nunca mais o vejamos atrás das câmeras, ele jamais anunciou oficialmente sua aposentadoria. É particularmente interessante ouvir como ele avaliou sua carreira como cineasta há 54 anos, bem como sua perspectiva sobre a indústria cinematográfica naquela época.
"Fazer as duas coisas ao mesmo tempo [dirigir e atuar] é um pouco caótico, mas eu gostei", refletiu Eastwood sobre sua estreia na direção numa entrevista com Bill Carlson em 1972. "Não é algo que eu queira fazer para sempre", admitiu, acrescentando que ainda apreciava muito seu trabalho exclusivamente como ator.
Naquela época, ele provavelmente não imaginava que ainda seria uma parte tão importante da indústria 50 anos depois.