Menos de duas horas de duração: Essa é a ficção científica de Hugh Jackman que foi injustiçada pelo público
Nathalia Jesus
Nathalia Jesus
-Redatora e crítica
Jornalista apaixonada por cinema, televisão e reality show duvidoso. Grande entusiasta de dramas coreanos e tudo o que tiver o dedo de Phoebe Waller-Bridge.

Lançado em meio à estratégia híbrida da Warner em 2021, Caminhos da Memória passou despercebido nos cinemas e no streaming, apesar de apostar em ficção científica noir, clima distópico e um Hugh Jackman fora do padrão dos blockbusters.

Em 2021, a Warner Bros. enfrentou um cenário instável provocado pela pandemia e adotou um modelo inédito: estreias simultâneas nos cinemas e no HBO Max. Alguns títulos se beneficiaram da estratégia, enquanto outros não conseguiram gerar tração suficiente. Entre eles esteve Caminhos da Memória, ficção científica estrelada por Hugh Jackman e Rebecca Ferguson que teve desempenho fraco nas bilheteiras.

Dirigido por Lisa Joy em sua estreia no cinema, o longa-metragem apresenta um futuro próximo em que as mudanças climáticas deixaram cidades como Miami parcialmente submersas. Nesse mundo, deslocamentos são feitos de barco e a nostalgia virou produto. As pessoas recorrem a uma tecnologia chamada “Reminiscência”, capaz de permitir a revisitação de memórias passadas.

Caminhos da Memória
Caminhos da Memória
Data de lançamento 19 de agosto de 2021 | 1h 56min
Criador(es): Lisa Joy
Com Hugh Jackman, Rebecca Ferguson, Thandiwe Newton
Usuários
3,3
Adorocinema
2,5
Assista Agora na HBO Max

Jackman interpreta Nick Bannister, um dos operadores da máquina, cuja rotina muda quando conhece Mae, uma cantora vivida por Rebecca Ferguson. Os dois se envolvem até que ela desaparece sem explicações, levando Nick a uma investigação pessoal que mistura lembranças, obsessão e perda, em uma trama com clara inspiração no cinema noir.

Vale a pena assistir a Caminhos da Memória?

Se você é fã de grandes clássicos, já adiantamos que a proposta visual e temática de Caminhos da Memória remete a títulos como Blade Runner, Chinatown e Um Corpo que Cai.

O roteiro de Lisa Joy também chama atenção pelo uso constante de narração em off, inspirada em detetives dos anos 1940. Em um dos monólogos, Nick reflete: “Se existem fantasmas a serem encontrados, somos nós que assombramos o passado”. Em outro momento, a memória é definida como “o barco que navega contra a corrente, e eu sou o remador”.

Com menos de duas horas de duração, Caminhos da Memória acabou diluído em um período de lançamentos atípicos, mas vale a pena o play. O filme está disponível na HBO Max.

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