O faroeste está morto? De jeito nenhum! Nos últimos anos, inúmeras produções surpreenderam o público, de Django Livre a Rastro de Maldade. Quem acompanha esse gênero, muitas vezes menosprezado, sabe que filmes verdadeiramente excelentes ainda são feitos. The Sisters Brothers, de Jacques Audiard (o diretor de Emilia Pérez), é um exemplo perfeito.
Ainda não viu o filme com Joaquin Phoenix (Coringa), John C. Reilly (Precisamos Falar Sobre o Kevin), Jake Gyllenhaal (O Segredo de Brokeback Mountain) e Riz Ahmed (O Som do Silêncio)? Você pode alugá-lo ou comprá-lo no Prime Video.
E do que se trata The Sisters Brothers?
Reprodução/Prime Video
Eli (John C. Reilly) e Charlie (Joaquin Phoenix) Sisters são dois pistoleiros com uma missão complicada: capturar e eliminar Hermann Kermit Warm (Riz Ahmed), um explorador de minas de ouro. Enquanto perseguem o alvo pelo deserto do Oregon, Eli começa a ter uma crise de consciência sobre sua carreira. Para se salvar, Hermann percebe essa fraqueza momentânea e tenta oferecer um acordo melhor aos irmãos.
Não é um faroeste típico
Reprodução/Prime Video
O diretor Jacques Audiard, um dos maiores cineastas franceses contemporâneos (responsável por obras como O Profeta e Ferrugem e Osso), adapta o romance homônimo de Patrick DeWitt. The Sisters Brothers é um faroeste que frequentemente arranca risadas, em grande parte graças à química excelente entre John C. Reilly e Joaquin Phoenix.
Como uma dupla de irmãos, eles interagem com uma naturalidade maravilhosa (e, nos momentos certos, com uma emoção cativante). Particularmente hilárias são as cenas em que os irmãos chegam a uma grande cidade e ficam completamente fascinados por todas as distrações, cada um à sua maneira.
Fantástico, mas não sem defeitos
Embora Jacques Audiard subverta com frequência as expectativas do gênero (até mesmo encerrando tiroteios de forma aparentemente abrupta), algumas fragilidades também se tornam evidentes. A principal delas está no estilo visual: apesar de ter paisagens verdadeiramente excepcionais, a câmera frequentemente fica muito próxima dos personagens ou os segue à distância.
Esse recurso nem sempre convence – em alguns momentos, com a câmera digital na mão transitando entre os protagonistas, a sensação cinematográfica se perde um pouco, e certas cenas parecem a gravação de uma peça de teatro, com o cinegrafista correndo pelo palco.
Veredito final? Mesmo com esses pontos, o filme é uma recomendação imperdível para os amantes do faroeste, graças, em grande parte, ao seu elenco magnífico.