Os primeiros 30 minutos de Sangue Negro estão entre as coisas mais impressionantes que o cinema já ofereceu desde a virada do milênio. Aqui, vemos Daniel Plainview (Daniel Day-Lewis) quase morrendo enquanto tenta encontrar petróleo no meio do nada, na Califórnia. A abertura, quase sem falas, demonstra o poder visual primordial com que Paul Thomas Anderson e seu brilhante diretor de fotografia Robert Elswit exploram o poder do cinema. E isso é só o começo.
É disto que se trata Sangue Negro
12 anos depois de se provar um garimpeiro de sucesso, Daniel Plainview administra uma renomada empresa petrolífera, que seu filho adotivo HW (Dillon Freasier) assumirá no futuro. Certa noite, o ingênuo Paul Sunday (Paul Dano) relata a Plainview e seu sócio Hamilton (Ciarán Hinds) que quantidades aparentemente infinitas de petróleo podem ser encontradas sob o solo da propriedade de seus pais.
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Quase sem esforço, Plainview convence a família Sunday a lhe vender o rancho. Só que o irmão gêmeo obsessivamente religioso de Paul, Eli, reluta e exige uma doação generosa para a igreja da comunidade. Logo após o início da perfuração, um acidente fatal custa a vida de um trabalhador e deixa HW surdo. Teria a família Sunday feito um pacto com o diabo?
Com seu primeiro filme em seis anos, Paul Thomas Anderson entendeu que o gênero faroeste é uma superfície de projeção perfeita para o presente. No cerne da história estão os temas da ganância e da fé, que, é claro, ainda desempenham um papel crucial no mercado político e econômico global de hoje.
Sangue Negro, no entanto, está menos interessado nos tropos clássicos do faroeste que revivem o repertório visual clássico do gênero. Em vez disso, o épico de quase três horas é uma marcha poderosa impulsionada pela fúria sagrada – também para o público.
Quanto mais avançamos, mais intensos se tornam não só os conflitos, mas também a atuação de Day-Lewis, que merecidamente ganhou um Oscar pelo filme. Sangue Negro está disponível para compra ou aluguel no Prime Video.